<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Paratodos</title>
	<atom:link href="https://www.paratodos.net.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paratodos.net.br</link>
	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Apr 2024 19:27:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.9.3</generator>
	<item>
		<title>Refletindo sobre o papel da escola</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 19:17:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45465</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Carla Jarlicht* Dia 2 de abril foi o Dia da Conscientização do Autismo — o que nos leva a refletir sobre o verdadeiro papel da escola. Compartilho aqui algumas reflexões baseadas na minha experiência em escola e inspiradas também nos vários textos sobre o&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/">Continuar lendo<span> Refletindo sobre o papel da escola</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/">Refletindo sobre o papel da escola</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Audima Widget Injection -->
<div id="audimaWidget"></div>
<script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script>
<!-- End Audima Widget Injection -->

<p>Por Carla Jarlicht*</p>



<p></p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-Tela-2024-04-24-as-16.08.11-1-e1713986140502.png"><img width="1400" height="892" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-Tela-2024-04-24-as-16.08.11-1-e1713986140502.png" alt="" class="wp-image-45468"/></a></figure>



<p></p>



<p></p>



<p>Dia 2 de abril foi o Dia da Conscientização do Autismo — o que nos leva a refletir sobre o verdadeiro papel da escola.</p>



<p></p>



<p>Compartilho aqui algumas reflexões baseadas na minha experiência em escola e inspiradas também nos vários textos sobre o tema escritos por pessoas com autismo que atuam nas mais diversas áreas de conhecimento. E com essas, eu tive ainda mais certeza de que a gente tem muito a fazer.</p>



<p></p>



<p>É impossível pensar em convivência ética sem pensar no respeito e a respeito de todas as diversidades existentes, quando falamos de seres humanos. E, na escola, isso se torna gritante, por isso temos a faca e o queijo na mão para desmistificar vários assuntos e avançar o tanto que precisamos nessa conversa.</p>



<p></p>



<p>Não raramente me deparei com falas de famílias preocupadas com o avanços pedagógicos da turma porque havia crianças atípicas na mesma sala de aula que seus filhos. Já ouvi também famílias apreensivas com o fato de alguns alunos realizarem avaliação com leitura de mediadores por entenderem que seus filhos, que não tinham mediação, estariam em desvantagem. Além da perplexidade diante dessas falas, atentei para o fato de que a comunidade escolar precisava entender não apenas o que é inclusão, mas o que é uma escola.</p>



<p></p>



<p>Escola não pode ser lida como o lugar de competição, de ranqueamento de alunos e alunas, como formadora de lideranças do amanhã. ISSO NÃO É ESCOLA.</p>



<p>Professoras/es não podem se sentir pressionados porque pensam estar “atrasados/as” com algum conteúdo porque interromperam suas aulas por algum motivo relacionado ao comportamento de alguns alunos/as. Em sala de aula, tudo é pedagógico: TUDO e, principalmente, como lidamos com situações diversas, como convivemos e colaboramos uns com os outros, porque essas são as habilidades que levamos pra vida.</p>



<p></p>



<p>Vamos, portanto, às ações:</p>



<p></p>



<ul><li>É preciso trazer profissionais atípicos para colaborar com os projetos da escola, profissionais nas suas mais diferentes áreas do conhecimento. É preciso dar visibilidade e valor aos saberes dessas pessoas.</li><li>É preciso que o fazer pedagógico esteja embebido na ideia de que incluir todo mundo é incluir as diversidades e trabalhar com elas, a partir delas. E também entender e ter a tranquilidade de trazer para a prática cotidiana a ideia de desenho universal de aprendizagem.</li><li>É fundamental que todas as famílias entendam isso, portanto o posicionamento transparente e firme da escola, nesse sentido, é condição. E, certas vezes, algumas famílias não entenderão e isso pode significar, na prática, abrir mão delas, quando todas as ações para educá-las não surtirem efeito…</li><li>Ao falar em famílias, destaco a importância da parceria, portanto trazê-las para perto, para dentro do processo. Não estou falando só dos eventos de culminância.</li></ul>



<p></p>



<p>Escola é o lugar de se aprender a celebrar as diversidades. É o lugar em que se aprende uns com os outros, em que se partilha talentos e fragilidades, diariamente, e todos se engrandecem com isso. Não podemos perder isso de vista.</p>



<p></p>



<p>De outro modo, qual seria a função da escola?</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<p>* Carla é psicóloga, mestre em Educação, especialista em Literatura Infantil, fundadora do Plano de Voo Educação (@planode_voo) e atua na formação de professores da rede pública de ensino do RJ.</p>
<script>console.log('Aud01');</script><p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/">Refletindo sobre o papel da escola</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O tempo da mediação escolar</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 22:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45455</guid>

					<description><![CDATA[<p>É bastante polêmica a questão da mediação escolar. Tanto assim que o tema já virou campo de longas batalhas — inclusive, jurídicas — entre famílias e escolas. Embora a lei assegure a alunos com deficiência a presença de mediadores em sala de aula, o assunto&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">Continuar lendo<span> O tempo da mediação escolar</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">O tempo da mediação escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Audima Widget Injection -->
<div id="audimaWidget"></div>
<script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script>
<!-- End Audima Widget Injection -->

<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><a href="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-Tela-2024-03-25-as-19.07.55-e1711404919934.png"><img loading="lazy" width="974" height="660" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-Tela-2024-03-25-as-19.07.55-e1711404919934.png" alt="" class="wp-image-45457"/></a></figure>



<p></p>



<p></p>



<p>É bastante polêmica a questão da mediação escolar. Tanto assim que o tema já virou campo de longas batalhas — inclusive, jurídicas — entre famílias e escolas.</p>



<p>Embora a lei assegure a alunos com deficiência a presença de mediadores em sala de aula, o assunto é sempre muito delicado, porque a lei não especifica, nem poderia, a quantidade de horas de trabalho deste profissional junto aos estudantes. O que a legislação determina é que o aluno tenha o suporte necessário para aprender.</p>



<p>Então, a atuação dos mediadores na escola vai depender do que os professores que estão no dia a dia com a criança entenderem que será importante para que o aluno se desenvolva.</p>



<p>Embora os médicos muitas vezes “prescrevam” mediação durante todo o horário escolar, é importante ver qual é a real necessidade do aluno. E, principalmente, deixar um pouco o olhar dos diagnósticos e mergulhar nas possibilidades da Educação.</p>



<p>Um mediador “em excesso” pode atrapalhar o estudante a desenvolver sua independência e autonomia. Algumas vezes, especialmente se a criança é maior, ela começa a se incomodar com essa sua sombra na escola, afetando sua autoestima e sua sociabilidade. Afinal, muitas vezes, tudo o que a criança quer é pertencer ao grupo e ser “igual” às demais. Já ouvi muito isso nas minhas andanças.</p>



<p>Enfim, a receita é “a justa medida”, ou seja, avaliar no chão da escola o que é necessário para a efetiva aprendizagem.</p>



<p>Não há receitas. É caso a caso.</p>
<script>console.log('Aud01');</script><p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">O tempo da mediação escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>#naoaodecreto10502</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 22:46:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45425</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após as afirmações do Ministro da Educação de que é “impossível” manter algumas crianças com deficiência em escolas regulares, pois elas “atrapalham” o rendimento de alunos sem deficiência, nós, do Paratodos, achamos importante trazer alguns dados científicos que refutam essa visão preconceituosa e equivocada por parte do Governo Federal. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">Continuar lendo<span> #naoaodecreto10502</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">#naoaodecreto10502</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Após as afirmações do Ministro da Educação de que é “impossível” manter algumas crianças com deficiência em escolas regulares, pois elas “atrapalham” o rendimento de alunos sem deficiência, nós, do Paratodos, achamos importante trazer alguns dados científicos que refutam essa visão preconceituosa e equivocada por parte do Governo Federal.<br />
Em 2016, o Instituto Alana e a ABT Associates, sob coordenação do Dr. Thomas Hehir, professor da Harvard Graduate School of Education, lançaram a pesquisa “Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência”. Foram analisados 280 artigos científicos produzidos em 25 diferentes países.<br />
Nesse estudo, pesquisadores descobriram que grande parte (81%) dos alunos sem deficiência que estava na mesma sala de aula de estudantes com deficiência não sofreu prejuízo ou até obtiveram efeitos positivos sobre o seu desenvolvimento acadêmico.<br />
De acordo com este estudo, há evidencias cientificas (89 estudos) de que todes es alunes se beneficiam com a educação inclusiva. As pessoas com deficiência adquirem maior independência e autonomia, aprendem mais e têm mais chances de chegar ao ensino superior. Além disso, quando adultos, terão maior possiblidade de participar na vida em sociedade, morando sozinhos e conseguindo trabalho, por exemplo. Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Instituto Alana, alunos sem deficiência têm rendimentos acadêmicos superiores aos que não frequentam uma escola inclusiva, além de também desenvolverem habilidades sócio-emocionais relevantes, como colaborar, resolver problemas e lidar com a diversidade.<br />
Em 2019, em outro levantamento do Datafolha realizado a pedido do Instituto revelou que, aproximadamente, nove em cada dez brasileiros acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Além disso, 76% da população entendem que as crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência.<br />
Com relação ao Decreto 10.502, de 2020, que está sendo objeto de audiência pública hoje e amanhã e que foi convocada pelo STF para embasar o julgamento da ação de que propõe sua inconstitucionalidade, vimos esclarecer que, no nosso entender:<br />
• O Decreto 10.502/20 possibilita a segregação de alunos com deficiência dos sem deficiência.<br />
• Ele representa, assim, um verdadeiro retrocesso em matéria de educação inclusiva.<br />
• O Decreto viola direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, como o direito à educação para todos e a proibição à discriminação.<br />
Como dispõe o artigo 208 da Constituição brasileira, é dever do Estado oferecer ensino especializado aos alunos com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino.<br />
A ida às chamadas escolas comuns não impede que os alunos com deficiência tenham acesso ao atendimento educacional especializado, que pode ser realizado, por exemplo, no contra turno.<br />
A educação inclusiva permite que todas as crianças aprendam juntas, sem segregação, o que traz benefícios para todes.<br />
Participe da audiência pública, que é uma oportunidade de discutir a política Nacional de Educação Especial Equitativa, Inclusiva e com aprendizado ao longo da vida (PNEE)!</p>
<p>Divulgue! Chame amigos e venha trabalhar, junto com o Paratodos, para que o direito à inclusão seja, efetivamente, para todes es pessoes!<br />
Assim, vamos contribuir juntes para a construção de uma sociedade e de uma cultura inclusivas, que, sem dúvida, começam na escola.</p>
<p>Onde assistir – Tv Justiça<br />
YouTube da Tv Justiça Oficial. Pode ouvir também Radio Justiça<br />
Fontes: <a href="https://alana.org.br/wp-content/uploads/2019/10/os-beneficios-da-educacao-inclusiva.pdf">Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência</a><br />
<a href="https://alana.org.br/pesquisa-datafolha-educacao-inclusiva/">O que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva</a><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">#naoaodecreto10502</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O BBB, o Big fone e a inclusão</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2021 23:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45267</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem acompanha o BBB sabe muito bem a importância do Big Fone - telefone fixo que toca no programa com alguma mensagem da produção (em geral, emparedar alguém). Então, diante da possibilidade de eliminar um rival, os participantes ficam na fissura por atender essa ligação. Para tanto, uns ficam de olho no aparelho; outros ficam plantados perto do telefone e todos, ao sinal do primeiro toque, disparam em sua direção. Até aí, tudo normal. Mas o que acontece quando um dos participantes está com pé quebrado? <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/">Continuar lendo<span> O BBB, o Big fone e a inclusão</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/">O BBB, o Big fone e a inclusão</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --></p>
<h6>por Fabiana Ribeiro*</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem acompanha o BBB sabe muito bem a importância do Big Fone &#8211; telefone fixo que toca no programa com alguma mensagem da produção (em geral, emparedar alguém). Então, diante da possibilidade de eliminar um rival, os participantes ficam na fissura por atender essa ligação. Para tanto, uns ficam de olho no aparelho; outros ficam plantados perto do telefone e todos, ao sinal do primeiro toque, disparam em sua direção. Até aí, tudo normal. Mas o que acontece quando um dos participantes está com pé quebrado?</p>
<p>Nada.</p>
<p>Nada.</p>
<p>N-a-d-a.</p>
<p>Infelizmente, nada.</p>
<p>O telefone toca. E vocês que lutem.</p>
<p>Agora, vamos pensar juntos? Existe um candidato que não tem como correr para atender o Big Fone. Trata-se do Caio, que machucou o pé esquerdo durante uma das provas do líder do BBB. Imobilizado, ele segue participando de outras disputas, tendo recebido apoio da emissora durante a prova que o tornou Anjo nessa semana. Mas como alguém que está com o pé quebrado conseguirá correr, em iguais condições, para atender a tão esperada chamada do Big Fone? Ligação, aliás, que pode ajudar a eliminar quem não chegou a tempo para ouvir as instruções da produção.<br />
Então, diante deste quadro, estão todos concorrendo ao prêmio de R$ 1,5 milhão em iguais condições? Eu diria que não. E olha quem nem torço para o Caio. Mas saber que ele pode estar no próximo paredão porque não correu na mesma velocidade que os demais concorrentes me deixa bem desapontada com o BBB.</p>
<p>Dizem que o BBB é um reflexo da nossa sociedade. Sempre achei meio exagero. Mas sempre foi uma ótima desculpa para assistir ao reality. Porém, neste momento, é exatamente o que vejo: a nossa sociedade desigual e nada empática.</p>
<p>Assim como no BBB, milhares de pessoas são impedidas de atender os Big Fones de suas vidas. E assim é na escola com milhares de alunos que, sem acessibilidade, ficam de fora de qualquer disputa. Imobilizados em suas próprias condições, ficam de fora da maior disputa de suas vidas &#8211; que valem mais, bem mais do que R$ 1,5 milhão. Ficam distantes do seu próprio futuro.</p>
<p>Eu nao sei que alternativa eu criaria ao Big Fone. Não sou da produção do BBB. Mas sei que não é nada justo ter uma prova em que nem todos os participantes podem atuar com as mesmas chances de ganhar. Injusto, para dizer o mínimo. Tampouco sou pedagoga. E nao sei como fazer com que milhares de alunos atendam essa ligação. Mas sei que a TV Globo perdeu uma oportunidade de ensinar para milhões de pessoas o que é INCLUSÃO e EQUIDADE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr>
<h6>* Fabiana Ribeiro é jornalista com mestrado em Ciências Sociais e fundadora do movimento Paratodos</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/">O BBB, o Big fone e a inclusão</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/o-bbb-o-big-fone-e-a-inclusao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 16:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45255</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais dramáticas que a pandemia trouxe foi o aumento de violência sexual contra crianças.</p>
<p>Infelizmente, de acordo com o U.S. Centers for Disease Control, 1 em cada 4 meninas e 1 em cada 13 meninos é vítima de abuso sexual até os 18 anos. E, de acordo com o Atlas da Violência 2018, 68% dos registros de abuso sexual no Brasil ocorrem com estupro de menores. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/">Continuar lendo<span> Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/">Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --></p>
<h6><strong>*  Mariana Reade</strong></h6>
<p><strong> </strong></p>
<p>Uma das consequências mais dramáticas que a pandemia trouxe foi o aumento de violência sexual contra crianças.</p>
<p>Infelizmente, de acordo com o U.S. Centers for Disease Control, 1 em cada 4 meninas e 1 em cada 13 meninos é vítima de abuso sexual até os 18 anos. E, de acordo com o Atlas da Violência 2018, 68% dos registros de abuso sexual no Brasil ocorrem com estupro de menores.</p>
<p>Uma situação ainda mais vulnerável acontece com <strong>crianças com deficiência</strong>. Segundo dados da UNFPA 2018, 40 a 68 % de meninas com deficiência sofrerão violência sexual antes dos 18 anos de idade. Entre meninos, a estimativa é de 16 a 30%.</p>
<p>Crianças, com e sem deficiência, tem maior dificuldade em reconhecer o abuso e muitas vezes sequer sabem que estão sendo abusadas. Por isso é tão importante conversar e ensinar desde cedo. Há muito desconforto das famílias em conversar sobre o tema, mas é de fundamental importância ensinar para uma criança com deficiência o que é o abuso.</p>
<p>Em muitas situações, a criança é desacreditada, já que a família não acredita ou nega, especialmente quando uma pessoa da própria família é o abusador. E ainda, uma criança com deficiência pode ter maior dificuldade para conseguir se expressar.</p>
<p>A expressão VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL nos leva a lugares tão sombrios que muitas vezes preferimos ignorar. Porém, ante essa terrível realidade, é melhor estar preparado para enfrentar o inimigo ao invés de fingir que ele não existe. Ensinar a se proteger é entregar ferramentas para a criança conseguir pedir ajuda, se um dia precisar.</p>
<p>Faço parte da campanha <strong>EU ME PROTEJO</strong>. Somos um grupo de colaboradores voluntários formado por psicólogos, médicos, jornalistas e defensores de direitos humanos e acreditamos que a educação é uma forma poderosa de prevenir a violência sexual infantil: <a href="https://www.eumeprotejo.com/">https://www.eumeprotejo.com/</a></p>
<p>Se para nós, adultos, é difícil revelar os abusos que já sofremos, imagine como pode ser devastador para uma criança? E se para uma criança vítima de abuso sexual, pedir ajuda é um enorme desafio por se deparar com o muro gigantesco do medo e da vergonha, para uma criança com deficiência, atravessar a barreira da comunicação e conseguir expressar o abuso pode ser uma missão ainda mais difícil.</p>
<p>Além da violência, a criança muitas vezes enfrenta as ameaças que seu agressor faz para deixá-la calada. O muro está erguido e ela se encolhe dentro do sentimento avassalador que é o “sem saída”. Mas nós, adultos, sabemos que há saída. Há sempre um caminho para sair e ele se dá através da confiança, do afeto, do acolhimento e da informação.</p>
<p>Ensinar crianças com deficiência a se proteger da violência sexual é fundamental. Que possamos fazer a nossa parte para que muros intransponíveis não deixem nenhuma criança sem saída.</p>
<hr />
<h6>*Mariana Reade é jornalista especializada em criação de conteúdo, roteiro audiovisual e comunicação de causas de impacto social, com foco em direitos humanos, diversidade e inclusão.</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/">Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>É pra ontem!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 22:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45250</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Amar é um elo &#124; entre o azul &#124; e o amarelo”, poema de Paulo Leminski inspira documentário “AmarElo” <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">Continuar lendo<span> É pra ontem!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">É pra ontem!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Neste fim de semana, consegui assistir ao documentário “AmarElo: é tudo pra ontem” sobre o Emicida. Simplesmente arrebatador! O filme, produzido pela Netflix, narra os bastidores do show realizado no Theatro Municipal de São Paulo, mostrando a história do rapper e seu processo de criação da obra-prima, que é “AmarElo”. O título tem inspiração no poema do Paulo Leminski (“Amar é um elo | entre o azul | e o amarelo”). Para o cantor, amar é a forma mais revolucionária de conectar as pessoas. Tem toda razão!</p>
<p>E, por que escolhi escrever sobre este tema no último texto do ano? Ah, porque como canta Belchior, resgatado pelo rapper, “tenho chorado demais, tenho chorado pra cachorro”. Na letra da música “Tudo é pra ontem”, Emicida sugere que “talvez seja bom partir do final. Afinal, é um ano todo só de sexta-feira treze”. Se pudesse colar uma figurinha de meme agora, sem dúvida, lançaria esta: “é verdade; quer dizer, também não é”.</p>
<p>2020 foi difícil – é impossível negar, mas foi um ano, também, de muita aprendizagem e encontros. Estive, junto com um grupo de estudiosas sobre a Abordagem Pikler no Equador, em fevereiro, para um curso na Fundação Ami. Lá, consegui ampliar ainda mais o olhar sobre a potência da criança com deficiência. Tive acesso a vídeos, retratando o cotidiano de algumas delas e pude ver como podem chegar longe se lhes dão oportunidade e se gozam da confiança de um adulto. O encantamento pela Fundação Ami foi tanto que eu e Gabriela Dal Forno Martins quisemos repartir a experiência com mais gente. O zoom nos permitiu trazê-los pro Brasil!</p>
<p>Foi graças à tecnologia que pude também encontrar, diversas vezes durante o ano, o psicanalista francês Bernard Golse que deu maravilhosas palestras sobre desenvolvimento infantil e constituição psíquica do sujeito. Golse é também um dos grandes especialistas sobre autismo. Foi um luxo! Ainda tivemos a pediatra Isabelle Deligne, virtualmente, falando sobre crianças com desenvolvimento lento ou diferente. Estive, duas vezes, com Ute StruB e Elsa Chaim, uma na Alemanha e outra nos EUA, experimentando o brincar, atividade tão cara às crianças e tão pouco valorizada por muitos adultos. Da Alemanha ainda encontrei Alê Duarte, com o seu Sintonizando Com Pais e, depois, Com Família. Além de mais um semestre na especialização sobre Terapia de Família e Casal na PUC-Rio. Nunca estudei tanto durante um ano!</p>
<p>Estive também do outro lado das telas, dando aulas no curso de graduação em Psicologia na PUC-Rio e na especialização em Infância e Juventude, promovida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Em termos de empresas, eu e minha querida companheira de Paratodos, Ciça Melo, estivemos juntas na Parceiros da Educação. Ciça conversou também com a equipe da L’Oréal sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mundo corporativo. Durante o ano, partilhamos experiências e telas em lives e formações.</p>
<p>Por falar em lives, Ciça brilhou em várias! Ela tem a incrível capacidade de falar com o público como se todos estivéssemos juntos (de verdade) no seu sofá. A gente se sente à vontade e quer saber mais. Ela vai tão longe com a sua capacidade de se conectar com as pessoas, que atravessou o mar e deu aula para os alunos de mestrado do Instituto Politécnico de Setúbal (Portugal). Aliás, este ano o Paratodos não esteve na “terrinha” com o Vindas, mas Ciça esteve diversas vezes com o casal Luzia e David Rodrigues em suas “Conversas Confinadas”. De lá, eles nos deram notícias sobre como o país estava lidando com os alunos com deficiência.</p>
<p>A gente também não poderia deixar de lembrar uma batalha vencida: o Decreto 10.502/20, que reinstituía o foco na segregação em escolas especiais das crianças com deficiência, foi declarado inconstitucional pelo STF. Foi uma vitória, mas &#8230; pudemos perceber que a inclusão, de fato, das pessoas com deficiência não é algo que está solidificado. Estamos caminhando, porque durante muito tempo elas eram “invisíveis”.</p>
<p>Termino, então, com Emicida: “É tão triste ter que vir, coisa ruim pra nos unir | E nem assim agora, mano, vamo&#8217; embora a tempo | Viver é partir, voltar e repartir (é isso) | Partir, voltar e repartir (é tudo pra ontem)”.</p>
<p>Que 2021 seja um ano de viver em comunhão, deixar partir o preconceito, voltar a nos encontrar pessoalmente, repartir a vacina e incluir os nossos irmãos invisibilizados. É tudo pra ontem! Tá ligado, mano?</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>© Netflix / reprodução<script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">É pra ontem!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dúvidas sobre a educação de alunos com deficiência são legítimas </title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 16:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45198</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na última semana, o Governo Federal decretou uma nova Política de Educação Especial que considera a opção do encaminhamento de estudantes com deficiência para escolas ou classes especiais, caracterizadas pela segregação desses alunos. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/">Continuar lendo<span> Dúvidas sobre a educação de alunos com deficiência são legítimas </span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/">Dúvidas sobre a educação de alunos com deficiência são legítimas </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --></p>
<h6>Por Rodrigo Hübner Mendes *</h6>
<p>Na última semana, o Governo Federal decretou uma nova Política de Educação Especial que considera a opção do encaminhamento de estudantes com deficiência para escolas ou classes especiais, caracterizadas pela segregação desses alunos. Além disso, a nova Política prevê a destinação de recursos públicos para a manutenção de tais escolas. O decreto gerou uma imediata reação de organizações da sociedade civil e especialistas que se dedicam à educação inclusiva, além de educadores e familiares engajados com o tema. Em suma, manifestam seu repúdio ao documento com base em vários argumentos, merecendo destaque o fato de ser inconstitucional e desrespeitar, tanto a legislação brasileira,&nbsp; como marcos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Acho sempre saudável o exercício de nos colocarmos no lugar de mães e pais que têm filhos com deficiência e precisam tomar a decisão sobre em que escola matriculá-los. Para quem nunca estudou o assunto, é legítimo que se pergunte: o ideal da educação inclusiva é mesmo viável? Será que não seria melhor a criança ir para uma escola especializada, preparada para esse serviço? Será que a criança vai conseguir acompanhar seus colegas? Será que é mesmo possível alguém com deficiência intelectual, por exemplo, conquistar autonomia?</p>
<p>As dúvidas e dilemas enfrentados pela família no momento de escolher a escola para seus filhos são, antes de mais nada, compreensíveis. Todo o discurso de que a escola especial é mais preparada, oferece um atendimento mais adequado e representa um ambiente mais protegido acaba sendo sedutor. Para algumas pessoas, faz com que a escolha pela escola inclusiva seja, até, contraintuitiva.</p>
<p>Antes de mais nada, vale esclarecer as características de cada tipo de escola. A escola especial nasceu a partir da ideia de que a deficiência representa uma incapacidade. A impossibilidade da pessoa se desenvolver plenamente, precisando, portanto, de um atendimento separado, apartado. Nesse sentido, é uma instituição que atende exclusivamente estudantes com deficiência e raramente segue os conteúdos curriculares definidos pelo respectivo estado ou município. Após décadas de experiência com esse modelo, estudos apontam que os resultados são extremamente negativos. A falta de interação com o resto do mundo, de estímulo e de desafio determinam, de antemão, o ponto de chegada. Esses alunos tornam-se adultos totalmente dependentes de suas famílias (ou de serviços de assistência social). É como se o destino fosse traçado antes da largada na corrida da vida.</p>
<p>A escola inclusiva é consequência da visão de que toda pessoa tem o direito à educação e ao convívio com a diversidade humana, entendida como um valor. Consequentemente, qualquer aluno, sejam quais forem suas origens e características, é acolhido e usufrui do direito à aprendizagem. Isso não significa que estudantes com deficiência não recebam apoios especializados. A Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que estava em vigor desde 2008, reconhece a necessidade desses apoios e prevê a oferta do que, no Brasil, chamamos de Atendimento Educacional Especializado. Trata-se de um serviço complementar (e não substitutivo) às atividades promovidas na sala de aula comum, e é desenvolvido por profissionais com formação específica nesse tema, em geral, no turno contrário ao das aulas. O objetivo desse serviço é identificar e eliminar barreiras, buscando viabilizar acesso ao conteúdo curricular.</p>
<p>Cabe contar que, no ano passado, participei de uma conferência na ONU em que foram apresentados dezenas de casos de estudantes com deficiência intelectual que conseguiram concluir o Ensino Superior e, hoje, usufruem de uma vida independente. Todos alegam que ter estudado em uma escola comum foi fator decisivo para sua emancipação.</p>
<p>Mas será que basta inserir a criança na escola comum? Claro que não. Para que as coisas corram bem a escola precisa repensar suas práticas, se transformar. Nesse sentido, eu destacaria a importância de apoio contínuo à equipe pedagógica &#8211; por meio de cursos, tutorias e outras ações formativas -, tempo para o planejamento de cada aula, explorando novas tecnologias e novas ferramentas pedagógicos que eliminem barreiras, e envolvimento genuíno das famílias. Esse conjunto de fatores requer o investimento de recursos públicos, que sofrerão redução caso aceitemos a proposta do financiamento de uma rede paralela de escolas especiais, proposto pela nova Política.</p>
<p>Estamos falando de questões que não são triviais. Mas, as evidências de que dispomos apontam que esse é o caminho para que tais estudantes possam ter a chance de participar para valer da corrida da vida, de alcançar o seu melhor, de conquistar autonomia. A consequência final é uma pedagogia mais eficiente para toda escola. Ou seja, os outros alunos também saem ganhando muito com a oportunidade de conviver com as diferenças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr>
<h6>Rodrigo Hübner Mendes é fundador do <a href="https://institutorodrigomendes.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instituto Rodrigo Mendes</a>, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é garantir que todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma educação de qualidade na escola comum.</h6>
<h6>Texto originalmente publicado em no <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/rodrigo-mendes/2020/10/09/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas.htm">UOL&nbsp;</a></h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/">Dúvidas sobre a educação de alunos com deficiência são legítimas </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sejamos rede!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 17:57:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45190</guid>

					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, me pego pensando nas lutas invisíveis que são travadas em campos que não comportam bandeiras. São lutas em lugares menos glamorosos do as ruas e passeatas, ou as redes sociais, revistas, reportagens <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Continuar lendo<span> Sejamos rede!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Sejamos rede!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
No Dia Nacional da Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, me pego pensando nas lutas invisíveis que são travadas em campos que não comportam bandeiras. São lutas em lugares menos glamorosos do as ruas e passeatas, ou as redes sociais, revistas, reportagens e, para dar um toque contemporâneo ao texto, às lives e webninares.</p>
<p>Na semana passada, a convite do Departamento de Psicologia da PUC-Rio, dei uma palestra sobre os cuidados com a família das pessoas com deficiência. Logo no início do encontro, pedi para as pessoas abrirem as câmeras e, tal como imaginava, a maioria dos participantes era formada por mulheres. Não foi surpresa.</p>
<p>Os slides, que já estavam prontos, traziam dados que corroboravam o que que estava estampado na minha tela: “70 milhões é o número de mães no Brasil. 11,5milhões é o número de mães solo (parentando sozinhas). 29 milhões de famílias são chefiadas por mulheres. 57% das famílias de mães solo estão abaixo da linhada pobreza. 64,4% das casas chefiadas por mães negras estão abaixo da linha da pobreza. Das 10.3 milhões de crianças de até 4 anos no Brasil: 84% são cuidadas por mulheres e, dentre elas, apenas 45% trabalham. * Ou seja, o cuidado é, fundamentalmente, uma atribuição feminina.</p>
<p>E, mais, de acordo com o referido site, “32,4% das brasileiras de 14 anos ou mais cuida de um integrante do domicílio, sejam filhos, doentes, pessoas com deficiência ou idosos” (www.segura a curva das mães.com.br). Na tela do meu computador, estavam mães, irmãs, avós, terapeutas, educadoras, estudantes e outras profissionais das áreas de saúde e educação. Para conversar sobre o cuidado com a família das pessoas com deficiência, o público era quase exclusivamente feminino.</p>
<p>Então, no dia de hoje, o Paratodos gostaria de prestar uma homenagem não apenas às pessoas com deficiência que são protagonistas da luta pelos seus direitos, mas a esta imensa maioria de mulheres cuidadoras.</p>
<p>Sigamos juntas e em rede!</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h6>* Fonte: <a href="http://www.seguraacurvadasmaes.org">www.seguraacurvadasmaes.org</a>, com base Instituto Locomotiva, IBGE, PNAD E USP</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Sejamos rede!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como lidar com alunos em situação  de inclusão na retomada presencial?</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ciça Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 23:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45150</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante todo este período nós, do Paratodos, fomos muito procurados por escolas, famílias e, principalmente, por professores. A nossa principal orientação foi manter a comunicação com alunos e famílias de inclusão, preservando (ou estabelecendo em alguns casos) vínculo e gerando aprendizagem.<br />
 <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/">Continuar lendo<span> Como lidar com alunos em situação  de inclusão na retomada presencial?</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/">Como lidar com alunos em situação  de inclusão na retomada presencial?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
<div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p2">Durante todo este período nós, do Paratodos, fomos muito procurados por escolas, famílias e, principalmente, por professores. A nossa principal orientação foi manter a comunicação com alunos e famílias de inclusão, preservando (ou estabelecendo em alguns casos) vínculo e gerando aprendizagem.</p>
<p class="p2">É certo que no início desta pandemia as necessidades específicas das pessoas com deficiência foram negligenciadas. A Unesco foi uma das primeiras organizações a se pronunciar sobre o assunto. Aqui no Brasil, o Instituto Rodrigo Mendes apresentou um trabalho bem completo, falando sobre experiências em outros países. O PARATODOS lembrava, contudo, aos educadores que muitos alunos precisaram interromper terapias ou alterá-las. E que isto, mais a questão do próprio isolamento, poderia provocar regressão, retrocesso ou, no mínimo, estagnação.</p>
<p class="p2">Ressaltamos também que muitas cobranças vinham provocando stress nas famílias, sem falar das possíveis perdas de familiares ou parentes contaminados com COVID. Nossa principal dica foi o diálogo, a escuta ativa para que fosse estabelecido, de fato, uma parceria. Muito vem se falando no aumento da desigualdade no processo de aprendizagem neste momento, isto é claro. Mas cabe aos educadores pensarem: “<i>O que podemos fazer para mitigar esse impacto</i>?”</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_single_image wpb_content_element vc_align_left">
		<div class="wpb_wrapper">
			
			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="800" height="507" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_menino_01-copy.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="Professores na linha de frente" loading="lazy" title="web_menino_01-copy" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_menino_01-copy.jpg 800w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_menino_01-copy-300x190.jpg 300w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_menino_01-copy-768x487.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_menino_01-copy-700x444.jpg 700w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45154&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45154" /></div>
		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p4"><span class="s1"><b>Oportunidades no meio do caos</b></span></p>
<p class="p2">É clichê falarmos que em toda crise tem oportunidades. Mas não podemos deixar de avaliar os pontos positivos (e tirar proveito deles), até porque sabemos que muitas vezes nossa tendência é olhar apenas para os negativos. Algumas famílias nos relataram que seus filhos com maior dificuldade de concentração podiam pausar o vídeo por exemplo. Outras disseram que seus filhos gostavam de andar e que em casa estavam andando enquanto assistiam às aulas. Houve quem falasse sobre a possibilidade de rever as aulas e assim tirar melhor proveito daquelas que eram mais difíceis.</p>
<p class="p2">Vimos na prática algo que o Paratodos já falava há tempos: a inovação tecnológica pode permitir uma sala menos homogênea e mais individualizada. A tecnologia facilita a criação de estratégias distintas, levando em consideração necessidades específicas dos alunos.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid  disable_negative_margin" style='background-color:#879fbb; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-3"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_single_image wpb_content_element vc_align_left">
		<div class="wpb_wrapper">
			
			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="869" height="1323" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="Como lidar com alunos em situação de inclusão na retomada presencial?" loading="lazy" title="web_mochila_01" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01.jpg 869w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-197x300.jpg 197w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-673x1024.jpg 673w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-768x1169.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-700x1066.jpg 700w" sizes="(max-width: 869px) 100vw, 869px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45172&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45172" /></div>
		</div>
	</div>
</div></div></div><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-9"><div class="vc_column-inner vc_custom_1599177771853"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<h3><span style="color: #ffffff;">Vantagens da tecnologia na aprendizagem remota:</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #ffffff;">• opção de pausar o vídeo quando o aluno perde a concentração</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• criança pode se movimentar em casa enquanto assiste aula</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• possibilidade de rever as aulas mais difíceis</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• possibilita uma sala de aula mais heterogênea e individualizada</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• é possível oferecer planos de aulas com estratégias distintas, conforme as necessidades específicas dos alunos</span></h3>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p4"><span class="s1"><b>Professores na linha de frente</b></span></p>
<p class="p2">Neste período ouvimos muitos relatos de vários professores fazendo a diferença. Educadores que não queriam deixar nenhum aluno para trás e buscaram ferramentas para que todos seus alunos pudessem participar. Houve quem utilizasse outros alunos para explicar aos demais, o que sempre chamamos de mediadores naturais ou uso dos pares como mediadores. Vimos, ainda, equipes muito mais unidas e trocando experiências entre si, o que é muito necessário para os alunos em situação de inclusão.</p>
<p class="p2"><span class="s2">Neste momento, quando começamos a discutir de forma mais clara sobre a possibilidade de retomada presencial, a principal pergunta tem sido: “quem define se o aluno em situação de inclusão volta presencialmente para escola? A família, a escola ou o médico?”. Importante ressaltar que não há relação direta entre risco e deficiência. Os países que fizeram esta correlação foram extremamente criticados. </span></p>
<p class="p2">Aqui no Brasil o primeiro parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicado em 7/7/20 foi duramente desaprovado, o que os levou a uma retratação e revisão.<span class="Apple-converted-space">  </span>Da mesma forma que não podemos generalizar “todas as crianças com deficiência devem retornar presencialmente no primeiro momento”, não podemos fazer o inverso também. Para decidir, sugerimos que haja uma nova avaliação desta criança ou adolescente.<span class="Apple-converted-space">  </span>Precisamos saber desta família: o que estes alunos sabem sobre o que vem acontecendo, o que sofreram neste período, qual nível do medo, entre outras perguntas. Família, escola e equipe de atendimento (seja um médico, um fonoaudiólogo, um terapeuta ocupacional ou um psicólogo) precisam conversar e avaliar em conjunto os riscos e os benefícios desta volta.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p4"><span class="s1"><b>Abordagens criativas no novo “normal”</b></span></p>
<p class="p2">Também é necessário avaliar se há novas necessidades específicas neste momento, tais como o uso de máscaras com visores pelos educadores que convivem com pessoas com deficiência auditiva. Ou avaliar os casos de alunos que não conseguiram permanecer com as máscaras devido deficiências físicas nos membros superiores ou questões sensoriais (muito comum nos casos de pessoas que estão dentro do espectro do autismo). Tudo isto deverá fazer parte desta avaliação conjunta e individual para cada estudante. Entendemos, ainda, que algumas recomendações podem inclusive, ajudar a todos, tal como a máscara com visor.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style='background-color:#f8c1c2; padding-top:22px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-6"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_single_image wpb_content_element vc_align_left">
		<div class="wpb_wrapper">
			
			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="800" height="800" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="LEAF mask, a primeira máscara transparente registrada pelo Departamento de Saúde dos EUA." loading="lazy" title="web_mascara-transparente-1" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1.jpg 800w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-300x300.jpg 300w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-150x150.jpg 150w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-768x768.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-570x570.jpg 570w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-500x500.jpg 500w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-700x700.jpg 700w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45153&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45153" /></div>
		</div>
	</div>
</div></div></div><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-6"><div class="vc_column-inner vc_custom_1599176127112"><div class="wpb_wrapper"><div class="separator  small left  " style="margin-top: 33px;margin-bottom: 33px;background-color: #91384a;height: 2px;width: 200px;"></div>
<div class="custom_font_holder" style=" font-size: 40px; line-height: 46px; font-style: normal; font-weight: 600; color: #91384a; text-decoration: none; text-align: left;"><a href="https://www.leaf.healthcare/"><em>LEAF mask</em></a>, a primeira máscara transparente registrada pelo Departamento de Saúde dos EUA.</div><div class="separator  small left  " style="margin-top: 33px;margin-bottom: 33px;background-color: #91384a;height: 2px;width: 200px;"></div>
</div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p2">É provável, também, que crianças com deficiência precisem de um acolhimento maior e um novo período de adaptação. Isto precisa ser previsto e acordado com as famílias. Talvez seja necessário um horário adaptado no início e que seja aumentado conforme o ajustamento de cada um. Como falamos acima, neste retorno será necessário um diagnóstico de todos os alunos, em especial dos alunos com questões de aprendizagem. Avaliar as perdas do período será essencial para elaboração de estratégias de ensino e aprendizagem adequadas a cada um.</p>
<p class="p2">Importante ressaltar que muitos alunos em situação de inclusão apresentam restrições alimentares ou horários específicos para se alimentar. No novo modelo (onde muitas escolas não utilizarão o refeitório) isto também precisa ser levado em consideração. Em todos os protocolos a que tivemos acesso, temos visto a importância da comunicação dos novos procedimentos. Mais uma vez é preciso pensar nos alunos com deficiência e ter a certeza de que as informações espalhadas pelas escolas estão sendo sempre compreendidas por todos.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_single_image wpb_content_element vc_align_left">
		<div class="wpb_wrapper">
			
			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="800" height="534" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="Abordagens criativas no novo “normal”" loading="lazy" title="web_urso" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso.jpg 800w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-300x200.jpg 300w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-768x513.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-700x467.jpg 700w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45152&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45152" /></div>
		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="p2">Uma outra orientação que tem dado muito resultado é que a escola promova e/ou incentive a realização de reuniões com algumas famílias, principalmente no caso das crianças da Educação Infantil e Fundamental 1. Encontros rápidos para mostrar um bichinho de pelúcia, dar um tchau, contar uma estória, por exemplo. O ideal são reuniões mais restritas, intimistas, onde a criança que venha apresentando dificuldade tenha mais oportunidade para participar. Para os alunos mais velhos, sugerimos estimular telefonemas com vídeos para aumentar a socialização com os colegas e propor mais trabalhos em grupos que os obrigam a estarem juntos neste momento.</p>
<p class="p2"><span class="s2">Ainda temos orientado, desde o início das aulas remotas, momentos individuais com estes alunos, onde eles possam ter uma educação mais personalizada. Neste momento (onde o retorno se aproxima), acreditamos que estes devam ser ampliados. No caso da dificuldade dos professores em realizarem estes encontros, os profissionais de apoio da escola ou auxiliares podem fazer este papel. </span></p>
<p class="p2"><span class="s2">No retorno presencial, será muito importante a presença dos mesmos e o uso de máscaras com visores transparentes por eles. Entendemos que acolhimento dos professores em relação às dúvidas e os medos na relação com as crianças com deficiência pode ser ainda maior neste momento. Essencial que todas as dúvidas sejam sanadas, visto que um adulto seguro traz segurança para as crianças. Por falar em segurança, a família precisa também estar segura, e aqui entra<span class="Apple-converted-space">  </span>novamente a importância do diálogo. E, nesta parceria pensarmos todos juntos em ANTECIPAÇÃO e HABITUAÇÃO. O que pode ser feito neste momento? </span></p>
<p class="p2"><span class="s2">As famílias podem, por exemplo, iniciar com o hábito do uso de máscaras, promover saídas “teste” e retomar as terapias presenciais, sempre avaliando os riscos e pensando nas possibilidades de cada um. Para antecipação, as escolas podem enviar vídeos com as alterações físicas, mostrando as salas, com os professores enviando mensagens específicas. E até mesmo combinar com algumas famílias uma ida à escola antes da abertura para os demais. Tudo isto pode ajudar a aplacar a ansiedade que muitas vezes provoca a desorganização de algumas crianças.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Enfim, retomando, o que temos de positivo nisto tudo? Com certeza, acelerou mudanças que já precisavam acontecer, nos provocou a repensar modelos, nos aproximou, nos fez enxergar que o centro deve ser sempre o aluno. Que ele deve ter protagonismo e que equipe escolar, equipe médica/terapêutica e família devem estar sempre juntas, dialogando e descobrindo o melhor caminho para cada estudante. </span></p>
<p class="p2">De tudo que temos visto na prática, os melhores resultados são os das escolas que estão fazendo um ACOLHIMENTO consistente, uma escuta ativa e promovendo muito diálogo. Resumindo: envolver as famílias no processo desde o início, lembrando que são famílias que precisam ainda mais de apoio. Terminamos com a frase do querido Rodrigo Hübner Mendes “a profunda complexidade decorrente da pandemia não muda, em nada, o fato de que crianças e adolescentes com deficiência têm o direito a uma educação de qualidade.”</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:44px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<hr />

		</div> 
	</div> 
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<h6 class="p5"><i>Para ter acesso ao documento “PROTOCOLOS SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 “ produzido pelo Instituto Rodrigo Mendes, acesse </i><a href="https://institutorodrigomendes.org.br/wp-content/uploads/2020/07/protocolos-educacao-inclusiva-durante-pandemia.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span class="s3"><i>aqui</i></span></a></h6>

		</div> 
	</div> <div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid vc_inner " style=' padding-top:10px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-3"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_single_image wpb_content_element vc_align_left">
		<div class="wpb_wrapper">
			
			<a href="https://institutorodrigomendes.org.br/wp-content/uploads/2020/07/protocolos-educacao-inclusiva-durante-pandemia.pdf" target="_blank"><div class="vc_single_image-wrapper vc_box_shadow_border  vc_box_border_grey"><img width="212" height="300" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01-212x300.jpg" class="vc_single_image-img attachment-medium" alt="" loading="lazy" title="WEB_ROdrigo_mendes_01" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01-212x300.jpg 212w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01.jpg 600w" sizes="(max-width: 212px) 100vw, 212px" /></div></a>
		</div>
	</div>
</div></div></div><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-9"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper"></div></div></div></div></div></div></div></div></div></div><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/">Como lidar com alunos em situação  de inclusão na retomada presencial?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Só precisamos ser suficientemente bons!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2020 16:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45143</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há algumas semanas, escrevi sobre as angústias que poderiam estar assombrando os responsáveis neste momento de possível retorno às aulas presencias. Imaginei que a família de crianças em situação de inclusão em particular pudesse, eventualmente, estar apreensiva em relação aos conteúdos perdidos por seus filhos e às supostas regressões durante esse período de afastamento do ambiente escolar. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Continuar lendo<span> Só precisamos ser suficientemente bons!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Só precisamos ser suficientemente bons!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Há algumas semanas, escrevi sobre as angústias que poderiam estar assombrando os responsáveis neste momento de possível retorno às aulas presencias. Imaginei que a família de crianças em situação de inclusão em particular pudesse, eventualmente, estar apreensiva em relação aos conteúdos perdidos por seus filhos e às supostas regressões durante esse período de afastamento do ambiente escolar. Terminei, sugerindo que confiassem em seus filhos, porque eles são muito mais capazes do que imaginamos.</p>
<p>Dizem que conselho, se fosse bom, a gente vendia, mas &#8230; desde que publiquei o texto uma questão martelava na minha cabeça: o que dizer aos pais e responsáveis para acalmarem seus corações em relação a si próprios? Fala-se tanto em compaixão atualmente. Que tal praticarmos com nós mesmos?</p>
<p>Aí, me lembrei de um conceito desenvolvido pelo pediatra e psicanalista inglês chamado Winnicott: o de mãe suficientemente boa. Já ouviu falar? Winnicott sustentava que toda criança já nascia com a tendência inata ao desenvolvimento e que para seguir esta tendência a mãe ou quem exercesse a função materna deveria ser somente suficiente bom. Falo aqui de mãe, pois foi esta a expressão cunhada por Winnicott, mas esta “mãe” pode ser o pai, a avó, uma babá, um tio, uma vizinha &#8230; pode ser qualquer pessoa que exerça essa função primordial de cuidar daquele bebê e de atender suas necessidades básicas. Ou seja, a mãe ou o cuidador primordial não precisava ser aquela pessoa infalível, fantástica, que tivesse todas as soluções, acertasse sempre e atendesse imediatamente seu filho ou a criança que estivesse sob seus cuidados. Também não deveria ser aquela mãe ou responsável que deixasse o bebê sozinho para que se “virasse” e aprendesse por si mesmo. Não, a mãe ou quem exerce a função materna só precisa ser suficientemente bom – nem demais para não ser excessivo, invasivo ou sufocante, nem de menos para não ser negligente.</p>
<p>Certa vez, durante uma sessão de análise em que dividia com minha terapeuta os medos em relação à maternidade, ela me apresentou a esse conceito. Isto aconteceu muitos anos antes de ser mãe, mas numa época em que já havia o desejo e as fantasias de não dar conta de tão difícil função. Ah, querido Winnicott, você, desde então, acalma meu coração, quando me sinto na obrigação de pular da cama e sair do quarto já vestida com uma capa de mulher maravilha para enfrentar o dia-a-dia e os desafios da maternidade.</p>
<p>E de que forma esse conceito nos ajuda nesta época de tantas incertezas? Ora, ajuda-nos a aceitar nossa humanidade, nossos possíveis erros, o que não deu certo. Ajuda-nos a saber que, se não errarmos muito ou gravemente, nossos filhos continuarão a trilhar, cada um de sua forma, sua tendência ao desenvolvimento.</p>
<p>Nossos filhos talvez voltem às aulas presenciais, mas não haverá na porta da escola um carrasco, anotando tudo o que cada um de nós fez. E, se te perguntarem ou se você se preguntar, seja gentil com você mesma e, sem culpa, lembre-se de que a gente só precisa ser suficientemente bom. Estamos todos, como pais e responsáveis, fazendo o melhor que pudemos.</p>
<p>Como diz Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem e, como diz Winnicott, o que se quer da mãe ou de quem exerce a função de cuidar é que seja simplesmente só suficientemente bom! Sigamos, então, corajosamente, gentis conosco mesmos!<script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Só precisamos ser suficientemente bons!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
