<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Flavia Parente - Paratodos</title>
	<atom:link href="https://www.paratodos.net.br/category/flavia-parente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paratodos.net.br</link>
	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Mar 2024 22:32:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.9.3</generator>
	<item>
		<title>O tempo da mediação escolar</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 22:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45455</guid>

					<description><![CDATA[<p>É bastante polêmica a questão da mediação escolar. Tanto assim que o tema já virou campo de longas batalhas — inclusive, jurídicas — entre famílias e escolas. Embora a lei assegure a alunos com deficiência a presença de mediadores em sala de aula, o assunto&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">Continuar lendo<span> O tempo da mediação escolar</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">O tempo da mediação escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Audima Widget Injection -->
<div id="audimaWidget"></div>
<script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script>
<!-- End Audima Widget Injection -->

<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><a href="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-Tela-2024-03-25-as-19.07.55-e1711404919934.png"><img width="974" height="660" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-Tela-2024-03-25-as-19.07.55-e1711404919934.png" alt="" class="wp-image-45457"/></a></figure>



<p></p>



<p></p>



<p>É bastante polêmica a questão da mediação escolar. Tanto assim que o tema já virou campo de longas batalhas — inclusive, jurídicas — entre famílias e escolas.</p>



<p>Embora a lei assegure a alunos com deficiência a presença de mediadores em sala de aula, o assunto é sempre muito delicado, porque a lei não especifica, nem poderia, a quantidade de horas de trabalho deste profissional junto aos estudantes. O que a legislação determina é que o aluno tenha o suporte necessário para aprender.</p>



<p>Então, a atuação dos mediadores na escola vai depender do que os professores que estão no dia a dia com a criança entenderem que será importante para que o aluno se desenvolva.</p>



<p>Embora os médicos muitas vezes “prescrevam” mediação durante todo o horário escolar, é importante ver qual é a real necessidade do aluno. E, principalmente, deixar um pouco o olhar dos diagnósticos e mergulhar nas possibilidades da Educação.</p>



<p>Um mediador “em excesso” pode atrapalhar o estudante a desenvolver sua independência e autonomia. Algumas vezes, especialmente se a criança é maior, ela começa a se incomodar com essa sua sombra na escola, afetando sua autoestima e sua sociabilidade. Afinal, muitas vezes, tudo o que a criança quer é pertencer ao grupo e ser “igual” às demais. Já ouvi muito isso nas minhas andanças.</p>



<p>Enfim, a receita é “a justa medida”, ou seja, avaliar no chão da escola o que é necessário para a efetiva aprendizagem.</p>



<p>Não há receitas. É caso a caso.</p>
<script>console.log('Aud01');</script><p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/">O tempo da mediação escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/o-tempo-da-mediacao-escolar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>#naoaodecreto10502</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 22:46:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45425</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após as afirmações do Ministro da Educação de que é “impossível” manter algumas crianças com deficiência em escolas regulares, pois elas “atrapalham” o rendimento de alunos sem deficiência, nós, do Paratodos, achamos importante trazer alguns dados científicos que refutam essa visão preconceituosa e equivocada por parte do Governo Federal. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">Continuar lendo<span> #naoaodecreto10502</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">#naoaodecreto10502</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Após as afirmações do Ministro da Educação de que é “impossível” manter algumas crianças com deficiência em escolas regulares, pois elas “atrapalham” o rendimento de alunos sem deficiência, nós, do Paratodos, achamos importante trazer alguns dados científicos que refutam essa visão preconceituosa e equivocada por parte do Governo Federal.<br />
Em 2016, o Instituto Alana e a ABT Associates, sob coordenação do Dr. Thomas Hehir, professor da Harvard Graduate School of Education, lançaram a pesquisa “Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência”. Foram analisados 280 artigos científicos produzidos em 25 diferentes países.<br />
Nesse estudo, pesquisadores descobriram que grande parte (81%) dos alunos sem deficiência que estava na mesma sala de aula de estudantes com deficiência não sofreu prejuízo ou até obtiveram efeitos positivos sobre o seu desenvolvimento acadêmico.<br />
De acordo com este estudo, há evidencias cientificas (89 estudos) de que todes es alunes se beneficiam com a educação inclusiva. As pessoas com deficiência adquirem maior independência e autonomia, aprendem mais e têm mais chances de chegar ao ensino superior. Além disso, quando adultos, terão maior possiblidade de participar na vida em sociedade, morando sozinhos e conseguindo trabalho, por exemplo. Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Instituto Alana, alunos sem deficiência têm rendimentos acadêmicos superiores aos que não frequentam uma escola inclusiva, além de também desenvolverem habilidades sócio-emocionais relevantes, como colaborar, resolver problemas e lidar com a diversidade.<br />
Em 2019, em outro levantamento do Datafolha realizado a pedido do Instituto revelou que, aproximadamente, nove em cada dez brasileiros acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência. Além disso, 76% da população entendem que as crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência.<br />
Com relação ao Decreto 10.502, de 2020, que está sendo objeto de audiência pública hoje e amanhã e que foi convocada pelo STF para embasar o julgamento da ação de que propõe sua inconstitucionalidade, vimos esclarecer que, no nosso entender:<br />
• O Decreto 10.502/20 possibilita a segregação de alunos com deficiência dos sem deficiência.<br />
• Ele representa, assim, um verdadeiro retrocesso em matéria de educação inclusiva.<br />
• O Decreto viola direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, como o direito à educação para todos e a proibição à discriminação.<br />
Como dispõe o artigo 208 da Constituição brasileira, é dever do Estado oferecer ensino especializado aos alunos com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino.<br />
A ida às chamadas escolas comuns não impede que os alunos com deficiência tenham acesso ao atendimento educacional especializado, que pode ser realizado, por exemplo, no contra turno.<br />
A educação inclusiva permite que todas as crianças aprendam juntas, sem segregação, o que traz benefícios para todes.<br />
Participe da audiência pública, que é uma oportunidade de discutir a política Nacional de Educação Especial Equitativa, Inclusiva e com aprendizado ao longo da vida (PNEE)!</p>
<p>Divulgue! Chame amigos e venha trabalhar, junto com o Paratodos, para que o direito à inclusão seja, efetivamente, para todes es pessoes!<br />
Assim, vamos contribuir juntes para a construção de uma sociedade e de uma cultura inclusivas, que, sem dúvida, começam na escola.</p>
<p>Onde assistir – Tv Justiça<br />
YouTube da Tv Justiça Oficial. Pode ouvir também Radio Justiça<br />
Fontes: <a href="https://alana.org.br/wp-content/uploads/2019/10/os-beneficios-da-educacao-inclusiva.pdf">Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência</a><br />
<a href="https://alana.org.br/pesquisa-datafolha-educacao-inclusiva/">O que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva</a><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/">#naoaodecreto10502</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/naoaodecreto10502/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>É pra ontem!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 22:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45250</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Amar é um elo &#124; entre o azul &#124; e o amarelo”, poema de Paulo Leminski inspira documentário “AmarElo” <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">Continuar lendo<span> É pra ontem!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">É pra ontem!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Neste fim de semana, consegui assistir ao documentário “AmarElo: é tudo pra ontem” sobre o Emicida. Simplesmente arrebatador! O filme, produzido pela Netflix, narra os bastidores do show realizado no Theatro Municipal de São Paulo, mostrando a história do rapper e seu processo de criação da obra-prima, que é “AmarElo”. O título tem inspiração no poema do Paulo Leminski (“Amar é um elo | entre o azul | e o amarelo”). Para o cantor, amar é a forma mais revolucionária de conectar as pessoas. Tem toda razão!</p>
<p>E, por que escolhi escrever sobre este tema no último texto do ano? Ah, porque como canta Belchior, resgatado pelo rapper, “tenho chorado demais, tenho chorado pra cachorro”. Na letra da música “Tudo é pra ontem”, Emicida sugere que “talvez seja bom partir do final. Afinal, é um ano todo só de sexta-feira treze”. Se pudesse colar uma figurinha de meme agora, sem dúvida, lançaria esta: “é verdade; quer dizer, também não é”.</p>
<p>2020 foi difícil – é impossível negar, mas foi um ano, também, de muita aprendizagem e encontros. Estive, junto com um grupo de estudiosas sobre a Abordagem Pikler no Equador, em fevereiro, para um curso na Fundação Ami. Lá, consegui ampliar ainda mais o olhar sobre a potência da criança com deficiência. Tive acesso a vídeos, retratando o cotidiano de algumas delas e pude ver como podem chegar longe se lhes dão oportunidade e se gozam da confiança de um adulto. O encantamento pela Fundação Ami foi tanto que eu e Gabriela Dal Forno Martins quisemos repartir a experiência com mais gente. O zoom nos permitiu trazê-los pro Brasil!</p>
<p>Foi graças à tecnologia que pude também encontrar, diversas vezes durante o ano, o psicanalista francês Bernard Golse que deu maravilhosas palestras sobre desenvolvimento infantil e constituição psíquica do sujeito. Golse é também um dos grandes especialistas sobre autismo. Foi um luxo! Ainda tivemos a pediatra Isabelle Deligne, virtualmente, falando sobre crianças com desenvolvimento lento ou diferente. Estive, duas vezes, com Ute StruB e Elsa Chaim, uma na Alemanha e outra nos EUA, experimentando o brincar, atividade tão cara às crianças e tão pouco valorizada por muitos adultos. Da Alemanha ainda encontrei Alê Duarte, com o seu Sintonizando Com Pais e, depois, Com Família. Além de mais um semestre na especialização sobre Terapia de Família e Casal na PUC-Rio. Nunca estudei tanto durante um ano!</p>
<p>Estive também do outro lado das telas, dando aulas no curso de graduação em Psicologia na PUC-Rio e na especialização em Infância e Juventude, promovida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Em termos de empresas, eu e minha querida companheira de Paratodos, Ciça Melo, estivemos juntas na Parceiros da Educação. Ciça conversou também com a equipe da L’Oréal sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mundo corporativo. Durante o ano, partilhamos experiências e telas em lives e formações.</p>
<p>Por falar em lives, Ciça brilhou em várias! Ela tem a incrível capacidade de falar com o público como se todos estivéssemos juntos (de verdade) no seu sofá. A gente se sente à vontade e quer saber mais. Ela vai tão longe com a sua capacidade de se conectar com as pessoas, que atravessou o mar e deu aula para os alunos de mestrado do Instituto Politécnico de Setúbal (Portugal). Aliás, este ano o Paratodos não esteve na “terrinha” com o Vindas, mas Ciça esteve diversas vezes com o casal Luzia e David Rodrigues em suas “Conversas Confinadas”. De lá, eles nos deram notícias sobre como o país estava lidando com os alunos com deficiência.</p>
<p>A gente também não poderia deixar de lembrar uma batalha vencida: o Decreto 10.502/20, que reinstituía o foco na segregação em escolas especiais das crianças com deficiência, foi declarado inconstitucional pelo STF. Foi uma vitória, mas &#8230; pudemos perceber que a inclusão, de fato, das pessoas com deficiência não é algo que está solidificado. Estamos caminhando, porque durante muito tempo elas eram “invisíveis”.</p>
<p>Termino, então, com Emicida: “É tão triste ter que vir, coisa ruim pra nos unir | E nem assim agora, mano, vamo&#8217; embora a tempo | Viver é partir, voltar e repartir (é isso) | Partir, voltar e repartir (é tudo pra ontem)”.</p>
<p>Que 2021 seja um ano de viver em comunhão, deixar partir o preconceito, voltar a nos encontrar pessoalmente, repartir a vacina e incluir os nossos irmãos invisibilizados. É tudo pra ontem! Tá ligado, mano?</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>© Netflix / reprodução<script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/">É pra ontem!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/e-pra-ontem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sejamos rede!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 17:57:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45190</guid>

					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, me pego pensando nas lutas invisíveis que são travadas em campos que não comportam bandeiras. São lutas em lugares menos glamorosos do as ruas e passeatas, ou as redes sociais, revistas, reportagens <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Continuar lendo<span> Sejamos rede!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Sejamos rede!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
No Dia Nacional da Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, me pego pensando nas lutas invisíveis que são travadas em campos que não comportam bandeiras. São lutas em lugares menos glamorosos do as ruas e passeatas, ou as redes sociais, revistas, reportagens e, para dar um toque contemporâneo ao texto, às lives e webninares.</p>
<p>Na semana passada, a convite do Departamento de Psicologia da PUC-Rio, dei uma palestra sobre os cuidados com a família das pessoas com deficiência. Logo no início do encontro, pedi para as pessoas abrirem as câmeras e, tal como imaginava, a maioria dos participantes era formada por mulheres. Não foi surpresa.</p>
<p>Os slides, que já estavam prontos, traziam dados que corroboravam o que que estava estampado na minha tela: “70 milhões é o número de mães no Brasil. 11,5milhões é o número de mães solo (parentando sozinhas). 29 milhões de famílias são chefiadas por mulheres. 57% das famílias de mães solo estão abaixo da linhada pobreza. 64,4% das casas chefiadas por mães negras estão abaixo da linha da pobreza. Das 10.3 milhões de crianças de até 4 anos no Brasil: 84% são cuidadas por mulheres e, dentre elas, apenas 45% trabalham. * Ou seja, o cuidado é, fundamentalmente, uma atribuição feminina.</p>
<p>E, mais, de acordo com o referido site, “32,4% das brasileiras de 14 anos ou mais cuida de um integrante do domicílio, sejam filhos, doentes, pessoas com deficiência ou idosos” (www.segura a curva das mães.com.br). Na tela do meu computador, estavam mães, irmãs, avós, terapeutas, educadoras, estudantes e outras profissionais das áreas de saúde e educação. Para conversar sobre o cuidado com a família das pessoas com deficiência, o público era quase exclusivamente feminino.</p>
<p>Então, no dia de hoje, o Paratodos gostaria de prestar uma homenagem não apenas às pessoas com deficiência que são protagonistas da luta pelos seus direitos, mas a esta imensa maioria de mulheres cuidadoras.</p>
<p>Sigamos juntas e em rede!</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h6>* Fonte: <a href="http://www.seguraacurvadasmaes.org">www.seguraacurvadasmaes.org</a>, com base Instituto Locomotiva, IBGE, PNAD E USP</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/">Sejamos rede!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/sejamos-rede/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Só precisamos ser suficientemente bons!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2020 16:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45143</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há algumas semanas, escrevi sobre as angústias que poderiam estar assombrando os responsáveis neste momento de possível retorno às aulas presencias. Imaginei que a família de crianças em situação de inclusão em particular pudesse, eventualmente, estar apreensiva em relação aos conteúdos perdidos por seus filhos e às supostas regressões durante esse período de afastamento do ambiente escolar. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Continuar lendo<span> Só precisamos ser suficientemente bons!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Só precisamos ser suficientemente bons!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Há algumas semanas, escrevi sobre as angústias que poderiam estar assombrando os responsáveis neste momento de possível retorno às aulas presencias. Imaginei que a família de crianças em situação de inclusão em particular pudesse, eventualmente, estar apreensiva em relação aos conteúdos perdidos por seus filhos e às supostas regressões durante esse período de afastamento do ambiente escolar. Terminei, sugerindo que confiassem em seus filhos, porque eles são muito mais capazes do que imaginamos.</p>
<p>Dizem que conselho, se fosse bom, a gente vendia, mas &#8230; desde que publiquei o texto uma questão martelava na minha cabeça: o que dizer aos pais e responsáveis para acalmarem seus corações em relação a si próprios? Fala-se tanto em compaixão atualmente. Que tal praticarmos com nós mesmos?</p>
<p>Aí, me lembrei de um conceito desenvolvido pelo pediatra e psicanalista inglês chamado Winnicott: o de mãe suficientemente boa. Já ouviu falar? Winnicott sustentava que toda criança já nascia com a tendência inata ao desenvolvimento e que para seguir esta tendência a mãe ou quem exercesse a função materna deveria ser somente suficiente bom. Falo aqui de mãe, pois foi esta a expressão cunhada por Winnicott, mas esta “mãe” pode ser o pai, a avó, uma babá, um tio, uma vizinha &#8230; pode ser qualquer pessoa que exerça essa função primordial de cuidar daquele bebê e de atender suas necessidades básicas. Ou seja, a mãe ou o cuidador primordial não precisava ser aquela pessoa infalível, fantástica, que tivesse todas as soluções, acertasse sempre e atendesse imediatamente seu filho ou a criança que estivesse sob seus cuidados. Também não deveria ser aquela mãe ou responsável que deixasse o bebê sozinho para que se “virasse” e aprendesse por si mesmo. Não, a mãe ou quem exerce a função materna só precisa ser suficientemente bom – nem demais para não ser excessivo, invasivo ou sufocante, nem de menos para não ser negligente.</p>
<p>Certa vez, durante uma sessão de análise em que dividia com minha terapeuta os medos em relação à maternidade, ela me apresentou a esse conceito. Isto aconteceu muitos anos antes de ser mãe, mas numa época em que já havia o desejo e as fantasias de não dar conta de tão difícil função. Ah, querido Winnicott, você, desde então, acalma meu coração, quando me sinto na obrigação de pular da cama e sair do quarto já vestida com uma capa de mulher maravilha para enfrentar o dia-a-dia e os desafios da maternidade.</p>
<p>E de que forma esse conceito nos ajuda nesta época de tantas incertezas? Ora, ajuda-nos a aceitar nossa humanidade, nossos possíveis erros, o que não deu certo. Ajuda-nos a saber que, se não errarmos muito ou gravemente, nossos filhos continuarão a trilhar, cada um de sua forma, sua tendência ao desenvolvimento.</p>
<p>Nossos filhos talvez voltem às aulas presenciais, mas não haverá na porta da escola um carrasco, anotando tudo o que cada um de nós fez. E, se te perguntarem ou se você se preguntar, seja gentil com você mesma e, sem culpa, lembre-se de que a gente só precisa ser suficientemente bom. Estamos todos, como pais e responsáveis, fazendo o melhor que pudemos.</p>
<p>Como diz Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem e, como diz Winnicott, o que se quer da mãe ou de quem exerce a função de cuidar é que seja simplesmente só suficientemente bom! Sigamos, então, corajosamente, gentis conosco mesmos!<script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/">Só precisamos ser suficientemente bons!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/so-precisamos-ser-suficientemente-bons/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma criança feliz muda o mundo!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 18:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45136</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lembro-me perfeitamente do impacto: a cena era de uma criança pequena usando um martelo com destreza. Isso é algo que causa, no mínimo, certa inquietação. O menino tinha não mais do que uns 4 anos. Não iria se machucar? Não seria perigoso? <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/">Continuar lendo<span> Uma criança feliz muda o mundo!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/">Uma criança feliz muda o mundo!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
<div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<p>Ainda estou profundamente emocionada por, sem sair de casa, ter voltado a encontrar os queridos María del Carmem e Etienne Moine da Fundação AMI. Conheci o trabalho dos dois em um seminário sobre Abordagem Pikler em Budapeste em 2018. AMI é um pequeno pedaço do paraíso incrustrado nas montanhas do Equador. Tive a sorte de ter vivido neste lugar mágico por uma semana em março deste ano, pouco tempo antes de ter explodido a pandemia do COVID aqui e acolá.<br />
A primeira vez que os vi foi num filme. Lembro-me perfeitamente do impacto: a cena era de uma criança pequena usando um martelo com destreza. Isso é algo que causa, no mínimo, certa inquietação. O menino tinha não mais do que uns 4 anos. Não iria se machucar? Não seria perigoso?<br />
A câmara se aproximou do seu rostinho e pudemos perceber sua determinação. Você consegue distinguir alguém que sabe o que quer de longe, né? Ele estava super concentrado no que estava fazendo e bastante empenhado na tarefa de fazer sumir o prego no bloco de madeira que manuseava com cuidado e atenção. Para minha surpresa, e também da plateia, as mãozinhas eram “diferentes”: não tinha todos os dedinhos. O rosto, agora em foco, também não era como os da maioria: tinha lábio leporino. Surpresa, surpresa: era uma criança com deficiência!<br />
Mas, e daí? Daí, que ninguém na Fundação Ami nunca havia lhe dito que ela não era capaz ou não podia usar o martelo, por exemplo. Poucas vezes, vi mãos tão capazes! Fabian era poderoso com seu martelo – muito mais do que o Thor!<br />
O que eles têm de diferente? Esta pergunta não se dirige às crianças que frequentam a Fundação Ami e que, por ventura, têm um desenvolvimento atípico. A pergunta deve ser feita às pessoas que cuidam destas crianças. O que os adultos fazem na Fundação Ami? De que forma trabalham? Como conseguem fazer emergir crianças tão seguras de si e tão potentes?<br />
Eles partem de princípios bem simples: as crianças precisam ter suas necessidades internas satisfeitas e precisam de afeto. Lá, todas as crianças têm o direito de exercerem suas atividades autônomas, partindo de suas próprias necessidades. Isto significa que todas as suas ações são frutos de suas próprias vontades e pesquisas. Surgem de suas investigações, suas observações do ambiente, do entorno e das relações que mantém com seus cuidadores, que, com muito afeto e respeito, lhes dão a segurança para descobrirem, por si mesmos, o mundo.<br />
Então, não se dá, por exemplo, um martelo na mão de uma criança de uma hora para outra. Essa criança já esteve em um outro ambiente junto com bebês, com sua mãe e/ou cuidadora, já experimentou diferentes objetos, com diversos pesos e tamanhos, conhece seu corpo e suas possibilidades. Ela também já viu adultos, usando o martelo para prender um avental no quintal ou consertar o balanço. A criança sempre começa uma nova exploração a partir de objetos que lhe são conhecidos. Quando ela chega no espaço da marcenaria, já viu outra criança brincar com pregos e martelo. E, ela própria vai iniciar um novo ciclo de pesquisas a partir de sua curiosidade. Pode ser que ela nunca queira brincar com o martelo, mas pode ser que, em um belo dia, ela tente e talvez goste.<br />
Cada coisa a seu tempo. Frise-se: no tempo da criança e não do adulto. Esse é um princípio fundamental na Fundação. Aos poucos, a criança vai se lançando a novos desafios e quebrando seus novos recordes pessoais. Na Fundação Ami, os adultos zelam para que TODAS as crianças tenham o direito de serem aventureiros. Uma criança que conquista algo a partir de um desejo seu genuíno é uma criança feliz e, como dizem na Fundação e como nós, do Paratodos, acreditamos, uma criança feliz muda o mundo!<br />
Se você também acredita nisso, fica o convite para que conheça um pouco mais o trabalho da Fundação AMI, assistindo a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=w953vtCCTr8">live de ontem no YouTube</a><br />
E, se você quiser apoiar o direito de as crianças continuarem a se aventurar felizes na Fundação AMI, entre no <a href="http://fundacionami.org.ec/wp/donacion/">site</a> e faça uma doação</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:44px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element ">
		<div class="wpb_wrapper">
			<hr />
<h6>Crédito da imagem: Fundación Ami</h6>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/">Uma criança feliz muda o mundo!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/uma-crianca-feliz-muda-o-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como será a volta às aulas? Façam suas apostas!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 19:10:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=45065</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas, temos lido cada vez mais sobre a possibilidade de volta às aulas presenciais. Isso, por si, já nos causa enorme ansiedade: como será que vai acontecer? <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/">Continuar lendo<span> Como será a volta às aulas? Façam suas apostas!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/">Como será a volta às aulas? Façam suas apostas!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Nas últimas semanas, temos lido cada vez mais sobre a possibilidade de volta às aulas presenciais. Isso, por si, já nos causa enorme ansiedade: como será que vai acontecer? As escolas têm divulgado que ainda estão estudando o assunto e que, se houver retorno, vão tomar todas as medidas necessárias para garantir um ambiente seguro, dentro das normas etc. Mas, é inevitável sentir angústia: é possível garantir segurança neste cenário tão incerto em que estamos vivendo? E mais, é possível garantir segurança para todos? O meu pensamento necessariamente migra para a questão da inclusão e para as crianças com deficiência e suas famílias.</p>
<p>Fico pensando &#8230; Ora, se a volta às aulas já gera muita ansiedade, imagina para os pais que têm filhos em situação de inclusão &#8230; Acredito que essa ansiedade possa dobrar, triplicar ou mesmo chegar ao infinito e além.</p>
<p>Fora a preocupação com a segurança em relação à nova rotina escolar em tempos de Covid, imagino que os pais pensem em como o filho vai se comportar ou como vai se sentir com esse retorno. Acho que muitos pais podem ter a impressão de que, no período de quarentena, seus filhos, de certa forma, “regrediram”. Fico imaginando que, para alguns, possa vir a sensação de que será um recomeço e que será necessária uma nova adaptação. Creio que muitas mães e pais agora estejam pensando que poderá ser como no início do ano letivo ou mesmo como no começo da vida escolar. E, para muitos, foi uma época tão dura &#8230;</p>
<p>Esse período de adaptação é sempre muito delicado e requer tanto da escola como da família muito cuidado e tempo para permitir que a criança, aos poucos, se sinta à vontade naquele ambiente. Então, se comparássemos a situação a um jogo de tabuleiro, poderia ser como se estivéssemos voltando ao ponto de partida? Os dados teriam que ser novamente jogados a partir do início? O jogo teria que ser, mais uma vez, descrito, as peças reconhecidas, o objetivo esclarecido e as regras repassadas?</p>
<p>Tenho a impressão de que não ou, pelo menos, não da mesma forma. Mesmo que a gente volte para a casa número um, o ponto de partida não será mais o mesmo. Não foi o filósofo Heráclito quem nos ensinou que não nos banhamos duas vezes no mesmo rio? Pois bem, o rio pode ser aparentemente o mesmo, mas nós não somos – muita água já passou. Tudo o que foi construído e vivido na escola antes deste período de quarentena não foi em vão. A gente poderia comparar este possível cenário a um retorno aos treinos depois de uma longa viagem: nosso corpo tem memória! Assim, esse recomeço nunca será exatamente como se fosse uma estreia, porque tudo que foi vivenciado, todo aquele saber está impresso em nosso ser e faz parte da nossa história. Está tudo lá dentro!</p>
<p>Como acredito não só na capacidade e na potência de todas as crianças, como também na ideia de que tudo o que experienciaram e viveram de forma verdadeira é um patrimônio que acumularam, acho que o ponto de partida não será exatamente o mesmo. Provavelmente, neste tabuleiro, se voltarmos ao início, as casas serão avançadas em outra velocidade e com uma outra maturidade. Então, embora estejamos muito preocupados, fica a dica: apostemos em nossos filhos, porque eles não são mais os mesmos, nem nós!<script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/">Como será a volta às aulas? Façam suas apostas!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/como-sera-a-volta-as-aulas-facam-suas-apostas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que o Coronavírus tem a ver com inclusão?</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 23:58:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=44975</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estou de quarentena dentro da minha própria casa. Tristeza sem fim de olhar pela janela ... <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/">Continuar lendo<span> O que o Coronavírus tem a ver com inclusão?</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/">O que o Coronavírus tem a ver com inclusão?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Estou de quarentena dentro da minha própria casa. Tristeza sem fim de olhar pela janela &#8230;</p>
<p>Cheguei de um curso no Equador (lindo! Depois, eu conto!). Na véspera da partida pro Brasil, dormi de cabeça molhada. Acordei com dor de garganta. Voei, fiz escala em Guarulhos e cheguei resfriada. Não visitei meus pais, por via das dúvidas, pois meu pai é transplantado, diabético, hipertenso, etc. Pacote completo! Fui tocando a vida com soluções caseiras para um simples resfriado. Na segunda, depois de um compromisso do qual tive que sair mais cedo e de outro que cancelei, ligou o sinal de alerta. E se não fosse algo tão simples? Idas ao médico, ao laboratório, agendado exame em casa &#8230; Desde então, vejo o mundo, basicamente, pela janela e pelas redes sociais.</p>
<p>Estava aguardando os resultados para os testes de coronavírus e influenza,e, ontem, me bateu uma tristeza. Ai, ai &#8230; Ouvia o burburinho das pessoas na rua. Parecia um domingo de sol qualquer, mas não era&#8230; Praia cheia, cantores amadores no calçadão, cerveja gelada, barracas armadas na areia, bicicletas, patinetes&#8230; Pensar no outro pra que? Eu com medo de contaminar meu filho e marido? De ter, eventualmente, prejudicado amigos com quem mantive contato&#8230; Saiu o resultado! Nao tenho corona e agora? Vou viver a vida normal? Não!</p>
<p>Como assim, Flávia, pensar em inclusão nesse momento?</p>
<p>Logicamente, como uma pessoa que vive a questão da inclusão 24horas por dia, tudo tem a ver com inclusão, mas, especificamente, como fazer a conexão de uma coisa à outra? Todo o movimento e as políticas que vêm sendo adotadas mundialmente para evitar a propagação do coronavírus estão relacionados a algo que é inerente ao movimento de inclusão das pessoas com deficiência e qualquer tipo de inclusão, que é pensar no outro.</p>
<p>Em última análise, tudo pode se resumir ao sentimento de empatia e se colocar no lugar do outro. E por que é importante agora que cada um pense em fazer a sua parte e também em contribuir para o bem estar de todos? De todos mesmo! Porque isso significa deixar de pensar no próprio umbigo e pensar que embora eu não faça parte de algum grupo de risco, ou não esteja visitando meus pais, tios ou avós, existem outras pessoas além de nós mesmos e de nossa própria família.</p>
<p>Como saber se alguém faz parte do grupo de risco? As respostas nem sempre são tão óbvias! Não basta simplesmente olhar pra cara de alguém e imaginarnque ela tem mais de 60 ou é uma criança. Pode ser que seja uma daquelas pessoas que façam parte do grupo de risco silencioso ou que estão cobertas com o manto da invisibilidade social&#8230; Como saber se aquela pessoa que passou por você no corredor do shopping ou esbarrou em você no elevador é uma pessoa que tem um problema respiratório, é hipertenso, diabético, está fazendo um tratamento médico, tem sob seus cuidados uma pessoa com deficiência que tem uma questão rara, ou é alguém que pode ter complicações respiratórias? A gente nunca sabe! A gente não conhece a dor e a realidade do outro.</p>
<p>E, mais, e as pessoas que moram nas ruas que a gente finge que não nota? E as pessoas que trabalham para a cidade não parar? E as pessoas que estão nos plantões dos hospitais de todo o país? E nas redações dos veículos de comunicação? Ou, você acredita que todo mundo está fazendo de casa ou, como preferem os modernos, &#8220;home office&#8221;? Esse é um direito de todos ou só de alguns?</p>
<p>Quando se diz &#8220;fique em casa&#8221;, a gente está deixando alguém para trás?</p>
<p>Então, está na hora da gente parar e pensar um pouquinho no que o outro pode estar precisando. Então, está na hora de pensar no coletivo. Então, está na hora da gente parar um pouco e pensar também em inclusão. Somos um só!</p>
<hr />
<h6>Crédito da imagem: imagem circulando na internet, alusiva à campanha para as pessoas permanecerem em casa como forma de combate à propagação do coronavírus. Origem desconhecida.</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/">O que o Coronavírus tem a ver com inclusão?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/o-que-o-coronavirus-tem-a-ver-com-inclusao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Paratodos tem um convite para você em 2020!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2019 13:50:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciça Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=44719</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mas, antes do convite, vale relembrarmos o nosso ano, que foi intenso! Janeiro foi tempo de planejamento. Em fevereiro, estreamos com um debate na PUC-Rio, reunindo mais de 150 pessoas, sobre “Inclusão da pessoa com deficiência: um caminho a percorrer”. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/">Continuar lendo<span> O Paratodos tem um convite para você em 2020!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/">O Paratodos tem um convite para você em 2020!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Mas, antes do convite, vale relembrarmos o nosso ano, que foi intenso! Janeiro foi tempo de planejamento. Em fevereiro, estreamos com um debate na PUC-Rio, reunindo mais de 150 pessoas, sobre “Inclusão da pessoa com deficiência: um caminho a percorrer”. De lá pra cá, avançamos muito: organizamos e participamos de vários eventos, aulas, workshops, mostras e grupos de estudos; escrevemos artigos; demos entrevistas; e lançamos prêmio, que conta com o apoio de importantes instituições na área da inclusão e da educação, como os Institutos ABCD, Alana, Mara Gabrilli, Rodrigo Mendes, além do Amplifica e da Turma do Jiló.</p>
<p>Este ano marcou, também, a ampliação dos horizontes do nosso movimento – tivemos nossa primeira experiência internacional. Junto com o Vindas – Educação Internacional, organizamos uma imersão no universo da educação inclusiva em Portugal. Visitamos escolas, conhecemos projetos, discutimos trabalhos, tiramos dúvidas, perguntamos, investigamos e mostramos um pouco do que temos feito por aqui.</p>
<p>Ao longo de todo ano, estudamos mais sobre o desenvolvimento da criança, especialmente, a que apresenta desenvolvimento atípico, e sua relação com seu entorno: família e escola. Propusemos, ainda, a reflexão sobre a vida adulta da pessoa com deficiência, com um grupo de estudos na PUC-Rio. Lá discutimos questões como empregabilidade, preconceito, sexualidade, autonomia, independência e moradia. Durante o ano, só nestes encontros, contamos com a participação de mais de 120 pessoas. Além disso, tivemos convidados especiais, como Ana Beatriz Reis, Ana Catarina Furtado Tobelem, Daniel Gonçalves, Daniela Marçal, Debora Feldman de Mascarenhas, Eduardo Vaisman, Fernanda Gomes, Fernanda Shcolnik, Flávia Poppe, Mariana de Miranda Seize e Miriam Calheiros de Sá.</p>
<p>Em 2019, colocamos, mais uma vez, a “mão na massa”, construindo, com educadores e outros profissionais, estratégias, instrumentos de mediação e planos de desenvolvimento individual – os famosos PDIs, que constituem um direito fundamental de todo aluno em situação de inclusão.</p>
<p>Além disso, muitas parcerias foram fortalecidas, como, por exemplo, com o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), com quem trabalhamos no projeto MP Inclusivo, voltado para a contratação de estagiários com deficiência. Foi, inclusive, uma imensa alegria para a gente conduzir o evento de apresentação dos resultados finais deste projeto! Outro exemplo, foi a parceria com o Instituto João e Maria Backheuser e a Secretaria de Educação do Município de Casimiro de Abreu, com quem desenvolvemos projeto de mapeamento de todos os alunos com deficiência e juntos propusemos alternativas que permitiram sua inclusão, de fato, na sociedade: alguns foram realocados em salas de aula regulares, outros transferidos para EJA (Educação para jovens adultos) e alguns, hoje, estão inseridos no mercado de trabalho.</p>
<p>Estivemos no “chão da escola” em observações e formações com educadores de escolas particulares e públicas e, ainda, como facilitadores do aprendizado, sempre com o objetivo de ampliar o olhar das pessoas para o universo inclusivo. Aliás, o trabalho desenvolvido com a Parceiros da Educação nos permitiu aplicar a Formação Paratodos completa para os educadores de duas escolas públicas de sua rede!</p>
<p>Foi uma longa caminhada, acumulamos quilometragem, aprendizados e experiências! Mas, há, ainda, muito o que fazer e o Paratodos não para!</p>
<p>Já temos dois grandes projetos planejados em 2020. Em abril, estaremos, novamente, em Portugal para mais uma imersão. E, no mês seguinte, começam as aulas do curso de pós-graduação “Inclusão da Pessoa com deficiência”, que estamos coordenando na PUC-Rio.</p>
<p>Nós, certa vez, assistimos, encantadas, a um TED do educador David Rodrigues sobre educação em que ele destacava a importância de termos um objetivo a alcançar, pois estes são como faróis, que nos indicam o caminho e nos dão uma direção.</p>
<p>O farol está lá, nos apontando para onde queremos chegar. Fica aqui o convite para que vocês embarquem com a gente nestas duas viagens para que possamos, juntos, atracar em portos cada vez mais inclusivos. E, se não tiver porto, a gente vai lá e constrói! Juntos!</p>
<p>Abraços inclusivos,</p>
<p>Flávia Parente, Ciça Melo e equipe do Movimento Paratodos.</p>
<p>Para conhecer mais esses dois projetos, visite nosso site ou o acesse os links:</p>
<p><a href="http://www.cce.puc-rio.br/sitecce/website/website.dll/folder?nCurso=inclusao-da-pessoa-com-deficiencia:-aspectos-psicossociais&amp;nInst=neep" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CURSO CCE-PUC</a></p>
<p><a href="https://www.vindas.pt/educacao-inclusiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">VINDAS &#8211; Educação Inclusiva</a><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/">O Paratodos tem um convite para você em 2020!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/o-paratodos-tem-um-convite-para-voce-em-2020/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aprendendo juntos e misturados!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2019 19:27:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flavia Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/?p=44685</guid>

					<description><![CDATA[<p>Voltava outro dia da cidade para casa de metrô.  Na estação da Cinelândia, entrou um menino, que devia ter uns 7 ou 8 anos. Estava acompanhado de uma moça que parecia ser sua mãe.  Havia entre eles bastante intimidade. A cada estação em que parávamos, o menino soltava um grito.  Aliás, vários. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/">Continuar lendo<span> Aprendendo juntos e misturados!</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/">Aprendendo juntos e misturados!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Voltava outro dia da cidade para casa de metrô.  Na estação da Cinelândia, entrou um menino, que devia ter uns 7 ou 8 anos. Estava acompanhado de uma moça que parecia ser sua mãe.  Havia entre eles bastante intimidade. A cada estação em que parávamos, o menino soltava um grito.  Aliás, vários.  Ele gritava, mas ninguém conseguia entender o que dizia.  Glória, Catete, Largo do Machado&#8230;</p>
<p>As pessoas se entreolhavam e percebia-se nitidamente que estavam incomodadas, sem saber direito o que fazer.  Seria o caso de reclamar?</p>
<p>A mãe, meio sem graça, tentava, em vão, fazê-lo parar de gritar nas paradas.  Flamengo, Botafogo&#8230;   Aflita, ela chamou a atenção do menino para um folheto que, num passe de mágica, surgiu em suas mãos &#8211; parecia encarte de uma loja de departamentos.  Foi uma intervenção carinhosa e surtiu o efeito por ela desejado. Ou melhor dizendo, o efeito “socialmente desejável”, pois voltou a reinar a paz.</p>
<p>Estavam ambos entretidos e o vagão prosseguiu por Copacabana em silêncio.  Em Ipanema, eu saltei e, já na plataforma, consegui ver um aparelho acoplado na cabeça do menino logo acima de sua orelha. Isso confirmou o que suspeitava: o menino usava um implante coclear.</p>
<p>Eu só sabia do que se tratava, porque o meu trabalho me permite que eu conviva com pessoas com condições diversas e já tinha visto pessoas implantadas.</p>
<p>Se todo mundo soubesse o que é um implante coclear e como ele funciona &#8230;. ou, se tivesse ideia de como as crianças recém implantadas, que nunca ouviram o som de sua própria voz, podem se comportar &#8230; ou, se todos tivessem a oportunidade de conviver com surdos ou deficientes auditivos, provavelmente não teriam ficado tão constrangidas com a situação&#8230; Quem sabe, talvez, a reação de alguns tivesse sido menos julgadora e mais acolhedora?</p>
<p>E como as pessoas saberiam? Simples assim: convivendo com as diferenças cada vez mais, interagindo com pessoas com diversos tipos de deficiências. Mais simples ainda: vivendo no dia-a-dia junto e misturado.</p>
<hr />
<h6>Com colaboração de Maíra Bonna Lenzi, servidora pública e surda oralizada, com conhecimento de Libras.</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/">Aprendendo juntos e misturados!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paratodos.net.br/aprendendo-juntos-e-misturados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
