Taís, eu aceito o seu convite

Taís, eu aceito o seu convite

Eu aceito o seu convite para que todos tenham as mesmas possibilidades.
Eu aceito o seu convite de olhar para o outro com afeto.
Eu aceito o seu convite de entender que o outro é uma extensão de mim.
Eu aceito o seu convite porque, assim como você, eu também quero criar filhos livres e corajosos. Quero filhos doces num mundo tão ácido.
Mas seu convite não é para uma festa. É para a vida. Para a vida em sociedade. E essa tal sociedade não é nada além de nós. É um convite, pois, para viver entre nós.
Nós, que somos tão plurais.
Nós, que somos tão diferentes.
Nos, que somos parte de um mundo tão desigual.
Seu convite é um desafio. E eu estou dentro de um desafio tão libertador. Quero, sim, melhorar a vida dos meus filhos. E, como e com você, quero melhorar a vida de todo mundo. Seja na escola, seja no trabalho, seja na praça.
Também acredito que as diferenças só se tornam problema quando causam desigualdades. Nessa hora, as causas se cruzam. Negros, indígenas, mulheres, homossexuais, trans, pessoas com deficiência e quem mais couber nesse pote que se chama de minoria. Só vamos descansar – eu, você e quem mais se juntar a nós – quando as diferenças não trouxerem o significado implícito de inferior, desimportante, segunda categoria, desprezível, menor.
Seu convite é irrecusável. Seu convite é uma declaração de amor. A essa mesma sociedade – racista, preconceituosa, cruel – onde negamos nossos próprios pecados e expurgamos quem nos desafia.

Fabiana Ribeiro
fabiana.ribeiro@paratodos.net.br