Extraordinário

 Extraordinário

Ainda em ritmo de Copa … E sim, vocês já sabem que não só não entendo nada de futebol, como também não tenho interesse algum pelo assunto. Entretanto, no ultimo mês, um jogador me chamou atenção.
Pra mim, ele não passava de um dos jogadores que havia sido escalado para a Copa (tamanha a minha ignorância futebolística). Sim, porque este jogador nada mais é do que o eleito pela quarta vez o melhor jogador do mundo. Lionel Messi chamou a minha atenção, não pelo seu futebol, mas pela polêmica relacionando o seu nome ao autismo.
Desde que li sobre esta suspeita, pesquisei muito sobre o assunto. Por quê? Pelo fato de que, se confirmado, seria mais um caso de sucesso de uma pessoa com autismo. Comprovando mais uma vez, que, apesar de ou até a partir de, podemos ter uma vida de vitórias. Depois de muito pesquisar, tenho que confessar que há muitas dúvidas sobre a veracidade deste suposto diagnóstico aos oito anos de idade. Mesmo com biografias, documentários e várias entrevistas, ficam duvidas.
Entretanto, posso afirmar com segurança que, logo na primeira infância seus pais suspeitaram de algo “diferente”. Ou, como costumam dizer os pais nesta hora: “tem algo errado com meu filho”. Messi já apresentava alguns comportamentos diferentes e não crescia fisicamente como deveria. Também falam que, aos oito anos, ele foi diagnosticado com nanismo.
Comportamento “diferente”? “Errado”? Qual seria a palavra adequada? O que podemos falar certamente é que o comportamento deste jogador não é comum, não é ordinário. Ele é com certeza, extraordinário! E nos fez até, em certos momentos, torcer pela Argentina.
Obrigada, Messi! Por dois motivos. Um por nos mostrar que diferenças dentro e fora de campo não devem se tornar rivalidades. E que podemos e devemos torcer por um país tão próximo – fisicamente e em termos de características.  E dois, por mostrar que a diferença pode construir e obter vitorias! E muitas!

Ciça Melo
cica.melo@paratodos.net.br