Escola de “excelência”

Escola de “excelência”

Dia desses, uma amiga estava conversando sobre inclusão com outra mãe quando ouviu a seguinte frase: “Entendo que isto (inclusão) seja muito bacana, sim, mas, para o meu filho, eu quero uma escola de excelência”. A conversa terminou por ali e essa minha amiga foi pra casa com esta frase reverberando em sua cabeça. E, desde que me contou este diálogo, não consigo tirá-la da minha também. E concluí que eu optei por colocar os meus três filhos numa escola de “não-excelência”. Ah, sim, porque uma escola que está aberta a todos não pode ser uma escola de excelência.
Logo me lembrei de quando saí para jantar com várias amigas e contei sobre o blog. Uma delas rapidamente disse: “entendo, mas, no Santo Agostinho, “estas” crianças não entram”. Quis sair daquela mesa para vomitar, mas fiquei. Fiquei na esperança de que pudesse convencê-la da barbaridade que estava falando. Foi em vão! Era melhor que tivesse vomitado.
Recentemente, ganhei de presente o livro “Uma questão de caráter”, de Paul Tough. No livro o autor nos mostra que, nos últimos anos, pesquisas apontam que notas altas não indicam educação de qualidade. Tem mais. Segundo ele, as notas excelentes – que muitos pais buscam – não garantem sucesso na vida. E recomenda que os pais prestem mais atenção à formação do caráter das suas crianças. E que isto está longe de ser uma característica genética: é algo que pode – e deve – ser ensinado.
Escolhi uma escola excelente! Uma escola que quer ter alunos excelentes! Uma escola onde ter alunos excelentes não significa que tenham somente notas excelentes. Uma escola que busca formar pessoas excelentes em termos de caráter e valores!
Enfim, estou segura!
Mas e vc? Está seguro com a sua escolha também? Para você, o que é importante na escolha de uma escola para o seu filho?

Ciça Melo
cica.melo@paratodos.net.br