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	<title>Arquivos escola - Paratodos</title>
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	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
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		<title>Vencemos todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2016 21:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paratodos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já era lei: educação é um direito de todos. Seja lá como você for. Mas um grupo bem grande de escolas particulares não gostou nem um pouco da Lei Brasileira de Inclusão que lhe obriga, com todas as letras, a receber, sem cobrar a mais por isso, alunos com deficiência física ou intelectual ou qualquer transtorno psíquico - os tais alunos de inclusão.  <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/vencemos-todos/">Continuar lendo<span> Vencemos todos</span></a></p>
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<p>Já era lei: educação é um direito de todos. Seja lá como você for. Mas um grupo bem grande de escolas particulares não gostou nem um pouco da Lei Brasileira de Inclusão que lhe obriga, com todas as letras, a receber, sem cobrar a mais por isso, alunos com deficiência física ou intelectual ou qualquer transtorno psíquico &#8211; os tais alunos de inclusão. Então, alguns colégios fizeram birra, bateram o pé e foram se ver com a Justiça. Foram lá no Supremo argumentar que inclusão é inconstitucional. E, enquanto a decisão não saía, algumas escolas se valiam da esperança. Da esperança de que, com argumentos imorais, levariam de volta indivíduos para seus originais guetos da exclusão. E, nesse compasso de espera, colocaram vários alunos em banho-maria e pouco foi feito para que a lei se fizesse valer em sala de aula.</p>
<div>
<div>Até que o jogo virou. Numa decisão de abrir aquela Champagne escondida no armário, o STF disse não às escolas. Vale agora o escrito: estudar já não é favor. As portas das escolas voltaram a se abrir. Ou melhor: foram abertas. Estão escancaradas para qualquer um. Venceu a ética. Venceu o respeito. Vencemos todos.</div>
<div></div>
<div>Para entender melhor o que aconteceu nesta semana, leia a seguir uma nota publicada pelo Prioridade Absoluta, do Institulo Alana &#8211; nosso parceiro. E vamos comemorar!</div>
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<div></div>
<div></div>
<div>
<h1>STF nega pedido de escolas particulares para cobrar mais de alunos com deficiência</h1>
<div></div>
</div>
<div>O <strong>Supremo Tribunal Federal (STF)</strong> negou nesta quinta-feira (9) a <strong>Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)</strong> que pleiteava a liberação de<strong>cobrança adicional de escolas privadas a alunos com deficiência</strong>. O Tribunal converteu a decisão da medida cautelar em julgamento definitivo, considerando a ação improcedente. Com isso, escolas particulares estão impedidas de cobrarem o adicional.<br />
Edson Fachin, relator do processo, argumentou que as escolas não devem privar pessoas com deficiência da convivência com os demais alunos, e que é dever da instituição de ensino “ensinar, incluir e conviver”. À exceção de Marco Aurélio, os outros ministros acompanharam o voto do relator. Luiz Fux criticou a postura discriminatória presente na educação brasileira, “o preconceito é a pior das deficiências e as escolas estão lotadas delas”, disse durante seu voto.<br />
A ADI 5357 foi movida pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e questionava dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146 de 2015). A norma, que entrou em vigor em janeiro de 2016, prevê obrigações às instituições particulares de ensino regular e veda a cobrança de valores adicionais de estudantes com deficiência, em mensalidades, anuidades e matrículas.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div><b>Veja também:</b><br />
– <a href="http://prioridadeabsoluta.org.br/noticias/entenda-o-que-muda-com-o-estatuto-da-pessoa-com-deficiencia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Entenda o que mudou na Educação Inclusiva com a com a Lei Brasileira de Inclusão<br />
</a>&#8211; <a href="http://prioridadeabsoluta.org.br/noticias/educacao-inclusiva-o-que-fazer-em-caso-de-violacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Educação inclusiva: o que fazer em caso de violação</a></div>
</div>
<div></div>
<div>
<div>A <a href="http://prioridadeabsoluta.org.br/areas-de-atuacao/educacao-inclusiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">educação inclusiva</a> no Brasil é um direito de toda pessoa com deficiência, consagrado desde a promulgação da Constituição Federal em 1988 e ratificado com a incorporação da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência em 2008. A Lei Brasileira de Inclusão consolida essa obrigação para todos os estabelecimentos de ensino no País.<br />
“A Educação Inclusiva é uma diretriz educacional definida pelo Governo Federal que contribui para a aprendizagem e socialização das crianças com deficiência, pois evita sua segregação em escolas especializadas, além de ser positiva para todas as pessoas envolvidas no processo educacional”, explica Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana e coordenadora do Projeto Prioridade Absoluta. “Entendemos que a Lei Brasileira de Inclusão reforça o direito à educação inclusiva e está perfeitamente de acordo com a Constituição Federal ao consolidar o dever de as escolas particulares também aceitarem alunos com deficiência”, esclarece.</div>
</div>
</div>
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		<title>⁠⁠⁠Inclusão? Cadê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2016 15:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje se fala muito em inclusão. Assunto da hora. Principalmente depois da aprovação da LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e de todo o alvoroço que a implementação da lei causou nas escolas. Vemos reportagens, posts nas redes sociais, e o assunto como bandeira de marketing&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/%e2%81%a0%e2%81%a0%e2%81%a0inclusao-cade/">Continuar lendo<span> ⁠⁠⁠Inclusão? Cadê?</span></a></p>
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<p>Hoje se fala muito em inclusão. Assunto da hora. Principalmente depois da aprovação da LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e de todo o alvoroço que a implementação da lei causou nas escolas. Vemos reportagens, posts nas redes sociais, e o assunto como bandeira de marketing em algumas escolas. Mas será que esta inclusão existe de fato ou é apenas uma película que recobre a comunidade escolar? Olhando de cima ela tá lá, mas se mergulharmos, cadê?!</p>
<p>A convivência com outros alunos com deficiência hoje é muito comum. Estas crianças saíram das escolas especiais e estão lá, junto com todo mundo. Todos juntos e misturados, o que é ótimo. Mas, mesmo com toda esta convivência, as pessoas com deficiência acabam não fazendo parte de fato do cotidiano dos demais. São filtradas. Ficam retidas a uma convivência superficial. Filtrados pelos colegas de turma, filtrados pelos professores, filtrados pelos responsáveis dos alunos típicos e às vezes até mesmo pelos seus familiares. A convivência que existe é uma convivência cenográfica. Existe apenas no cenário escolar. O dia a dia das pessoas com deficiência e suas particularidades é tão distante da vivência da maioria que é mais fácil fingir que ela não está ali. Infelizmente, este assunto ainda incomoda e por isso fica invisível.<br />
Como é possível que com tantos holofotes em como fazer a inclusão, em como se adaptar à LBI, na preparação da equipe pedagógica, etc e tal a cruel invisibilidade continue ali?! Presente todo santo dia? Quanto mais evidente é, mais difícil enxergar. Nas reuniões de turma de escola ainda não se fala sobre a mediação, apesar de os mediadores estarem inseridos dentro de sala no convívio direto com todos os alunos. É como se elas não existissem. Na reunião de pais ouve-se falar de como está o desenvolvimento escolar da turma mas você não reconhece seu filho em nenhuma frase de todo o discurso da professora. É como se ele não fizesse parte da turma. Ao pensar numa festa para os coleguinhas de escola dos filhos muitas famílias deixam de convidar as crianças com deficiência mesmo com a convivência diária. É como se não fizessem parte do grupo. Escolas que planejam excursões escolares e excluem os alunos com deficiência destes passeios. É como se não fossem alunos.</p>
<p>Quanto mais incomoda, mais invisível fica. Só quando estas pessoas forem vistas com respeito serão reconhecidos seus direitos e a convivência se dará de maneira verdadeira, com a formação dos devidos vínculos, de forma natural. Com o reconhecimento do outro como pessoa de direitos. É que a invisibilidade vai dar lugar à amizade, à confiança, à empatia.</p>
<p>Infelizmente, ainda hoje, os assuntos relativos àinclusão ainda são tratados de forma velada, envolvendo apenas os &#8220;interessados&#8221;. Mas peraí, não somos nós todos interessados neste assunto no final das contas?! Sim, porque mesmo que você não tenha alguma deficiência ou um parente próximo com deficiência, você mesmo tem suas particularidades, não é?  Pode ser um ritmo mais acelerado ou mais lento que seus colegas de trabalho,  pode ser alto o bastante para ter que abaixar para passar em determinados lugares ou largo o bastante para se sentir desconfortável numa cadeira de cinema, pode não enxergar um palmo adiante do seu nariz sem seus óculos de miopia.</p>
<p>É preciso falar abertamente sobre inclusão.  É preciso falar abertamente sobre as diferenças. Afinal, uma sociedade que acolha a todos é essencial. Precisamos parar de achar que ela já existe apenas porque seu filho tem um coleguinha com deficiência em sua turma. E precisamos construí-la já! Esta construção começa nos núcleos familiares e nas escolas. Só através da educação para a diversidade esta construção será possível. O que você está fazendo para que todos caibam no seu TODOS*?</p>
<hr />
<h6>
(Frase final inspirada no livro “Quem cabe no seu todos?” de Claudia Werneck)</h6>
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		<title>Famílias, uni-vos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2016 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da férias, vem as águas de março. A realidade invade, sem filtro, a sala e escancara: as aulas começaram efetivamente neste mês. E, se tem um conselho pra gente dar nesse início de ano é o seguinte: família, uni-vos. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/familia-uni-vos/">Continuar lendo<span> Famílias, uni-vos</span></a></p>
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<p>Depois da férias, vem as águas de março. A realidade invade, sem filtro, a sala e escancara: as aulas começaram efetivamente neste mês.<br />
E, se tem um conselho pra gente dar nesse início de ano é o seguinte: família, uni-vos. Seja a sua de inclusão ou não.<br />
Quer mais tinta na quadra nova? Quer botar música na escola? Quer mudar o uniforme? Quer mais inclusão? Juntem-se! Juntos, sois mais fortes!<br />
Se estamos falando de inclusão, vão aqui algumas dicas &#8211; que já têm dado certo pra muita gente:<br />
1) Procure saber se na sala do seu filho tem mais gente de inclusão. Em seguida, verifique se tem na série em questão.<br />
2) Se puder, seja ainda mais abrangente. Amplie a sua busca para o ciclo de ensino do seu filho.<br />
3) Crie um grupo de zap. E troquem informações. Dividam mesmo. Compartilhem experiências, troquem figurinhas. Se algo não deu certo com um aluno, é bom saber. E, se deu, por que não repetir?<br />
4) Que tal marcar reuniões periódicas fora da escola? Esses encontros são ótimos para o grupo se fortalecer, entender em que pé está a inclusão na escola e ainda se conhecer.<br />
5) Envolvam pais que não sejam de inclusão. Muitos sequer imaginam as dores e delicias do mundo da inclusão. E você pode se surpreender com aqueles que gostariam de participar.<br />
6) Por fim, converse sempre com a escola. Não em tom de guerra, mas de paz. Pois, se o tom não for de parceria mútua, pense em mudar de escola. Afinal, família e escola precisam querer a mesma coisa: o bem do aluno.<br />
Longo é o caminho, mas ele fica mais curto, mais suave, quando todos pensamos juntos. Olhe pro seu filho, mas olhe pro lado também: pode estar no colega de sala a ideia que pode ajudar, e muito, o seu filho.</p>
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		<title>É dada a largada!</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/e-dada-a-largada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 14:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É dada a largada! O ano letivo de 2016 começou com a Lei Brasileira de Inclusão em vigor nos calcanhares das escolas. Agora, em março, estamos em plena velocidade. Não há como voltar. Pernas pra que te quero! <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/e-dada-a-largada/">Continuar lendo<span> É dada a largada!</span></a></p>
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<p>É dada a largada! O ano letivo de 2016 começou com a Lei Brasileira de Inclusão em vigor nos calcanhares das escolas. Agora, em março, estamos em plena velocidade. Não há como voltar. Pernas pra que te quero!<br />
As escolas correm. Não podemos negar, é verdade, que algumas tentaram correr da obrigação. No espírito “esperança é a última que morre” muitas escolas ficaram aguardando o resultado da liminar no supremo que tentava neutralizar, acabar ou adiar com a obrigação das escolas terem que educar a TODOS.<br />
Mas há também aqueles que estão na vanguarda das boas práticas. Muitas escolas correm atrás do passivo e se empenham em fazer um bom trabalho. De verdade! E as notícias se espalham. Promovem cursos de especialização para o corpo docente, contratam mediadores para os alunos que precisam, adaptam o material pedagógico, fazem planejamento individualizado.<br />
Mas, infelizmente, nem tudo são flores. Algumas escolas escolheram fazer um mínimo. Aliás este mínimo que estão fazendo agora, em 2016, já deveria estar sendo feito desde sempre. Desde a matrícula do primeiro aluno com alguma questão em toda a sua existência escolar. Parece que estão se fazendo de mortas. Esperando que a lei “pegue”. Se negando a reconhecer que independente de qualquer lei, é apenas uma questão de humanidade. E humanidade é algo que não pode faltar quando pensamos em sociedade, não é mesmo? Se pensarmos em escolas então&#8230;! Estas trabalham formando seres humanos. Espera-se que com valores.<br />
Então pessoal, vamos seguindo mais fortes em 2016. Caso a escola do seu filho não seja uma das que está cumprindo lindamente o protocolo, se organize, fale com os outros pais da escola. A parceria das famílias com as escolas é essencial para que esta escola que queremos possa existir. Vamos arregaçar as mangas e construir juntos esta escola de qualidade para todos. Uma sociedade inclusiva beneficia a todos. De verdade!</p>
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		<title>Escola pra quê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2015 15:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pare por um momento. E pense: pra que serve a escola? Por que gastar tanto dinheiro na educação do seu filho? Qual é o objetivo final da vida escolar? Entrar na UFRJ, na Unicamp ou na PUC, responderiam uns. Garantir empregos futuros, diriam ainda alguns. Excelentes empregos futuros, corrigiriam outros. Então, seria a escola apenas o caminho seguro para o mundo do trabalho? <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/escola-pra-que/">Continuar lendo<span> Escola pra quê?</span></a></p>
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<div></div>
<div>Pare por um momento. E pense: pra que serve a escola? Por que gastar tanto dinheiro na educação do seu filho? Qual é o objetivo final da vida escolar? Entrar na UFRJ, na Unicamp ou na PUC, responderiam uns. Garantir empregos futuros, diriam ainda alguns. Excelentes empregos futuros, corrigiriam outros. Então, seria a escola apenas o caminho seguro para o mundo do trabalho?</div>
<div></div>
<div>Dia desses, uma amiga justifica a escolha da escola do filho dizendo algo como &#8220;<em>não há espaço para que meu filho não seja alguém da vida&#8221;.</em> Isso ficou me martelando por um bom tempo. Então, é disso que se trata a escola? Ou, ao menos, do que se trata a excelente escola? Pegar a criança pequena e talhá-la no formato de um trabalhador. Qualificado, ora. Muito bem qualificado. A escola é uma formadora, portanto, de trabalhadores que vão atender às demandas de um mercado de trabalho competitivo à beça. É isso?</div>
<div></div>
<div>Pensando assim, os pais não deixam essa função a cabo somente da escola. E, dali Kumon, professor particular, mandarim, <i>coach</i>, sem falar nas recompensas por boas notas, interferência direta das famílias na avaliação do aluno e, claro, das horas a menos de lazer e brincadeiras por estudos cada vez mais cedo. Nem vou discorrer aqui sobre os reflexos das agendas lotadas das crianças ou dos efeitos para muitos das escolas que se orgulham de seus gênios: há uma vasta literatura a respeito desses dois temas feita por gente muito mais capaz do que eu.</div>
<div></div>
<div>&#8220;<em>O mundo não tá fácil e preciso preparar meu filho&#8221;</em>, defendem outros. Assim, desde cedo, na idade em que a escola nem é obrigatória ainda, já se escolhe o colégio pensando em palavras como &#8220;Enem&#8221;, &#8220;mercado de trabalho&#8221;, &#8220;empregabilidade&#8221;, &#8220;disciplina&#8221;, &#8220;faculdade&#8221; e &#8220;sucesso&#8221;. Bom, muito bom. E, assim, eu já traço um futuro bacana (para mim) para meu filho, de 4, 5 anos, faço uma aposta alta na sua felicidade laboral, mas fecho os olhos para o &#8220;como&#8221;. E o meu guri, claro, chega lá.</div>
<div></div>
<div>É claro que a escola tem a ver com futuro. Tem tudo a ver com o futuro. Mas tem a ver também com sonhos, experiência, valores, erros. E não com obediência. Uma escola pode ser o lugar de formar a ética do trabalho, ainda que a família e, para muitos, a religião cumpram bem esse papel, mas também deve ser o endereço de aprender e ensinar. E isso inclui álgebra e cooperação. Física e Artes. História e Música. E, especialmente, viver com tanta gente diferente no mesmo lugar.</div>
<div></div>
<div>A escola não precisa ser apenas o caminho mais longo &#8211; e muitas vezes o mais árduo &#8211; para o mercado de trabalho. Pode ser o lugar onde se dispara o gatilho do pensar. Do pensar criticamente. Do pensar para questionar certezas que nos disseram. Do pensar para formar gente mais ética, responsável e com autonomia. Uma gente capaz de criar seus próprios sonhos, viver seus próprios erros, sem querer somente responder às expectativas da mamãe.</div>
<script>console.log('Aud01');</script><p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/escola-pra-que/">Escola pra quê?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
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		<title>Um dia de inclusão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2015 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não sou pedagoga. Muito menos especialista em inclusão. Não tenho os manuais na gaveta para mostrar que inclusão se faz assim ou assado. Mas, antes mesmo de ser mãe, sou um ser humano que tem valores fortes o suficiente para achar no mínimo injusto o&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/um-dia-de-inclusao/">Continuar lendo<span> Um dia de inclusão</span></a></p>
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<div></div>
<div style="text-align: left;">Não sou pedagoga. Muito menos especialista em inclusão. Não tenho os manuais na gaveta para mostrar que inclusão se faz assim ou assado. Mas, antes mesmo de ser mãe, sou um ser humano que tem valores fortes o suficiente para achar no mínimo injusto o fato de muitas crianças ficarem para trás.</div>
<div style="text-align: right;"></div>
<div>Mas, justamente por não ser pedagoga, desconhecer receitas de inclusão e ser uma pessoa que quer ver a inclusão nas escolas, estou sempre me informando sobre o que escolas fazem por aí em prol de seus alunos. Seus alunos todos.</div>
<div></div>
<div>E tem gente que não faz nada. Fato. Deixa isso tão claro que muitos dos responsáveis dos seus alunos agem quase como representantes da instituição de ensino escolhida: &#8220;Fulaninho não poderia estudar na escola dos meus filhos, porque não iria acompanhar o ritmo de lá&#8221;. Sinceramente, a pessoa que diz isso não deve ouvir o que fala. Enfim, essa escola não me interessa.</div>
<div></div>
<div>Passemos adiante.</div>
<div></div>
<div>Por outro lado, tenho visto experiências interessantes. Tentativas de escolas que, a despeito das dificuldades que a inclusão impõe (dos alunos às famílias), querem entrar na onda da inclusão. Seja por uma questão ética, para não perder aluno, por imagem ou apenas para cumprir a lei mesmo.</div>
<div></div>
<div>Nesse fim de semana, soube de uma inciativa simples e interessante. Em alguns sábados, uma escola, da rede particular de ensino de Niterói, promove aulas extras, para compensar os feriados ao longo do ano. E, para que as aulas provoquem a participação dos alunos, cada sábado extra versa sobre um tema. E adivinhem qual o tema do último sábado? I-N-C-L-U-S-Ã-O! Para esta aula, os alunos foram instruídos a levar recursos como bengalas, óculos, lupas, aparelhos auditivos e o que mais estivessem a seu alance para que pudessem discutir o assunto em atividades em sala.</div>
<div></div>
<div>É claro que isoladamente essa ação e nada são a mesma coisa. O que adianta só tocar no assunto uma vez por ano? Mas, dentro de uma proposta, essa iniciativa leva a questão para a sala de aula e ainda, de alguma forma, envolve as famílias (afinal, ninguém vai encontrar uma bengala na caixa de brinquedos&#8230;). E é disso que as escolas precisam: falar sobre o assunto. Dividir com os alunos. Dividir com os pais. Dividir para, assim, (desculpe se soar cliché), somar.</div>
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		<title>Costurando, juntos, a colcha da inclusão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2015 11:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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<div style="text-align: left;">Você tem um filho com deficiência. Então, cabe a você levantar a bandeira da inclusão e mudar o mundo. Junte-se a quem está mais ou  menos na mesma situação  e movam, juntos, as montanhas. Certo? Mais ou menos. Não tem de ser assim. Incluir pode ser como costurar uma colcha de retalhos, onde cada pedacinho é único e indispensável.</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div>A inclusão não precisa ser uma demanda apenas de quem tem deficiência ou algum parente com algum tipo de deficiência. Ela pode ser uma bandeira de qualquer um. Ela pode ser levantada por quem está em desacordo com a invisibilidade de algumas crianças dentro da escola ou com o descaso que muitos jovens enfrentam ao longo da vida. Ela pode aparecer quando você reclamar que uma pessoa com<br />
cadeira de rodas não conseguiu entrar num restaurante porque as instalações estão inadequadas. &#8220;Francamente, seu gerente&#8230;&#8221; Ela pode surgir quando você defender de questionamentos ao redor aquele pai que, com seu filho com autismo, se colocou na fila preferencial do supermercado. &#8220;Francamente, dona Maria&#8230;&#8221; Ela pode vir à tona quando você mandar um bilhete na agenda para entender o porquê de, no livro com a produção dos alunos, o trabalho de Ciclano, com paralisia, ter ficado de fora. &#8220;Francamente,  professora&#8230;&#8221; Fácil, né? Não. Difícil pra caramba.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>Difícil porque tem a ver com encarar o mundo por uma outra perspectiva. Pela lógica do outro. De um outro tido, muitas vezes, como menor, desimportante, quase invisível. Significa sair do seu mundo, daquela zona do conforto do umbigo e olhar diretamente para aquele que você viraria os olhos na rua. Significa entender o que dói nesse outro. Uma dor que pode vir da indiferença, da negligência ou da falta de amparo. Significa ter mais interesse por aquele que não é o seu par. Significa se expor. Significa se posicionar. Sem piedade do outro, nem de si próprio.</div>
<div></div>
<div>Sigo em frente. Tenho esperanças.</div>
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