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	<title>Arquivos Convidado - Paratodos</title>
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	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
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		<title>Refletindo sobre o papel da escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 19:17:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carla Jarlicht* Dia 2 de abril foi o Dia da Conscientização do Autismo — o que nos leva a refletir sobre o verdadeiro papel da escola. Compartilho aqui algumas reflexões baseadas na minha experiência em escola e inspiradas também nos vários textos sobre o&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/refletindo-sobre-o-papel-da-escola/">Continuar lendo<span> Refletindo sobre o papel da escola</span></a></p>
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<p>Por Carla Jarlicht*</p>



<p></p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-Tela-2024-04-24-as-16.08.11-1-e1713986140502.png"><img width="1400" height="892" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-Tela-2024-04-24-as-16.08.11-1-e1713986140502.png" alt="" class="wp-image-45468"/></a></figure>



<p></p>



<p></p>



<p>Dia 2 de abril foi o Dia da Conscientização do Autismo — o que nos leva a refletir sobre o verdadeiro papel da escola.</p>



<p></p>



<p>Compartilho aqui algumas reflexões baseadas na minha experiência em escola e inspiradas também nos vários textos sobre o tema escritos por pessoas com autismo que atuam nas mais diversas áreas de conhecimento. E com essas, eu tive ainda mais certeza de que a gente tem muito a fazer.</p>



<p></p>



<p>É impossível pensar em convivência ética sem pensar no respeito e a respeito de todas as diversidades existentes, quando falamos de seres humanos. E, na escola, isso se torna gritante, por isso temos a faca e o queijo na mão para desmistificar vários assuntos e avançar o tanto que precisamos nessa conversa.</p>



<p></p>



<p>Não raramente me deparei com falas de famílias preocupadas com o avanços pedagógicos da turma porque havia crianças atípicas na mesma sala de aula que seus filhos. Já ouvi também famílias apreensivas com o fato de alguns alunos realizarem avaliação com leitura de mediadores por entenderem que seus filhos, que não tinham mediação, estariam em desvantagem. Além da perplexidade diante dessas falas, atentei para o fato de que a comunidade escolar precisava entender não apenas o que é inclusão, mas o que é uma escola.</p>



<p></p>



<p>Escola não pode ser lida como o lugar de competição, de ranqueamento de alunos e alunas, como formadora de lideranças do amanhã. ISSO NÃO É ESCOLA.</p>



<p>Professoras/es não podem se sentir pressionados porque pensam estar “atrasados/as” com algum conteúdo porque interromperam suas aulas por algum motivo relacionado ao comportamento de alguns alunos/as. Em sala de aula, tudo é pedagógico: TUDO e, principalmente, como lidamos com situações diversas, como convivemos e colaboramos uns com os outros, porque essas são as habilidades que levamos pra vida.</p>



<p></p>



<p>Vamos, portanto, às ações:</p>



<p></p>



<ul><li>É preciso trazer profissionais atípicos para colaborar com os projetos da escola, profissionais nas suas mais diferentes áreas do conhecimento. É preciso dar visibilidade e valor aos saberes dessas pessoas.</li><li>É preciso que o fazer pedagógico esteja embebido na ideia de que incluir todo mundo é incluir as diversidades e trabalhar com elas, a partir delas. E também entender e ter a tranquilidade de trazer para a prática cotidiana a ideia de desenho universal de aprendizagem.</li><li>É fundamental que todas as famílias entendam isso, portanto o posicionamento transparente e firme da escola, nesse sentido, é condição. E, certas vezes, algumas famílias não entenderão e isso pode significar, na prática, abrir mão delas, quando todas as ações para educá-las não surtirem efeito…</li><li>Ao falar em famílias, destaco a importância da parceria, portanto trazê-las para perto, para dentro do processo. Não estou falando só dos eventos de culminância.</li></ul>



<p></p>



<p>Escola é o lugar de se aprender a celebrar as diversidades. É o lugar em que se aprende uns com os outros, em que se partilha talentos e fragilidades, diariamente, e todos se engrandecem com isso. Não podemos perder isso de vista.</p>



<p></p>



<p>De outro modo, qual seria a função da escola?</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<p>* Carla é psicóloga, mestre em Educação, especialista em Literatura Infantil, fundadora do Plano de Voo Educação (@planode_voo) e atua na formação de professores da rede pública de ensino do RJ.</p>
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		<title>Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 16:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais dramáticas que a pandemia trouxe foi o aumento de violência sexual contra crianças.</p>
<p>Infelizmente, de acordo com o U.S. Centers for Disease Control, 1 em cada 4 meninas e 1 em cada 13 meninos é vítima de abuso sexual até os 18 anos. E, de acordo com o Atlas da Violência 2018, 68% dos registros de abuso sexual no Brasil ocorrem com estupro de menores. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/criancas-com-deficiencia-e-abuso-sexual-infantil/">Continuar lendo<span> Crianças com deficiência e abuso sexual infantil</span></a></p>
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<h6><strong>*  Mariana Reade</strong></h6>
<p><strong> </strong></p>
<p>Uma das consequências mais dramáticas que a pandemia trouxe foi o aumento de violência sexual contra crianças.</p>
<p>Infelizmente, de acordo com o U.S. Centers for Disease Control, 1 em cada 4 meninas e 1 em cada 13 meninos é vítima de abuso sexual até os 18 anos. E, de acordo com o Atlas da Violência 2018, 68% dos registros de abuso sexual no Brasil ocorrem com estupro de menores.</p>
<p>Uma situação ainda mais vulnerável acontece com <strong>crianças com deficiência</strong>. Segundo dados da UNFPA 2018, 40 a 68 % de meninas com deficiência sofrerão violência sexual antes dos 18 anos de idade. Entre meninos, a estimativa é de 16 a 30%.</p>
<p>Crianças, com e sem deficiência, tem maior dificuldade em reconhecer o abuso e muitas vezes sequer sabem que estão sendo abusadas. Por isso é tão importante conversar e ensinar desde cedo. Há muito desconforto das famílias em conversar sobre o tema, mas é de fundamental importância ensinar para uma criança com deficiência o que é o abuso.</p>
<p>Em muitas situações, a criança é desacreditada, já que a família não acredita ou nega, especialmente quando uma pessoa da própria família é o abusador. E ainda, uma criança com deficiência pode ter maior dificuldade para conseguir se expressar.</p>
<p>A expressão VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL nos leva a lugares tão sombrios que muitas vezes preferimos ignorar. Porém, ante essa terrível realidade, é melhor estar preparado para enfrentar o inimigo ao invés de fingir que ele não existe. Ensinar a se proteger é entregar ferramentas para a criança conseguir pedir ajuda, se um dia precisar.</p>
<p>Faço parte da campanha <strong>EU ME PROTEJO</strong>. Somos um grupo de colaboradores voluntários formado por psicólogos, médicos, jornalistas e defensores de direitos humanos e acreditamos que a educação é uma forma poderosa de prevenir a violência sexual infantil: <a href="https://www.eumeprotejo.com/">https://www.eumeprotejo.com/</a></p>
<p>Se para nós, adultos, é difícil revelar os abusos que já sofremos, imagine como pode ser devastador para uma criança? E se para uma criança vítima de abuso sexual, pedir ajuda é um enorme desafio por se deparar com o muro gigantesco do medo e da vergonha, para uma criança com deficiência, atravessar a barreira da comunicação e conseguir expressar o abuso pode ser uma missão ainda mais difícil.</p>
<p>Além da violência, a criança muitas vezes enfrenta as ameaças que seu agressor faz para deixá-la calada. O muro está erguido e ela se encolhe dentro do sentimento avassalador que é o “sem saída”. Mas nós, adultos, sabemos que há saída. Há sempre um caminho para sair e ele se dá através da confiança, do afeto, do acolhimento e da informação.</p>
<p>Ensinar crianças com deficiência a se proteger da violência sexual é fundamental. Que possamos fazer a nossa parte para que muros intransponíveis não deixem nenhuma criança sem saída.</p>
<hr />
<h6>*Mariana Reade é jornalista especializada em criação de conteúdo, roteiro audiovisual e comunicação de causas de impacto social, com foco em direitos humanos, diversidade e inclusão.</h6>
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		<title>Dúvidas sobre a educação de alunos com deficiência são legítimas </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado/a]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 16:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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<h6>Por Rodrigo Hübner Mendes *</h6>
<p>Na última semana, o Governo Federal decretou uma nova Política de Educação Especial que considera a opção do encaminhamento de estudantes com deficiência para escolas ou classes especiais, caracterizadas pela segregação desses alunos. Além disso, a nova Política prevê a destinação de recursos públicos para a manutenção de tais escolas. O decreto gerou uma imediata reação de organizações da sociedade civil e especialistas que se dedicam à educação inclusiva, além de educadores e familiares engajados com o tema. Em suma, manifestam seu repúdio ao documento com base em vários argumentos, merecendo destaque o fato de ser inconstitucional e desrespeitar, tanto a legislação brasileira,&nbsp; como marcos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Acho sempre saudável o exercício de nos colocarmos no lugar de mães e pais que têm filhos com deficiência e precisam tomar a decisão sobre em que escola matriculá-los. Para quem nunca estudou o assunto, é legítimo que se pergunte: o ideal da educação inclusiva é mesmo viável? Será que não seria melhor a criança ir para uma escola especializada, preparada para esse serviço? Será que a criança vai conseguir acompanhar seus colegas? Será que é mesmo possível alguém com deficiência intelectual, por exemplo, conquistar autonomia?</p>
<p>As dúvidas e dilemas enfrentados pela família no momento de escolher a escola para seus filhos são, antes de mais nada, compreensíveis. Todo o discurso de que a escola especial é mais preparada, oferece um atendimento mais adequado e representa um ambiente mais protegido acaba sendo sedutor. Para algumas pessoas, faz com que a escolha pela escola inclusiva seja, até, contraintuitiva.</p>
<p>Antes de mais nada, vale esclarecer as características de cada tipo de escola. A escola especial nasceu a partir da ideia de que a deficiência representa uma incapacidade. A impossibilidade da pessoa se desenvolver plenamente, precisando, portanto, de um atendimento separado, apartado. Nesse sentido, é uma instituição que atende exclusivamente estudantes com deficiência e raramente segue os conteúdos curriculares definidos pelo respectivo estado ou município. Após décadas de experiência com esse modelo, estudos apontam que os resultados são extremamente negativos. A falta de interação com o resto do mundo, de estímulo e de desafio determinam, de antemão, o ponto de chegada. Esses alunos tornam-se adultos totalmente dependentes de suas famílias (ou de serviços de assistência social). É como se o destino fosse traçado antes da largada na corrida da vida.</p>
<p>A escola inclusiva é consequência da visão de que toda pessoa tem o direito à educação e ao convívio com a diversidade humana, entendida como um valor. Consequentemente, qualquer aluno, sejam quais forem suas origens e características, é acolhido e usufrui do direito à aprendizagem. Isso não significa que estudantes com deficiência não recebam apoios especializados. A Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que estava em vigor desde 2008, reconhece a necessidade desses apoios e prevê a oferta do que, no Brasil, chamamos de Atendimento Educacional Especializado. Trata-se de um serviço complementar (e não substitutivo) às atividades promovidas na sala de aula comum, e é desenvolvido por profissionais com formação específica nesse tema, em geral, no turno contrário ao das aulas. O objetivo desse serviço é identificar e eliminar barreiras, buscando viabilizar acesso ao conteúdo curricular.</p>
<p>Cabe contar que, no ano passado, participei de uma conferência na ONU em que foram apresentados dezenas de casos de estudantes com deficiência intelectual que conseguiram concluir o Ensino Superior e, hoje, usufruem de uma vida independente. Todos alegam que ter estudado em uma escola comum foi fator decisivo para sua emancipação.</p>
<p>Mas será que basta inserir a criança na escola comum? Claro que não. Para que as coisas corram bem a escola precisa repensar suas práticas, se transformar. Nesse sentido, eu destacaria a importância de apoio contínuo à equipe pedagógica &#8211; por meio de cursos, tutorias e outras ações formativas -, tempo para o planejamento de cada aula, explorando novas tecnologias e novas ferramentas pedagógicos que eliminem barreiras, e envolvimento genuíno das famílias. Esse conjunto de fatores requer o investimento de recursos públicos, que sofrerão redução caso aceitemos a proposta do financiamento de uma rede paralela de escolas especiais, proposto pela nova Política.</p>
<p>Estamos falando de questões que não são triviais. Mas, as evidências de que dispomos apontam que esse é o caminho para que tais estudantes possam ter a chance de participar para valer da corrida da vida, de alcançar o seu melhor, de conquistar autonomia. A consequência final é uma pedagogia mais eficiente para toda escola. Ou seja, os outros alunos também saem ganhando muito com a oportunidade de conviver com as diferenças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr>
<h6>Rodrigo Hübner Mendes é fundador do <a href="https://institutorodrigomendes.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instituto Rodrigo Mendes</a>, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é garantir que todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma educação de qualidade na escola comum.</h6>
<h6>Texto originalmente publicado em no <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/rodrigo-mendes/2020/10/09/duvidas-sobre-a-educacao-de-alunos-com-deficiencia-sao-legitimas.htm">UOL&nbsp;</a></h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como lidar com alunos em situação  de inclusão na retomada presencial?</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/como-lidar-com-alunos-em-situacao-de-inclusao-na-retomada-presencial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ciça Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 23:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante todo este período nós, do Paratodos, fomos muito procurados por escolas, famílias e, principalmente, por professores. A nossa principal orientação foi manter a comunicação com alunos e famílias de inclusão, preservando (ou estabelecendo em alguns casos) vínculo e gerando aprendizagem.<br />
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			<p class="p2">Durante todo este período nós, do Paratodos, fomos muito procurados por escolas, famílias e, principalmente, por professores. A nossa principal orientação foi manter a comunicação com alunos e famílias de inclusão, preservando (ou estabelecendo em alguns casos) vínculo e gerando aprendizagem.</p>
<p class="p2">É certo que no início desta pandemia as necessidades específicas das pessoas com deficiência foram negligenciadas. A Unesco foi uma das primeiras organizações a se pronunciar sobre o assunto. Aqui no Brasil, o Instituto Rodrigo Mendes apresentou um trabalho bem completo, falando sobre experiências em outros países. O PARATODOS lembrava, contudo, aos educadores que muitos alunos precisaram interromper terapias ou alterá-las. E que isto, mais a questão do próprio isolamento, poderia provocar regressão, retrocesso ou, no mínimo, estagnação.</p>
<p class="p2">Ressaltamos também que muitas cobranças vinham provocando stress nas famílias, sem falar das possíveis perdas de familiares ou parentes contaminados com COVID. Nossa principal dica foi o diálogo, a escuta ativa para que fosse estabelecido, de fato, uma parceria. Muito vem se falando no aumento da desigualdade no processo de aprendizagem neste momento, isto é claro. Mas cabe aos educadores pensarem: “<i>O que podemos fazer para mitigar esse impacto</i>?”</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<p class="p4"><span class="s1"><b>Oportunidades no meio do caos</b></span></p>
<p class="p2">É clichê falarmos que em toda crise tem oportunidades. Mas não podemos deixar de avaliar os pontos positivos (e tirar proveito deles), até porque sabemos que muitas vezes nossa tendência é olhar apenas para os negativos. Algumas famílias nos relataram que seus filhos com maior dificuldade de concentração podiam pausar o vídeo por exemplo. Outras disseram que seus filhos gostavam de andar e que em casa estavam andando enquanto assistiam às aulas. Houve quem falasse sobre a possibilidade de rever as aulas e assim tirar melhor proveito daquelas que eram mais difíceis.</p>
<p class="p2">Vimos na prática algo que o Paratodos já falava há tempos: a inovação tecnológica pode permitir uma sala menos homogênea e mais individualizada. A tecnologia facilita a criação de estratégias distintas, levando em consideração necessidades específicas dos alunos.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid  disable_negative_margin" style='background-color:#879fbb; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-3"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="869" height="1323" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="Como lidar com alunos em situação de inclusão na retomada presencial?" loading="lazy" title="web_mochila_01" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01.jpg 869w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-197x300.jpg 197w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-673x1024.jpg 673w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-768x1169.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mochila_01-700x1066.jpg 700w" sizes="(max-width: 869px) 100vw, 869px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45172&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45172" /></div>
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			<h3><span style="color: #ffffff;">Vantagens da tecnologia na aprendizagem remota:</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #ffffff;">• opção de pausar o vídeo quando o aluno perde a concentração</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• criança pode se movimentar em casa enquanto assiste aula</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• possibilidade de rever as aulas mais difíceis</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• possibilita uma sala de aula mais heterogênea e individualizada</span></h3>
<h3><span style="color: #ffffff;">• é possível oferecer planos de aulas com estratégias distintas, conforme as necessidades específicas dos alunos</span></h3>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<p class="p4"><span class="s1"><b>Professores na linha de frente</b></span></p>
<p class="p2">Neste período ouvimos muitos relatos de vários professores fazendo a diferença. Educadores que não queriam deixar nenhum aluno para trás e buscaram ferramentas para que todos seus alunos pudessem participar. Houve quem utilizasse outros alunos para explicar aos demais, o que sempre chamamos de mediadores naturais ou uso dos pares como mediadores. Vimos, ainda, equipes muito mais unidas e trocando experiências entre si, o que é muito necessário para os alunos em situação de inclusão.</p>
<p class="p2"><span class="s2">Neste momento, quando começamos a discutir de forma mais clara sobre a possibilidade de retomada presencial, a principal pergunta tem sido: “quem define se o aluno em situação de inclusão volta presencialmente para escola? A família, a escola ou o médico?”. Importante ressaltar que não há relação direta entre risco e deficiência. Os países que fizeram esta correlação foram extremamente criticados. </span></p>
<p class="p2">Aqui no Brasil o primeiro parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicado em 7/7/20 foi duramente desaprovado, o que os levou a uma retratação e revisão.<span class="Apple-converted-space">  </span>Da mesma forma que não podemos generalizar “todas as crianças com deficiência devem retornar presencialmente no primeiro momento”, não podemos fazer o inverso também. Para decidir, sugerimos que haja uma nova avaliação desta criança ou adolescente.<span class="Apple-converted-space">  </span>Precisamos saber desta família: o que estes alunos sabem sobre o que vem acontecendo, o que sofreram neste período, qual nível do medo, entre outras perguntas. Família, escola e equipe de atendimento (seja um médico, um fonoaudiólogo, um terapeuta ocupacional ou um psicólogo) precisam conversar e avaliar em conjunto os riscos e os benefícios desta volta.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<p class="p4"><span class="s1"><b>Abordagens criativas no novo “normal”</b></span></p>
<p class="p2">Também é necessário avaliar se há novas necessidades específicas neste momento, tais como o uso de máscaras com visores pelos educadores que convivem com pessoas com deficiência auditiva. Ou avaliar os casos de alunos que não conseguiram permanecer com as máscaras devido deficiências físicas nos membros superiores ou questões sensoriais (muito comum nos casos de pessoas que estão dentro do espectro do autismo). Tudo isto deverá fazer parte desta avaliação conjunta e individual para cada estudante. Entendemos, ainda, que algumas recomendações podem inclusive, ajudar a todos, tal como a máscara com visor.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style='background-color:#f8c1c2; padding-top:22px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-6"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="800" height="800" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="LEAF mask, a primeira máscara transparente registrada pelo Departamento de Saúde dos EUA." loading="lazy" title="web_mascara-transparente-1" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1.jpg 800w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-300x300.jpg 300w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-150x150.jpg 150w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-768x768.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-570x570.jpg 570w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-500x500.jpg 500w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_mascara-transparente-1-700x700.jpg 700w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45153&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45153" /></div>
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	</div>
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<div class="custom_font_holder" style=" font-size: 40px; line-height: 46px; font-style: normal; font-weight: 600; color: #91384a; text-decoration: none; text-align: left;"><a href="https://www.leaf.healthcare/"><em>LEAF mask</em></a>, a primeira máscara transparente registrada pelo Departamento de Saúde dos EUA.</div><div class="separator  small left  " style="margin-top: 33px;margin-bottom: 33px;background-color: #91384a;height: 2px;width: 200px;"></div>
</div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<p class="p2">É provável, também, que crianças com deficiência precisem de um acolhimento maior e um novo período de adaptação. Isto precisa ser previsto e acordado com as famílias. Talvez seja necessário um horário adaptado no início e que seja aumentado conforme o ajustamento de cada um. Como falamos acima, neste retorno será necessário um diagnóstico de todos os alunos, em especial dos alunos com questões de aprendizagem. Avaliar as perdas do período será essencial para elaboração de estratégias de ensino e aprendizagem adequadas a cada um.</p>
<p class="p2">Importante ressaltar que muitos alunos em situação de inclusão apresentam restrições alimentares ou horários específicos para se alimentar. No novo modelo (onde muitas escolas não utilizarão o refeitório) isto também precisa ser levado em consideração. Em todos os protocolos a que tivemos acesso, temos visto a importância da comunicação dos novos procedimentos. Mais uma vez é preciso pensar nos alunos com deficiência e ter a certeza de que as informações espalhadas pelas escolas estão sendo sempre compreendidas por todos.</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div class="vc_single_image-wrapper   vc_box_border_grey"><img width="800" height="534" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="Abordagens criativas no novo “normal”" loading="lazy" title="web_urso" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso.jpg 800w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-300x200.jpg 300w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-768x513.jpg 768w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/web_urso-700x467.jpg 700w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" longdesc="https://www.paratodos.net.br?longdesc=45152&amp;referrer=45150" id="longdesc-return-45152" /></div>
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</div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:42px; padding-bottom:22px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<p class="p2">Uma outra orientação que tem dado muito resultado é que a escola promova e/ou incentive a realização de reuniões com algumas famílias, principalmente no caso das crianças da Educação Infantil e Fundamental 1. Encontros rápidos para mostrar um bichinho de pelúcia, dar um tchau, contar uma estória, por exemplo. O ideal são reuniões mais restritas, intimistas, onde a criança que venha apresentando dificuldade tenha mais oportunidade para participar. Para os alunos mais velhos, sugerimos estimular telefonemas com vídeos para aumentar a socialização com os colegas e propor mais trabalhos em grupos que os obrigam a estarem juntos neste momento.</p>
<p class="p2"><span class="s2">Ainda temos orientado, desde o início das aulas remotas, momentos individuais com estes alunos, onde eles possam ter uma educação mais personalizada. Neste momento (onde o retorno se aproxima), acreditamos que estes devam ser ampliados. No caso da dificuldade dos professores em realizarem estes encontros, os profissionais de apoio da escola ou auxiliares podem fazer este papel. </span></p>
<p class="p2"><span class="s2">No retorno presencial, será muito importante a presença dos mesmos e o uso de máscaras com visores transparentes por eles. Entendemos que acolhimento dos professores em relação às dúvidas e os medos na relação com as crianças com deficiência pode ser ainda maior neste momento. Essencial que todas as dúvidas sejam sanadas, visto que um adulto seguro traz segurança para as crianças. Por falar em segurança, a família precisa também estar segura, e aqui entra<span class="Apple-converted-space">  </span>novamente a importância do diálogo. E, nesta parceria pensarmos todos juntos em ANTECIPAÇÃO e HABITUAÇÃO. O que pode ser feito neste momento? </span></p>
<p class="p2"><span class="s2">As famílias podem, por exemplo, iniciar com o hábito do uso de máscaras, promover saídas “teste” e retomar as terapias presenciais, sempre avaliando os riscos e pensando nas possibilidades de cada um. Para antecipação, as escolas podem enviar vídeos com as alterações físicas, mostrando as salas, com os professores enviando mensagens específicas. E até mesmo combinar com algumas famílias uma ida à escola antes da abertura para os demais. Tudo isto pode ajudar a aplacar a ansiedade que muitas vezes provoca a desorganização de algumas crianças.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Enfim, retomando, o que temos de positivo nisto tudo? Com certeza, acelerou mudanças que já precisavam acontecer, nos provocou a repensar modelos, nos aproximou, nos fez enxergar que o centro deve ser sempre o aluno. Que ele deve ter protagonismo e que equipe escolar, equipe médica/terapêutica e família devem estar sempre juntas, dialogando e descobrindo o melhor caminho para cada estudante. </span></p>
<p class="p2">De tudo que temos visto na prática, os melhores resultados são os das escolas que estão fazendo um ACOLHIMENTO consistente, uma escuta ativa e promovendo muito diálogo. Resumindo: envolver as famílias no processo desde o início, lembrando que são famílias que precisam ainda mais de apoio. Terminamos com a frase do querido Rodrigo Hübner Mendes “a profunda complexidade decorrente da pandemia não muda, em nada, o fato de que crianças e adolescentes com deficiência têm o direito a uma educação de qualidade.”</p>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' padding-top:44px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<hr />

		</div> 
	</div> 
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			<h6 class="p5"><i>Para ter acesso ao documento “PROTOCOLOS SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 “ produzido pelo Instituto Rodrigo Mendes, acesse </i><a href="https://institutorodrigomendes.org.br/wp-content/uploads/2020/07/protocolos-educacao-inclusiva-durante-pandemia.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span class="s3"><i>aqui</i></span></a></h6>

		</div> 
	</div> <div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid vc_inner " style=' padding-top:10px; text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-3"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<a href="https://institutorodrigomendes.org.br/wp-content/uploads/2020/07/protocolos-educacao-inclusiva-durante-pandemia.pdf" target="_blank"><div class="vc_single_image-wrapper vc_box_shadow_border  vc_box_border_grey"><img width="212" height="300" src="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01-212x300.jpg" class="vc_single_image-img attachment-medium" alt="" loading="lazy" title="WEB_ROdrigo_mendes_01" srcset="https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01-212x300.jpg 212w, https://www.paratodos.net.br/wp-content/uploads/2020/09/WEB_ROdrigo_mendes_01.jpg 600w" sizes="(max-width: 212px) 100vw, 212px" /></div></a>
		</div>
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</div></div></div><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-9"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper"></div></div></div></div></div></div></div></div></div></div><script>console.log('Aud01');</script></p>
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		<title>A lição que vem do outro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2017 15:32:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca pensei muito em inclusão. Mesmo depois de ter um filho com necessidades específicas, sempre me preocupei mais com suas questões do que com demandas do coletivo. É o meu jeito mesmo. Não tenho muito tempo. Trabalho 10, 12, 13 horas por dia. Escolho as minhas batalhas. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/a-licao-dos-diferentes/">Continuar lendo<span> A lição que vem do outro</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
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<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Nunca pensei muito em inclusão. Mesmo depois de ter um filho com necessidades específicas, sempre me preocupei mais com suas questões do que com demandas do coletivo. É o meu jeito mesmo. Não tenho muito tempo. Trabalho 10, 12, 13 horas por dia. Escolho as minhas batalhas.<br />
Mas, ao longo dos últimos anos, a inclusão é um assunto aqui de casa. Lógico. Eu entro na conversa, por tabela. De todo jeito, me envolvi mais. Hoje, não vou dizer que sou um cara super inclusivo, pois não sou, preciso reconhecer as minhas limitações, mas sei que sou capaz de pensar mais no outro e me consternar com episódios de exclusão por aí.<br />
O fato é que fiquei pensando sobre o que faz um indivíduo ser ou não ser inclusivo. Então, observo, de perto e de longe, grupos engajados com a inclusão. Essas pessoas, com seus ativismos e inquietudes, são diferentes. Talvez seja isso que tenham em comum com as próprias pessoas com deficiência. Elas não são mais um na multidão. Diferentemente de mim, essas pessoas engajadas são diferentes. Elas inspiram outras e mudam quem está do seu lado.<br />
Esse grupo que tem trazido conquistas no campo do direito à cidadania fazem mais do que se importar com o outro. Eu me importo, mas daí a agir, me mexer, é outra coisa. Essas pessoas não trazem o olhar da pena, trazem o olhar da consciência. Disseminam mais do que informação: espalham uma espécie de nova cultura, buscam estabelecer um novo padrão de comportamento.<br />
Eu não sei. Mas ouso dizer que se eu não tivesse uma mulher que olhasse a inclusão, eu não olharia. Ela me provoca a pensar, me cutuca, me questiona. Faz isso comigo e com as crianças. E isso me transforma todos os dias. É como se esse trabalho de conscientização tivesse me desbloqueado. Ainda uso termos errados, por vezes me vejo com olhar preconceituoso para ela, mas estou mais atento.<br />
Tudo isso para dizer que sozinho eu não conseguiria mudar. É esse grupo de pessoas &#8211; diferente, fora dos padrões &#8211; que nos provam por A + B que o mundo é para todos mesmo.</p>
<hr />
<h6>Texto de Magno Trindade</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
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		<title>Meu infinito particular</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/meu-infinito-particular/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Apr 2017 15:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paratodos.net.br/2017/04/27/por-uma-autista/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Atualmente, diversas características "definem" a pessoa com autismo, sendo algumas delas: a falta de habilidade social, a distorcida comunicação interpessoal, os interesses restritos, o reduzido contato visual, os movimentos repetitivos, entre outras "definições" comuns a pessoas com esse transtorno.  <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/meu-infinito-particular/">Continuar lendo<span> Meu infinito particular</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- Start Audima Widget Injection --></p>
<div id="audimaWidget"></div>
<p><script src="https://audio.audima.co/audima-widget.js"></script><br />
<!-- End Audima Widget Injection --><br />
Atualmente, diversas características &#8220;definem&#8221; a pessoa com autismo, sendo algumas delas: a falta de habilidade social, a distorcida comunicação interpessoal, os interesses restritos, o reduzido contato visual, os movimentos repetitivos, entre outras &#8220;definições&#8221; comuns a pessoas com esse transtorno. Porém, de forma quase que majoritária, os fatos ocorridos com esta população são disseminados pelos não autistas, impossibilitando, então, um amplo entendimento dos acontecimentos.<br />
Assim, com o intuito de auxiliar à compreensão deste transtorno, transcrevo a releitura da música “Infinito Particular” de Marisa Monte, realizada por uma jovem com Síndrome de Asperger que, na inabilidade de expressão de seus sentimentos, observou na música um meio de representação de suas sensações, referentes ao período de seu pré-diagnóstico.<br />
“Eu mesmo não me aguento nesse meu infinito tão particular.<br />
Peço sem palavras, aos poucos que me amam:<br />
Façam sua parte para que eu possa lhes mostrar não só o pior de mim, mas sobretudo o meu melhor.<br />
Podem pensar que eu sou de Marte, mas eu juro que, apesar de possuir esse tal infinito particular, eu sou daqui!<br />
Muitos se perderam ao tentarem me adentrar, ao tentarem me olhar, mas eu, em pensamentos, implorava: &#8220;Vem, cara, me repara.&#8221;<br />
Para mim, que possuo o tudo e o nada a esconder, por ser pequenina e também gigante, com a minha voz muda eu sempre quis dizer:<br />
&#8220;Vem, cara, me declara&#8221;.<br />
Declara para mim mesmo que mistério é esse que eu vivo, pois para mim, viver é um segredo que eu almejo decifrar.<br />
Tenha certeza que o meu termômetro é um quilate, que o meu mundo, infelizmente, é portátil.<br />
Sei que tu sabes que eu não sou fácil de se ler, mas não é impossível como tu pensas, pois tenha certeza que eu sou porta bandeira de mim.<br />
Não vê? Tá na cara&#8230;<br />
Mas apesar de tudo isso, eu posso lhe afirmar: &#8220;Eu sou potável! Daqui tu podes beber.”<br />
Eu só lhe peço para ter o cuidado de não se perder ao adentrar no meu INFINITO PARTICULAR&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h6>Texto de  Andressa Leal</h6>
<p><script>console.log('Aud01');</script></p>
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			</item>
		<item>
		<title>2 de abril, Dia Mundial pela Conscientização do Autismo</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/2-de-abril-dia-mundial-pela-conscientizacao-do-autismo/</link>
					<comments>https://www.paratodos.net.br/2-de-abril-dia-mundial-pela-conscientizacao-do-autismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Apr 2017 23:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de Felipe me fez conhecer a solidão. Eu não conhecia nenhuma outra mãe que tivesse um filho 'daquele jeito', que não falava, não compartilhava, não aprendia, tinha ataques de fúria incompreensíveis para mim e principalmente para esse mundo tão cheio de padrões. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/2-de-abril-dia-mundial-pela-conscientizacao-do-autismo/">Continuar lendo<span> 2 de abril, Dia Mundial pela Conscientização do Autismo</span></a></p>
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O diagnóstico de Felipe me fez conhecer a solidão. Eu não conhecia nenhuma outra mãe que tivesse um filho &#8216;daquele jeito&#8217;, que não falava, não compartilhava, não aprendia, tinha ataques de fúria incompreensíveis para mim e principalmente para esse mundo tão cheio de padrões.<br />
Os anos de jornada me trouxeram uma legião de amigos que são pais e mães de crianças, jovens e adultos autistas. Mas não é só por isso que não me sinto mais só. É que entendi que eu não preciso consertar meu filho. Tem muito empenho para que ele progrida diariamente, claro. Mas eu só precisei aceitá-lo, com seu jeitinho único &#8211; às vezes bem difícil, mas a maior parte do tempo doce e divertido.<br />
Que o 2 de abril seja um dia para que vcs, pais e mães que se sentem sós, encontrem a sua, ou melhor, a nossa tribo e comecem a enxergar que o autismo é uma batalha diária, sim, mas está longe de ser um fardo. E que o sorriso no rosto de nossos filhos faz a luta valer a pena.<br />
? #2deabril #diamundialdoautismo</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h6>Texto de Luciana Calaza</h6>
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		<title>Desabafo de uma mãe de autista </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2017 19:03:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o sol nasceu hoje, acordei sabendo que, mais uma vez, serei alvo de julgamentos, por diversas vezes ao longo deste dia. Pois hoje, infelizmente, não será diferente de ontem. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/desabafo-de-uma-mae-de-autista/">Continuar lendo<span> Desabafo de uma mãe de autista </span></a></p>
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Quando o sol nasceu hoje, acordei sabendo que, mais uma vez, serei alvo de julgamentos, por diversas vezes ao longo deste dia. Pois hoje, infelizmente, não será diferente de ontem.</p>
<p>Minhas atitudes – ou a falta delas – serão consideradas equivocadas, permissivas ou castradoras por alguém em algum momento. Minha imagem refletida no espelho revela uma mulher cansada. Sem dúvida, as limitações e dificuldades trazidas pelo autismo de meu filho são grandes obstáculos a serem enfrentados. Mas meu cansaço maior tem outra origem.<br />
O que me leva à exaustão física e emocional são os muitos julgamentos e críticas, os olhares de reprovação em minha direção, recriminando-me.</p>
<p>Jamais busquei a perfeição; longe disso, apenas almejo a felicidade de meu filho. E esta felicidade passa, necessariamente, pela sua inclusão na sociedade. Inclusão na concepção mais abrangente da palavra. E para que esta inclusão aconteça, eu preciso lutar todos os dias, a cada segundo, incessantemente. Para que ele tenha seu direito à educação respeitado, por exemplo, é praticamente necessário que eu “lute” com “meio mundo” para que isto aconteça.</p>
<p>Mais de uma vez ao dia, preciso explicar às pessoas o que é autismo e por que meu filho tem direito à prioridade em filas de atendimento público ou privado. Alguns compreendem, mas a grande maioria não faz o menor esforço para isso. E isto cansa, sabe?</p>
<p>Existem dias tão difíceis que sinto vontade de “fugir” para bem longe de toda esta sociedade hipócrita. E, em alguns deste dias, fico imaginando que deveria existir um lugar onde eu e meu filho pudéssemos ser felizes, sem ninguém para recriminar o que quer que fosse. Mas então lembro que cabe a mim a tarefa de ajudar a construir este lugar. E esta é uma missão que jamais desistirei de cumprir, quer a sociedade colabore ou não para isso.</p>
<p>A triste realidade é que a grande maioria das pessoas é extremamente egocêntrica e pensa apenas em seu “próprio” umbigo. Não se importa com o outro, principalmente se este “outro” fizer parte das minorias. Na concepção de muitos, julgar e criticar é infinitamente mais cômodo e conveniente do que amar os diferentes.</p>
<p>O que muitos não veem, ou NÃO querem ver, é que julgamentos e críticas (destrutivas) apenas provocam sofrimento e dor naqueles que são alvo destas.<br />
O mundo seria um lugar muito melhor de se viver se todos nos colocássemos no lugar do outro! A tal da empatia, sabe? Aquela que muitos dizem que as pessoas com autismo não têm… todavia, percebo que empatia é “artigo de luxo” nos dias de hoje. Ninguém sabe as dores que trago em meu coração; tampouco veem as longas noites em que a insônia é minha triste companhia e o medo do futuro me atormenta como nunca. Poucos sabem que muitas vezes sorrio quando, na verdade, gostaria de chorar.</p>
<p>Gostaria que as pessoas procurassem nos entender e nos acolher, ao invés de nos oferecer olhares de reprovação. Seria tão reconfortante encontrar uma “mão solidária” ao invés de um dedo apontado.</p>
<p>A sociedade como um todo deveria compreender que nem toda deficiência é visível aos olhos, mas que todo o preconceito é odioso e odiável, venha de onde vier e de quem vier. O preconceito e as críticas da sociedade já provocaram grandes feridas em meu coração.</p>
<p>Apesar disso, sou forte, destemida e guerreira, por amor ao meu filho. Este amor que me move e me faz enfrentar intempéries e tsunamis é mais forte do que tudo.<br />
Este amor é capaz, inclusive, de VENCER a incompreensão e a intolerância.</p>
<hr />
<h6>*Trecho de <em>Denise Aragão* </em>extraído do livro &#8220;Eu, meu filho e o autismo: uma jornada inesperada.</h6>
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		<title>CRÍTICA: Sobre o Filho Eterno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editoria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2016 09:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De onde vem o luto dos pais de recém nascidos com síndrome de Down? Será que este luto é algo que existe naturalmente dentro de nós, aguardando para se realizar, sempre como uma possibilidade? Ou seria uma construção social? <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/critica-sobre-o-filho-eterno/">Continuar lendo<span> CRÍTICA: Sobre o Filho Eterno</span></a></p>
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<p>De onde vem o luto dos pais de recém nascidos com síndrome de Down? Será que este luto é algo que existe naturalmente dentro de nós, aguardando para se realizar, sempre como uma possibilidade? Ou seria uma construção social?<br />
Para responder a essa pergunta precisamos entender o que é esse luto. O luto é o resultado da constatação de que a criança não corresponde ao filho idealizado. Mesmo que muitos não alimentem o desejo de ter um filho mega inteligente, bem sucedido em qualquer aspecto da vida e admirado em seu meio, a maioria espera ter um filho &#8220;normal&#8221;. E o conceito de normalidade (assim como o de deficiência) é construído socialmente, no contexto capacitista em que vivemos, que inferioriza a pessoa com deficiência. Então, quando nasce uma criança com deficiência, ela desafia o conceito de normalidade construído socialmente, o que causa sofrimento aos pais.<br />
No entanto, a simples convivência com o filho mostra gradativamente aos pais o quanto é falaciosa a noção de normalidade e, em pouco tempo, mais para uns, menos para outros, é possível que todos aqueles conceitos pré-formados sobre a pessoa com deficiência se dissolvam no imaginário das suas famílias, restando a certeza de que não há um padrão de normalidade. Todos nós somos diferentes entre nós mesmos.<br />
Chegamos, assim, ao fim do luto. E, longe de representar a aceitação do filho, pois o luto não está contido apenas na rejeição, o período de enlutamento nos possibilita a desconstrução desses conceitos sociais capacitistas. Desses pré-conceitos, preconceitos que muitas vezes nem tínhamos clareza de estarem dentro de nós. Se eu não desconstruo minhas pré-compreensões sobre a pessoa com deficiência, durante a minha trajetória de enlutamento, mantenho equivocada e preconceituosa a minha visão sobre o meu filho. E, se não ofereço à sociedade um contraponto à visão capacitista, ajudo a manter consolidado o pré-conceito sobre as pessoas com deficiência, alimentando e renovando o preconceito.<br />
E é esse o contexto da narrativa do livro/peça/filme O Filho Eterno. O conflito interno de um homem que não conseguiu perceber o quanto suas compreensões sobre a síndrome de Down eram equivocadas. E, por não ter percebido, não as desconstruiu, até que ao final &#8220;aceitou&#8221; o filho sem jamais tê-lo conhecido de fato, pois o que aceitou foram os estereótipos através dos quais ele olhava para o filho. Tanto é assim, que o título presta homenagem a um dos maiores estereótipos &#8211; o de que as pessoas com síndrome de Down jamais serão autônomas, mas eternamente dependentes de seus pais.<br />
E, ao narrar essa trajetória, a principal mensagem que o filme nos passa é a de que tanto faz que todas aquelas pré-compreensões equivocadas sobre as pessoas com síndrome de Down sejam estereótipos, basta que você &#8220;aceite&#8221; seu filho. Mas, sem desconstruir tais pré-compreensões, não estamos aceitando nosso filho, o que estamos aceitando é a visão preconceituosa sobre ele. E, pior, estamos a reproduzindo.<br />
Para nós, pais de pessoas com síndrome de Down que desconstruíram o preconceito, é muito fácil perceber esse mecanismo. Mas, para o senso comum, não. Inevitavelmente, O Filho Eterno deixará à sociedade a mensagem de que nossos filhos correspondem a todo aquele estereótipo capacitista que compõe o imaginário do protagonista e que encontra sua rendição na &#8220;aceitação&#8221;. O filme tangencia a abordagem da síndrome de Down de uma tal forma, que não deveria se chamar O Filho Eterno e sim A Egotrip de um Pai, pois ali, o filho com síndrome de Down é apenas o gatilho para a narrativa. Não estou querendo dizer que as angústias de um ser humano não sejam válidas e nem legítimas. Mas então que se assumisse que o enredo é sobre o pai, sem importar muito quem ou o quê está dialogando com ele.<br />
Nada mais prejudicial à luta contra o preconceito e a discriminação às pessoas com síndrome de Down do que a mensagem de que são pessoas dependentes que só precisam de aceitação. Anos de esforços pelo esclarecimento da sociedade e luta pelo reconhecimento da autonomia das pessoas com síndrome de Down sendo embaçados pela força comercial de um filme produzido por uma gigante da mídia, que, para explorar a comoção social, naturaliza, legitima e romantiza o preconceito e a discriminação na sua forma mais cruel, a de um pai para com o seu filho. Naturaliza, legitima e romantiza porque a apresenta travestida de conflito interno. Nenhuma forma de preconceito deve ser celebrada apenas por estar romantizada. O Filho Eterno deixará como legado, ao senso comum, uma nova onda de consolidação de pontos de vista e considerações falaciosos sobre a pessoa com síndrome de Down.<br />
E quando eu pensava que isso era o pior que o filme poderia causar, assisti ao vídeo em que a Tathi Piancastelli desabafa após ver o trailer oficial do filme. E estou envergonhada. Envergonhada por não ter passado pela minha cabeça a dor que causaria a uma pessoa com síndrome de Down assisti-lo. Envergonhada por não ter perguntado antes a uma pessoa com síndrome de Down como ela se sentia diante de tudo isso. Me perdoe, Tathi. Ficou pra mim a lição sobre a necessidade de, em qualquer situação, sempre dar voz a quem tem de fato o protagonismo.<br />
Eis o desabafo da Tathi:<br />
<a href="https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1091297794301972&amp;id=842379442527143">https://m.facebook.com/story.php…</a></p>
<hr />
</div>
<h6><em>Por Gisele Fontes</em></h6>
<div class="gmail-_3x-2"></div>
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		<title>Juntos todos aprendem mais</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2016 15:28:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo conduzido pela Universidade do Kansas (UK) deu voz à perspectiva dos alunos sobre a educação inclusiva. E o resultado aponta que os estudantes - com ou sem deficiência - não somente são a favor de um ensino aberto a todos, como também reconhecem o valor de um ensino que respeita a diversidade <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/juntos-todos-aprendem-mais/">Continuar lendo<span> Juntos todos aprendem mais</span></a></p>
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<p class="kix-lineview-content">Um estudo conduzido pela Universidade do Kansas (UK) deu voz à perspectiva dos alunos sobre a educação inclusiva. E o resultado aponta que os estudantes &#8211; com ou sem deficiência &#8211; não somente são a favor de um ensino aberto a todos, como também reconhecem o valor de um ensino que respeita a diversidade. A pesquisa foi desenvolvida a partir de grupos de discussão com 86 alunos de seis escolas identificadas como exemplares da prática inclusiva, segundo o Centro SWIFT (Schoolwide Integrated Framework for Transformation) da UK &#8212; instituição que apoia escolas na hora de criar condições para que todos aprendam juntos, em salas de aula misturadas e com apoio especializado para quem precise.<br />
Segundo a universidade, alunos com e sem deficiência participaram de entrevistas sobre como são seus dias na escola e como interagem com professores e colegas. E as entrevistas apontaram que estudantes se sentem fazendo parte de uma comunidade de aprendizado inclusiva e ligados a seus professores e colegas. Eles consideram a cultura escolar positiva e reconhecem o efeito da inclusão. Também eram bem conscientes das práticas usadas pelas escolas inclusivas, tanto na sala e aula quanto na escola. Além disso, perceberam que as expectativas acadêmicas sobre eles eram altas e descreveram que tiveram apoio para responder a essas expectativas elevadas. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que os resultados acadêmicos de estudantes nas escolas inclusivas melhoram quando é oferecido um suporte eficiente em sala de aula.</p>
<p>&#8211; Nós também achamos que era de vital importância obter as perspectivas de ambos os estudantes, com e sem deficiência. Se vamos falar honestamente sobre inclusão, às vezes os alunos têm mais insights (“sacadas”) do que nós &#8211; disse Karrie Shogren, professora adjunta de educação especial e codiretora do Centro de Deficiências do Desenvolvimento da UK.<br />
O fato de os alunos terem reconhecido e interiorizado a mensagem da inclusão refletiu nos trabalhos das escolas. Um aluno sem deficiência chegou a dizer a respeito de sua experiência na escola inclusiva em que frequenta:<br />
&#8211; Esta é uma escola onde ninguém pode ser perturbado ou julgado pelo que se é&#8230; nós temos uma variedade de bons, diferentes alunos, e somos únicos e criativos e determinados e responsáveis.<br />
Os alunos também demonstraram compreensão sobre a inclusão e seus efeitos nos estudantes, acadêmica e socialmente. Os alunos sem deficiência descreveram como suas escolas enfatizam educar todos juntos. Muitos ainda apontaram os aspectos positivos do modelo, incluindo poderem ajudar seus colegas academicamente, receberem mais ajuda para eles mesmos e aprenderem a socializar com pessoas diferentes.<br />
&#8211; Todos os estudantes, com e sem deficiência, identificaram maneiras como a inclusão os ajudou em seu aprendizado &#8211; disse Shogren. &#8211; Isso é fundamental. Queremos que todos os alunos se beneficiem, e esses estudantes perceberam benefícios significativos. Também queremos que os alunos ajudem uns aos outros. Uma parte crítica de uma inclusão significativa é garantir que estudantes com deficiências tenham oportunidades de assumir papéis e responsabilidades acadêmicas e sociais.<br />
Estudantes de todos os grupos de discussão também mostraram que as práticas nas salas de aula de suas escolas são únicas. Muitas salas usam ensino em conjunto e dispositivos tecnológicos para ajudar os alunos. Estudantes narraram os aspectos positivos de ter mais de um professor presente, já que o segundo professor muitas vezes podia ajudar os alunos quando o outro professor estava ocupado.<br />
&#8211; As crianças perceberam a “individualização”, ou garantir que todos os alunos tenham a ajuda de que precisam &#8211; falou Shogren. &#8211; Eles queriam que todos e cada um dos alunos recebessem o que precisam, e não que as ajudas fossem limitadas a certos grupos de alunos.<br />
O estudo traz à tona não só a tão comumente ignorada perspectiva dos alunos, mas também oferece uma direção para futuras pesquisas e técnicas na implementação de práticas inclusivas nas escolas. O fato de que os alunos conheciam e podiam comunicar claramente os aspectos da educação inclusiva que funcionava pra eles mostra que a perspectiva dos estudantes deve ser considerada ao desenvolver e incorporar avanços educacionais, argumentaram os autores. Como outra prova no crescente conjunto de pesquisas demonstrando que a educação inclusiva beneficia todos os alunos, ele acrescenta um conjunto de evidências mostrando a importância de se considerar todos os alunos.<br />
&#8211; Essa não é apenas uma questão sobre deficiências. É sobre dar a melhor educação e apoio para todos os estudantes &#8211; disse Shogren.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h6><em>Tradução livre de Eliane Cunha,  baseado no artigo publicado originalmente no site da Universidade do Kansas (UK). Para ter acesso ao texto original em inglês, clique <a href="https://news.ku.edu/2016/03/25/study-shows-students-without-disabilities-all-recognize-benefits-inclusive-schools" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</em></h6>
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