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	<title>Arquivos Carla Codeço - Paratodos</title>
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		<title>O que vale é mesmo competir?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2017 12:28:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É fim de ano e as festividades típicas da época começam a aparecer. É um amigo oculto pipocando aqui e ali, despedidas e torneios entre as turmas da escola. Como de costume, na escola do meu filho, teve torneio também.  <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/o-que-vale-e-mesmo-competir/">Continuar lendo<span> O que vale é mesmo competir?</span></a></p>
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<p>É fim de ano e as festividades típicas da época começam a aparecer. É um amigo oculto pipocando aqui e ali, despedidas e torneios entre as turmas da escola. Como de costume, na escola do meu filho, teve torneio também. Ótima oportunidade para melhorar o entrosamento entre os colegas e selar aquelas amizades iniciadas lá no começo das aulas, que terminam por agora.</p>
<p>Meu filho estava SUPER empolgado! Escolher uma modalidade apenas entre futebol, vôlei ou basquete?! Nada disso! Disse que queria participar de todas! Empolgado era pouco para descrevê-lo. Você pode pensar aí que meu filho é daqueles craques que arrasam em tudo quanto é esporte, que faz o gol decisivo, que é o destaque nos bloqueios na rede e faz cesta de três pontos no final da partida de basquete. Mas não. Muito pelo contrário. Ele, por sua dificuldade de visão, nem sempre consegue acompanhar a trajetória da bola. Por sua deficiência intelectual, nem sempre consegue seguir as regras. Mas adora estar junto dos colegas, se esforça, vibra de alegria!<br />
Este ano deu ruim. Não com a empolgação dele, que não faltou. Mas houve uma reação dos colegas em relação à sua participação. O time ficaria fraco, se o Rafael fizesse parte dele.</p>
<p>Não tenho dificuldades em entender que meu filho não tem um desempenho invejável no esporte e durmo bem com isso. E até consigo entender que as crianças queiram jogar para vencer. Porém, o que não me desce a garganta é o fato de educadores não aproveitarem a oportunidade para ensinar a todos que, sim, é ótimo ganhar. Mas não a qualquer custo. Não vale ganhar roubando, chutando o adversário, e não vale ganhar deixando um jogador de lado. Acredito piamente numa educação integrada em que todos os aspectos vivenciados dentro de uma escola são oportunidades para educar. Desde o que está à venda na cantina, passando pelo cuidado com o lixo, até as aulas e torneios da educação física.<br />
Para educar é preciso aproveitar chances de ouro como esta para estimular a colaboração e promover o encontro entre amigos, fortalecer laços e desenvolver habilidades essenciais para nossas vidas. Não percamos nosso foco! Não podemos jogar fora uma oportunidade de cooperação em troca de uma competição onde a única coisa que importa é identificar e destacar os melhores, aqueles dignos de medalha. O resto não pode ser o resto.</p>
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		<title>Quem quer ser mais igual que os outros?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 18:09:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Paratodos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo. Não estou conseguindo parar pra organizar o pensamento e passar pro papel. Não faltam pensamentos, nem papel, mas tranquilidade sim. Tenho tido ideias de textos mas estas ficam pairando na minha cabeça apenas e não consigo parar e escrever.  <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/quem-quer-ser-mais-igual-que-os-outros/">Continuar lendo<span> Quem quer ser mais igual que os outros?</span></a></p>
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<p>Faz tempo que não escrevo. Não estou conseguindo parar pra organizar o pensamento e passar pro papel. Não faltam pensamentos, nem papel, mas tranquilidade sim. Tenho tido ideias de textos mas estas ficam pairando na minha cabeça apenas e não consigo parar e escrever. A ideia deste texto estava assim, na minha cabeça. Até que ontem eu vi esta matéria no jornal e não pude deixar de passar para o papel.<br />
Lá estava eu tentando relaxar durante umas curtas férias para retornar com as baterias recarregadas e pronta para voltar para rotina puxada.<br />
Relaxada em um dos ambientes de estar do hotel, vejo ao lado um livreto e pego para ler sem compromisso. Uma ótima oportunidade de esvaziar a cabeça para que o tão cobiçado ócio criativo possa tomar conta de mim e fazer seu precioso trabalho.<br />
Começo a ler apenas juntando as letras e as palavras, sem me preocupar em armazenar informação, justamente fazendo o contrário, deixando que a informação entrasse e saísse sem que nada ficasse retido. Pouco texto, alternado com imagens lindas e relaxantes&#8230;. E lá fui eu.<br />
Até que certas expressões foram ficando entaladas. Entravam e não saíam e iam formando um engarrafamento de ideias incômodas. O folheto de fácil leitura era um folheto de propaganda de uma rede de hotéis com fotos de lugares relaxantes que qualquer pessoa adoraria conhecer e passar uns dias. Mas o texto, em vez de marketear que é um lugar maravilhoso ao qual ninguém resiste, que agrada a gregos e troianos, faz justamente o marketing contrário. Vende que aqueles lugares são exclusivos. Exclusivos para poucos. Só para poucos escolhidos. Apenas para poucos merecedores.<br />
Aquilo foi me incomodando de tal forma que larguei o danado do livreto e fui caminhar em busca de outra atividade que fosse de fato relaxante. Já sei! Vou relaxar num sofá e ver um episódio de um seriado leve e alegre. Achei o sofá perfeito para os meus planos e quando fui me ajeitar para sentar, o que vejo? Uma almofada fofa, cuja estampa copiava pituras do século XVI e XVII à lá Jean-Baptiste Debret. Pinturas antigas com cenas de escravos. Olho em volta e não é apenas uma almofadinha num canto. São todas! Todas as almofadas têm estampas com cenas de escravidão. Juntando com as palavras do famigerado livreto “privilégio exclusivo” benefícios exclusivos”, minha cabeça começou a ferver novamente. Um período de nossa história triste e violenta que deve ser lembrado apenas como algo que nunca mais queremos repetir está ali, enfeitando o estar relaxante. Será que busca agradar a quem? Aos senhores de escravos? Onde estamos? Que situação é esta?<br />
Sim, sabemos que em nosso país a desigualdade social é gritante. Mas que marketing é este que considera isso como valor? Que marketing é esse que te oferece algo que só você pode ter, deixando explícito que muitos querem, mas não podem. Será que isso é um valor para muita gente? Pra mim, não. Acabou com minha tentativa de relaxamento.<br />
Mas o que isto tem a ver com inclusão? Tudo! Sempre que acharmos que alguns apenas podem, alguns apenas têm direito, todo e qualquer motivo é motivo para excluirmos outras pessoas de nosso convívio, de nosso ambiente. Quando deveríamos reconhecer que todos somos seres humanos e temos direito de estarmos sempre todos com todos.</p>
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		<title>Por mais bilhetes, por menos bilhetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2017 12:36:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Paratodos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estávamos nós, em família, no restaurante. Mais um domingo daqueles em que bate uma preguiça de cozinhar e lá vamos nós pra rua almoçar.<br />
Papo vai, papo vem, quem quer o quê. Cada um de nós faz seu pedido ao garçom. Rafa não tem dúvidas ... <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/por-mais-bilhetes-por-menos-bilhetes/">Continuar lendo<span> Por mais bilhetes, por menos bilhetes</span></a></p>
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<p>Estávamos nós, em família, no restaurante. Mais um domingo daqueles em que bate uma preguiça de cozinhar e lá vamos nós pra rua almoçar.<br />
Papo vai, papo vem, quem quer o quê. Cada um de nós faz seu pedido ao garçom. Rafa não tem dúvidas, vai no seu prato favorito que, aliás, é o favorito da maioria dos brasileiros: arroz, feijão e bife. E complementa! Ah, um suco de abacaxi com hortelã, por favor!<br />
Conversa vai, conversa vem, chegam os pratos e vamos nos organizando para saborear. Estava tudo delicioso.  Aproveitamos este momento para saber como foi a semana de cada um, planos futuros, quereres, chateações. Estar em família! Depois da refeição, sobremesa e cafezinho. Rafa e Joana vão de sorvete.<br />
Você deve estar se perguntando por que escrevo esta estória aqui neste site sobre inclusão se é uma cena tipicamente normal.<br />
Ah, mas, entre os protagonistas, havia uma pessoa com deficiência intelectual. O Rafa, meu filho do meio, que tem síndrome de Down. Então, estamos sendo inclusivos, usando estratégias especiais e diferenciadas para poder adaptar nosso almoço de domingo ao nosso filho que tem questões específicas ligadas à SD. Será?? Pra nós, era apenas um almoço em família.<br />
Eis que, quando chamamos o garçom para pedir a conta, ele nos trás também um guardanapo. Dobradinho. Um guardanapo com um bilhete. Um bilhete que nos qualifica como uma família nota dez que lida com a deficiência como deveria ser! De uma forma maravilhosa! Bem resolvida!<br />
Então, vou contar o segredo pra vocês. Sabe o que é preciso para ser uma pessoa verdadeiramente inclusiva??! Olhar o outro. Simples assim. Não como você gostaria que ele fosse, não como ele deveria ser, mas como ele é e respeitá-lo e cuidar do outro como devemos cuidar de todos e de cada um. Mas e se este outro tem alguma deficiência? É simples, olha para a pessoa em primeiro lugar. A deficiência é apenas mais uma de suas muitas características! Quem sabe, assim, mais bilhetes como esses serão entregues a muitas famílias&#8230; até chegarmos a um ponto de não ser necessário mais bilhete algum!</p>
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		<title>Pro que é, tá bom!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Apr 2017 12:03:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não tenho talento para telepata, nem me aventuro nas artes de adivinhação, mas já perdi a conta das vezes que intui que o pensamento que passava na cabeça do meu interlocutor era exatamente este: “Pro que é, tá bom.”. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/pro-que-e-ta-bom/">Continuar lendo<span> Pro que é, tá bom!</span></a></p>
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<p>Não tenho talento para telepata, nem me aventuro nas artes de adivinhação, mas já perdi a conta das vezes que intui que o pensamento que passava na cabeça do meu interlocutor era exatamente este: “Pro que é, tá bom.”.</p>
<p>Estas epifanias tiveram início depois do nascimento do meu filho do meio que tem hoje 11 anos e síndrome de Down. Desde comentários de censura de estranhos dirigidos a nós, pais, quando ele manifestava algum comportamento inadequado “Deixa ele!” ou “Tadinho, ele não entende&#8230;”. Até médicos já manifestaram este tipo de convicção, o que torna a coisa ainda mais nociva.</p>
<p>A mais recente foi numa consulta ao oftalmologista. Fomos fazer a revisão anual. Muito importante pra nós porque a visão é um de seus pontos fracos. Por causa do nistagmo congênito, ele tem baixa visão e, além disso, uma miopia significativa. Procuramos não deixar de atualizar a lente anualmente para ajudar ao máximo a corrigir o que é possível de sua acuidade visual. Pois bem, lá fomo nós à consulta.</p>
<p>Desta vez, meu filho não colaborou em nada nos exames. Estava desatento, de saco cheio e não juntou lé com cré. Pois bem, o médico fez aquela avaliação através dos aparelhos e da refração da luz, mas ficou sem o feed back de qualidade de visão que ele deveria ter dado. O médico argumentou que seria suficiente e que fazem a avaliação desta forma com crianças pequenas e que seria preciso o bastante.</p>
<p>Mas a cereja do bolo veio quando, ao final da consulta, foi feita a comparação do quanto o grau mudou, comparado ao da última consulta. A miopia passou de 3 para 4,5. E lá veio a bomba: se eu não estivesse planejando novos óculos, que tava bom assim, não faria muita diferença pro Rafa, não. Tive que engolir, pela enésima vez a mensagem “pro que é tá bom” e me calar. Até quando??</p>
<p>Até quando vamos alimentar este tipo de conduta? Até quando vamos depositar nas pessoas com deficiência as expectativas mais baixas? Até quando vamos lhes negar direitos e respeito? Até quando deixaremos de investir já que não vai dar em nada mesmo?! Até quanto restringir o investimento porque pro que é tá bom? Chega! Até quando vai ser assim?</p>
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		<title>Pais nocivos</title>
		<link>https://www.paratodos.net.br/pais-nocivos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2016 21:56:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho pena de algumas crianças. Digo isso com uma profunda dor no coração. Tenho pena de várias crianças. Aliás, de muitas crianças. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/pais-nocivos/">Continuar lendo<span> Pais nocivos</span></a></p>
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<p>Tenho pena de algumas crianças. Digo isso com uma profunda dor no coração. Tenho pena de várias crianças. Aliás, de muitas crianças.</p>
<p>Tenho pena de crianças que conheço; doutras somente ouvi falar. Tenho pena não de seus déficits de atenção, de seu autismo, de sua hiperatividade, ou de sua incapacidade de ter compostura. Tenho pena porque suas famílias não lhes respeitam ou, pior, resistem em aceitá-las como são. Juram amá-las, mas lhes negam a possibilidade de um diagnóstico ou tratamento. Reconhecem, claro, que há algo, digamos, fora dos padrões naquele filho. E pedem, clamam, imploram, um pouco mais de paciência com seus rebentos. Ignoram, pois, que inadequações fora de controle irritam, perturbam, incomodam, machucam até muita gente &#8211; a começar pelos próprios. E, então, ataques de fúria ou rompantes nervosos ou incompreensões são traduzidos, pelo público ao redor, como pitis, faniquitos, mimimis e falta de educação de filhos mimados e sem limites. É justo pensarem isso dessas crianças? Uma coisa é certa: estamos falando de pais nocivos.</p>
<p>Nesse momento, preciso fazer uma pausa, pois o leitor novo por aqui pode achar que sou dessas que saem julgando as crianças e condenando seus pais, sem saber a história de vida daquela família. Já aviso: não sou dessas. Vivo a inclusão. Respiro inclusão. Conheço o lado A, o B e até o Z desta vida. E essa negação dos pais é uma das piores facetas da inclusão (ou seria da exclusão?). E, portanto, também sei identificar quando estou de frente a uma família que enxerga a condição dos filhos, mas lhe nega tratamento, seja por vergonha de si ou do outro, e, de quebra, educa os filhos muito mal. Ah, sim, o fato de ter um filho com alguma deficiência não traz atestado de bons pais, não. A geração de crianças e adolescentes que temos aí não sabe ouvir não, é lançada a eletrônicos, é carente dos pais e mandam em casa. E, parte desses filhos está dentro universo de pessoas com deficiência.</p>
<p>Diante do comportamento dos filhos, interpretado socialmente como inadequado, desculpam-se trazendo diagnósticos quase infantis que atestam a deficiência&#8230; das famílias. Dá vontade de tomar a guarda dessas crianças. Já ouvi coisas como ele tem &#8220;uma resistência à frustração&#8221;, ou &#8220;certa inabilidade social&#8221;. Já ouvi de uma mãe que não conseguia conter o filho após perder uma partida de damas que ele tinha &#8220;uma pequena dificuldade em seguir as regras&#8221;. Já vi crianças gritarem com adultos e o pai se virar e sentenciar que o filho tinha um problema em reconhecer autoridade&#8221;. Já arregalei os olhos com as manias alimentares, nada saudáveis, mas sempre justificáveis. Já vi uma menina xingar um colega e se debater no chão porque ele não queria lhe emprestar seu brinquedo e a mãe bradar aos sete ventos que &#8220;ninguém entende a sua filha&#8221;. Oh, céus!</p>
<p>E, aí, ninguém mesmo: da portaria do prédio à escola, da professora ao salva-vidas da piscina, dos colegas de turma aos amiguinhos da capoeira. Ninguém entende mesmo. Ora, ora, nem mesmo a própria família. Sem aceitar que um filho tem uma questão que requer tratamento, os pais cometem um erro cruel com seus filhos: sabotam seus cuidados. Não levam seus filhos aos médicos ou, quando os levam, apenas o fazem para bater ponto. Não seguem as orientações dos profissionais que estão ali para tratar do filho. Aliás, muitos têm uma agenda cheia de psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos etc etc. Tem famílias que aparecem nos consultórios dos papas da psiquiatria infantil, mas esquecem de comprar o remédio tarja preta do filho ou insistem em manter na escola bilíngue que o médico mandou tirar há três anos. Ouvem exatamente aquilo que querem ouvir &#8211; ou que dão conta de ouvir. Ah, quer irritar um pai nocivo? Pergunte se sua criança é aluno em situação de inclusão na escola. Chegue para trás nessa hora, pois a ira desse parente pode lhe custar um dente.Então, esse pai ou essa mãe que acha que o filho é como qualquer um, salvo quando contrariado, salvo quando com fome, salvo com soninho, salvo quando&#8230;, não percebe fatos como a solidão na escola, a impaciência de um professor, a inabilidade de uma tia, babá ou empregada, o cansaço que gera ao redor. É a criança que traz terremotos, mas ela é absolutamente igual aos demais da sua geração. Então, não é do nada que um adolescente vai ser expulso da escola, do curso de inglês, da aula de judô. Também não é do nada que as crianças da turma não queiram sua companhia na hora do recreio. Nada é do nada. Um risco que a família não viu? Ou não quis ver?Tenho pena de algumas crianças, sim. E tenho pena de seus pais. Nocivos a seus filhos e, sem perceber, a si próprios.  ⁠⁠⁠⁠</p>
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		<title>Dia do Nistagmo </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Nov 2016 02:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, 6 de novembro, é o dia de conscientização do Nistagmo. Por coincidência, aos 6 anos, meu filho Rafael foi diagnosticado com baixa visão devido ao nistagmo que tem desde que nasceu. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/dia-do-nistagmo/">Continuar lendo<span> Dia do Nistagmo </span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br/dia-do-nistagmo/">Dia do Nistagmo </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.paratodos.net.br">Paratodos</a>.</p>
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<p>Hoje, 6 de novembro, é o dia de conscientização do Nistagmo. Por coincidência, aos 6 anos, meu filho Rafael foi diagnosticado com baixa visão devido ao nistagmo que tem desde que nasceu. Rafael também tem síndrome de Down e a incidência de Nistagmo em indivíduos com SD chega a 18%, conforme <a href="https://www.facebook.com/notes/1020112744673282/">estudo</a>.<br />
Resolvi, então, colaborar com esta campanha  de conscientização. É muito importante o diagnóstico correto do nistagmo &#8211; ainda que os vários médicos que consultamos diziam para não nos preocuparmos, que a movimentação involuntária nos olhos não era nada. Mas, somente após feito o diagnostico, é que pudemos buscar adaptações na escola e no dia a dia para ajudá-lo a lidar com sua condição visual. Até então, ele estava sozinho nessa busca.<br />
Um dos efeitos do movimento involuntário dos olhos é a demora a conseguir o foco e a consequente “memorização visual”. Por isso, não se espante quando, em uma festa, o Rafael cumprimentar você algumas vezes como se estivesse te vendo pela primeira vez. Isso não acontece quando estamos numa festa em que já conhece as pessoas e pode realmente reconhecê-las e registrar em quem já de deu os dois beijinhos ou os tapinhas nas costas.<br />
Uma vez, quando estávamos na piscina do clube, cheia de gente, nadei pra perto dele e ele falou pra mim: “Oi, tudo bem?!”. Depois de um tempinho, ele se aproximou e sussurrou: “Mãe, é você?!”<br />
Com o objetivo de esclarecer sobre o que é o Nistagmo, traduzi o texto abaixo que traz algumas dicas para professores:</p>
<h5> AJUDANDO ALUNOS COM NISTAGMO</h5>
<p>O nistagmo é a deficiência visual grave mais comum entre as crianças em idade escolar. Trata-se de um movimento involuntário dos olhos que não pode ser curado ou corrigido pelo uso de óculos ou lentes de contato, embora alguns alunos possam usar lentes para corrigir outros problemas de visão.<br />
Alunos com nistagmo tem sempre uma qualidade de visão muito ruim à distância, provavelmente será preciso sentar-se na frente da turma.<br />
Além disso, eles:</p>
<h6>1.Podem olhar em uma direção específica (no ponto nulo onde os olhos movem menos) ou movimentar a cabeça para conseguir uma melhor visão mas, ainda assim, limitada</h6>
<h6>2.Podem precisar de mais tempo quando, por exemplo, estiverem lendo ou copiando do quadro. Esta não é uma indicação da sua capacidade de leitura.</h6>
<h6>3.Podem ter dificuldades para fazer contato visual.</h6>
<h6>4.Deverão ter suas próprias cópias de livros e outros materiais para que possam visualizá-los a uma distância e ângulo confortáveis.</h6>
<h6>5.Devem ter uma cópia em sua própria mesa da matéria exposta no quadro.</h6>
<h6>6.Apresentarão uma piora na visão (seus olhos se movem mais) quando estão cansados, nervosos, estressados, doentes ou muito excitados. Então, a capacidade do que estes alunos podem ver e fazer durante todo o dia irá variar.</h6>
<h6></h6>
<p>Felizmente, com paciência, compreensão e ajuda, a maioria dos estudantes com nistagmo atinge o seu potencial na escola.<br />
Você pode ajudar:</p>
<h6>1.<strong>LETRAS GRANDES E EM NEGRITO </strong>&#8211; Escrevendo em fonte grande, em negrito e com todas as letras em maiúsculas.</h6>
<h6>2.<strong>PROXIMIDADE</strong> &#8211; Permitindo-lhes que segurem os objetos perto de seus olhos para melhor visualização.</h6>
<h6>3.<strong>CONTRASTE</strong> – Usando cores fortes e com bastante contraste. Escrevendo, por exemplo, com preto sobre fundo branco, preto sobre fundo amarelo . Além disso, leia em voz alta quando estiver escrevendo no quadro.</h6>
<h6>4.<strong>CONVERSE</strong> &#8211; Discretamente incentive e encorage o estudante a expor suas dificuldades visuais e converse sobre as dificuldades que ele apresente a você.</h6>
<h6>5.<strong>MURAIS</strong> – Fixe os displays de parede no nível dos olhos de forma que o aluno possa facilmente acessá-los.</h6>
<h6>6.<strong>AMPLIAÇÃO</strong> &#8211; Fornecer impressões em letras grandes.</h6>
<h6>7.<strong>INVOLUNTÁRIO</strong> – Tenha consciência que não é possível parar o Nistagmo.</h6>
<h6>8.<strong>ILUMINAÇÃO </strong>&#8211; Proporcione uma boa iluminação no teto ou com luz de tarefa. Mas lembre-se de que a luz solar brilhante ou brilho pode causar incômodo.</h6>
<h6>9.<strong>POSIÇÃO DO ALUNO DENTRO DE SALA</strong> – Converse com o aluno sobre a melhor posição para ele ver o quadro. Na tentativa de tentar enxergar melhor, ele pode girar a cabeça e parecer não olhar para a frente.</h6>
<h6><strong>10. SOMBRAS</strong>– Permita o uso de óculos escuros (prescritos por um oftalmologista) e/ ou boné/ chapéu/ viseira em local externo com luz brilhante.</h6>
<h6>11.<strong>ESPORTES</strong> – Conversar com o aluno sobre os jogos mais adequados. Geralmente é difícil de seguir ou pegar uma bola em movimento rápido, por exemplo.</h6>
<h6>12.<strong>TEMPO</strong> &#8211; Conceder mais tempo para que o aluno com nistagmo complete as tarefas, se necessário.</h6>
<h6>13.<strong>GUIA</strong> &#8211; Permitir o uso de um cartão, régua ou o dedo ao ler.</h6>
<p><strong>Cada aluno com nistagmo é um indivíduo cuja visão vai variar. Eu ou você podemos ter outros problemas oculares também. Muitos têm pouca noção da forma como o nistagmo afeta sua visão e não vão querer chamar a atenção para si por causa de sua visão deficiente.</strong></p>
<h6>Fonte: Yellow Card &#8211; © Nystagmus Network , 2010</h6>
<h6><a href="http://www.nystagmusnet.org/cms/index.php/resources/education-resources">http://www.nystagmusnet.org/cms/index.php/resources/education-resources</a></h6>
<h6>Tradução: Carla Codeço</h6>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>No apagar das luzes da Paralimpíada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 18:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia desses, reparei que nas partes laterais de um prédio no Centro do Rio estava sendo pintado um mural. Curiosa, passei a acompanhar, desde então, cada traço acrescido, dia após dia, com grande interesse, principalmente ao perceber que havia, na pintura, uma pessoa em cadeira de rodas. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/no-apagar-das-luzes-da-paralimpiada/">Continuar lendo<span> No apagar das luzes da Paralimpíada</span></a></p>
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			<p>Dia desses, reparei que nas partes laterais de um prédio no Centro do Rio estava sendo pintado um mural. Curiosa, passei a acompanhar, desde então, cada traço acrescido, dia após dia, com grande interesse, principalmente ao perceber que havia, na pintura, uma pessoa em cadeira de rodas.<br />
Foram vários dias de expectativa até ver a cena completa: uma disputa de bola e uma iminente sesta. Era uma partida de basquete em cadeira de rodas. Que legal! Mais um holofote na deficiência. Pintura que precisa ser comemorada por nós que tanto lutamos para que as pessoas com deficiências sejam vistas, respeitadas. Agora o tema está exposto num grande mural, imenso, colorido, no final de uma grande avenida, onde todos os olhos acabam indo parar. Não dá pra ignorar, olhar pro lado ou fingir que não viu. A deficiência está ali. Protagonismo 1 x invisibilidade 0. E está representada de forma ativa, colorida, com movimento. Pra cima!<br />
Fiquei satisfeita ao ver o painel completo. Todo dia ao sair do escritório batia os olhos nele. Admirava. Mas confesso que, aos poucos, aquele mesmo painel passou a me incomodar. Tinha alguma coisa ali que não estava certa. Então, reparei que todos os atletas foram representados segurando com firmeza suas respectivas cadeiras, como se ela fosse o freio de sua vida e não a maneira para se estar ali. Inclusive o atleta que, na cena, lança a bola para a sesta. Lançava com uma das mãos e a outra ali, agarrada na sua cadeira, como se ele precisasse segurar nela para não cair. A pintura ficou, na verdade, estática, ao contrário da cena que o artista tentou retratar: uma partida de basquete tem garra, suor e, acima de tudo, mãos livres para fazer a sesta. Ou para levantar o atleta que cai.<br />
Pensei que podia ser coisa da minha cabeça. Baixa a ativista, cri-cri da inclusão outra vez, implicando com algum detalhe que não lhe desce na garganta&#8230;</p>
<p>Resolvi então relembrar as partidas reais através das inúmeras fotos de registro das partidas de basquete da Paralimpíada. E bingo! Não era só o meu olhar . Estava lá na foto. Os atletas e suas cadeiras são um só. Na performance atlética, a cadeira e seu corpo são de uma harmonia e sincronia impressionantes. Harmonia e não um forma  de passividade ou resignação.  Veja você mesmo.<br />
Puxa, fiquei pensando&#8230; Um artista resolve registrar esta cena, dar destaque a uma disputa de bola feita por atletas em cadeiras de rodas. Certamente há nele a admiração por estes atletas, por seu desempenho em tantas modalidades de jogos olímpicos. Por outro lado, não conseguiu evitar de impregnar sua pintura com a cor do preconceito, da ideia preconcebida, pessoas com deficiência estão presas às suas cadeiras, tentam superar sua deficiência ao disputar nos Jogos Paralímpicos. Fazem bonito, apesar da deficiência &#8211; e não com ela.<br />
Já está mais do que na hora de nos darmos conta, nós todos, de que a deficiência não é algo que deve ser superado. Ela é parte do todo que compõe aquele indivíduo. Que pode ser atleta, médico, professor, mecânico, artista, chef de cozinha, arquiteto, secretária, pode ser o que quiser. O céu é o limite! Isso, claro, desde que não criemos barreiras físicas ou atitudinais que dificultem sua inserção na sociedade; que não impossibilitem que circule pelas ruas numa boa em sua cadeira ou com sua bengala.<br />
Estas barreiras sim é que devem ser superadas. Dia após dia.</p>

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		<title>Você pode trocar a sua pena por respeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 12:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muita gente revela ter pena das pessoas com alguma deficiência. Confundem direitos com ajuda; respeito com “tadinho, ele é café com leite!”. Trocam a firmeza de uma bronca pela proteção máxima "não briga com ele não, coitado!”. <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/voce-pode-trocar-a-sua-pena-por-respeito/">Continuar lendo<span> Você pode trocar a sua pena por respeito</span></a></p>
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<p>Muita gente revela ter pena das pessoas com alguma deficiência. Confundem direitos com ajuda; respeito com <em>“tadinho, ele é café com leite!”.</em> Trocam a firmeza de uma bronca pela proteção máxima <em>&#8220;não briga com ele não, coitado!”.</em> E continuam, continuam. <em>&#8220;Pobre daquela moça que não consegue entrar na igreja por estar numa cadeira de rodas?!&#8221; &#8220;Pobre do menino que não consegue acompanhar o conteúdo apresentado em sala de aula porque tem deficiência intelectual&#8221;.</em> &#8220;<em>E o Fulano que, para atravessar a rua, precisa que alguém o diga se o sinal está aberto ou fechado?! Ô, dó&#8221;. &#8220;É um problema isso de ser cego&#8221;. &#8220;E o Ciclano, tadinho, preso a uma cadeira de rodas?! Tristeza! Dá pena até de olhar, não?&#8221;</em> Então, se sua piedade não virar misericórdia, ela vira invisibilidade: você vira o pescoço, atravessa a rua, finge que não vê, desvia o olhar.</p>
<p>Vamos parar e repensar nesta forma de ver o outro? Não é por ter deficiência que se é café-com-leite. Não é por ter deficiência que se deve receber carinho fora de hora. Não é por ter deficiência que devem fazer questão de dar bom dia ou deixar de chamar a atenção se for necessário. Não é por alguém ter deficiência que você precisa correr pra ajudar aquele que não pediu ajuda. Tente ver essa pessoa como o Zé da Esquina. Como mais um. Mais um que tem direitos. Assim como você. E, quando hesitar, lembre-se: o problema não está na pessoa com deficiência e sim fora. Nas atitudes, nos obstáculos, na falta de acessibilidade. Nas inúmeras barreiras ao longo da vida, dos nãos, da falta de gente que acredite.</p>
<p>Em vez de sentir pena ao ver uma pessoa na cadeira de rodas, querido arquiteto, não se esqueça de projetar no acesso principal do seu edifício uma bela rampa! Em vez de sentir pena do aluno que não consegue acompanhar o conteúdo dado em sala, professor, não se esqueça de pensar num formato que atenda a todos os estudantes. Mude atividades, troque deveres, mexa nas cadeiras, crie. Em vez de sentir pena porque o moço não atravessa a rua sozinho, político, em vez de pensar em projetos assistencialistas, colabore na construção de uma cidade acessível com sinais sonoros, rampas e pisos táteis.</p>
<p>Deixe seu olhar de pena de lado. Vamos juntos construir um mundo sem barreiras. Enquanto o sinal sonoro em frente à escola não for instalado, dá para aceitar a sua colaboração na hora de atravessar a rua. Enquanto a escola não providencia um material e formas alternativas de ensino, virá em boa hora sua colaboração na construção de uma escola mais inclusiva para todos. Enquanto as diferenças ainda forem vistas com pena, tem peso de ouro a sua participação na construção de uma sociedade mais tolerante e com respeito ao outro.</p>
<p>Troque sua carinha de pena por uma bela expressão de respeito ao outro. E de reconhecimento de que todo o indivíduo é um ser que tem direitos e deveres. Todos. Sem exceção.</p>
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		<title>Nas Amarelas finalmente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 May 2016 16:29:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Ciça Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que a deficiência foi parar na Veja. E é Débora quem representa milhões de pessoas com deficiência que lutam por um espaço nas páginas amarelas das suas vidas. Mas a expectativa de uma boa leitura ficou ali pelo editorial e ainda na introdução da entrevista. Só que, quando nos deparamos com a entrevista em si, ai, que frustração.<br />
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			<div></div>
<div>Eis que a deficiência foi parar na Veja. E é Débora quem representa milhões de pessoas com deficiência que lutam por um espaço nas páginas amarelas das suas vidas. Mas a expectativa de uma boa leitura ficou ali pelo editorial e ainda na introdução da entrevista. Só que, quando nos deparamos com a entrevista em si, ai, que frustração.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>Será que é tão difícil assim acreditar que seria viável uma entrevista com perguntas instigantes?! Uma mulher de 34 anos que estudou, tem 10 anos de carreira e, ainda por cima, faz palestras motivacionais&#8230;! Que já falou para públicos diversos e de diversos países como Brasil, Argentina, Portugal e Estados Unidos?! Tendo, inclusive uma fala na sede da ONU em Nova York, pelo Dia Internacional da Síndrome de Down. Certamente esta pessoa tem muito conteúdo para prender a atenção de nós, leitores, atrair nosso interesse. Mas a jornalista certamente não partilhava desta mesma perspectiva.</div>
<div></div>
<div>Quando mergulhei na leitura da entrevista, foi uma decepção só. Perguntas pueris e infantilizantes. Por que será?! O preconceito da jornalista ficou registrado através das linhas escritas nas amarelinhas. Que pena! Sem falar dos termos usados que estão pra lá de obsoletos! Portador?! Anomalia?! Necessidades especiais?! Não se esqueça que a pessoa com deficiência é uma pessoa como qualquer outra. E deve ser valorizada como tal ao invés de ser subtraída por ideias limitantes pre concebidas. Está aí a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência que não nos deixa esquecer.</div>
<div></div>
<div>Mas nem tudo está perdido. Débora continuará encantando e esclarecendo muita gente em suas palestras sobre inclusão. Continuará seguindo em frente, conquistando cada vez mais autonomia e realizando seus sonhos, inclusive o de sair sozinha e, certamente, terá outros tantos sonhos a conquistar.</div>
<div></div>
<div>Falo não só da Débora, mas também de tantas outras pessoas com deficiência que estão aí, neste mundão a mostrar que são pessoas como tantas! A mostrar pra muito jornalista que vale sim estudar, se atualizar e se preparar para entrevistar uma pessoa com deficiência intelectual. Acreditar no potencial das pessoas é sempre a melhor opção!</div>
<div></div>
<div>Estes dias me deixei surpreender pela leve e bem humorada campanha da ALESC “Todos somos iguais porque somos diferentes”, super bem humorada que sacode a poeira de qualquer ideia pre concebida:</div>
<div></div>
<div></div>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Por Carla Codeço e Ciça Melo</h6>
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		<title>⁠⁠⁠Inclusão? Cadê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2016 15:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje se fala muito em inclusão. Assunto da hora. Principalmente depois da aprovação da LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e de todo o alvoroço que a implementação da lei causou nas escolas. Vemos reportagens, posts nas redes sociais, e o assunto como bandeira de marketing&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/%e2%81%a0%e2%81%a0%e2%81%a0inclusao-cade/">Continuar lendo<span> ⁠⁠⁠Inclusão? Cadê?</span></a></p>
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<p>Hoje se fala muito em inclusão. Assunto da hora. Principalmente depois da aprovação da LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e de todo o alvoroço que a implementação da lei causou nas escolas. Vemos reportagens, posts nas redes sociais, e o assunto como bandeira de marketing em algumas escolas. Mas será que esta inclusão existe de fato ou é apenas uma película que recobre a comunidade escolar? Olhando de cima ela tá lá, mas se mergulharmos, cadê?!</p>
<p>A convivência com outros alunos com deficiência hoje é muito comum. Estas crianças saíram das escolas especiais e estão lá, junto com todo mundo. Todos juntos e misturados, o que é ótimo. Mas, mesmo com toda esta convivência, as pessoas com deficiência acabam não fazendo parte de fato do cotidiano dos demais. São filtradas. Ficam retidas a uma convivência superficial. Filtrados pelos colegas de turma, filtrados pelos professores, filtrados pelos responsáveis dos alunos típicos e às vezes até mesmo pelos seus familiares. A convivência que existe é uma convivência cenográfica. Existe apenas no cenário escolar. O dia a dia das pessoas com deficiência e suas particularidades é tão distante da vivência da maioria que é mais fácil fingir que ela não está ali. Infelizmente, este assunto ainda incomoda e por isso fica invisível.<br />
Como é possível que com tantos holofotes em como fazer a inclusão, em como se adaptar à LBI, na preparação da equipe pedagógica, etc e tal a cruel invisibilidade continue ali?! Presente todo santo dia? Quanto mais evidente é, mais difícil enxergar. Nas reuniões de turma de escola ainda não se fala sobre a mediação, apesar de os mediadores estarem inseridos dentro de sala no convívio direto com todos os alunos. É como se elas não existissem. Na reunião de pais ouve-se falar de como está o desenvolvimento escolar da turma mas você não reconhece seu filho em nenhuma frase de todo o discurso da professora. É como se ele não fizesse parte da turma. Ao pensar numa festa para os coleguinhas de escola dos filhos muitas famílias deixam de convidar as crianças com deficiência mesmo com a convivência diária. É como se não fizessem parte do grupo. Escolas que planejam excursões escolares e excluem os alunos com deficiência destes passeios. É como se não fossem alunos.</p>
<p>Quanto mais incomoda, mais invisível fica. Só quando estas pessoas forem vistas com respeito serão reconhecidos seus direitos e a convivência se dará de maneira verdadeira, com a formação dos devidos vínculos, de forma natural. Com o reconhecimento do outro como pessoa de direitos. É que a invisibilidade vai dar lugar à amizade, à confiança, à empatia.</p>
<p>Infelizmente, ainda hoje, os assuntos relativos àinclusão ainda são tratados de forma velada, envolvendo apenas os &#8220;interessados&#8221;. Mas peraí, não somos nós todos interessados neste assunto no final das contas?! Sim, porque mesmo que você não tenha alguma deficiência ou um parente próximo com deficiência, você mesmo tem suas particularidades, não é?  Pode ser um ritmo mais acelerado ou mais lento que seus colegas de trabalho,  pode ser alto o bastante para ter que abaixar para passar em determinados lugares ou largo o bastante para se sentir desconfortável numa cadeira de cinema, pode não enxergar um palmo adiante do seu nariz sem seus óculos de miopia.</p>
<p>É preciso falar abertamente sobre inclusão.  É preciso falar abertamente sobre as diferenças. Afinal, uma sociedade que acolha a todos é essencial. Precisamos parar de achar que ela já existe apenas porque seu filho tem um coleguinha com deficiência em sua turma. E precisamos construí-la já! Esta construção começa nos núcleos familiares e nas escolas. Só através da educação para a diversidade esta construção será possível. O que você está fazendo para que todos caibam no seu TODOS*?</p>
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(Frase final inspirada no livro “Quem cabe no seu todos?” de Claudia Werneck)</h6>
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