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	<title>Arquivos intolerância - Paratodos</title>
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	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
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		<title>Sorria, você está sendo filmado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Codeço]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2015 16:53:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carla Codeço]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Síndorme de Down]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nós do Paratodos ficamos perplexos ao ler a nota publicada no O Globo sobre um acontecimento lamentável. Uma professora, isso mesmo, PROFESSORA da Faculdade Hélio Alonso &#8211;  FACHA, expressou seus pensamentos de forma leviana frente a uma turma repleta de alunos. Seria, e foi, muita&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/sorria-voce-esta-sendo-filmado/">Continuar lendo<span> Sorria, você está sendo filmado!</span></a></p>
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<p>Nós do Paratodos ficamos perplexos ao ler a nota publicada no O Globo sobre um acontecimento lamentável. Uma professora, isso mesmo, PROFESSORA da Faculdade Hélio Alonso &#8211;  FACHA, expressou seus pensamentos de forma leviana frente a uma turma repleta de alunos.<br />
Seria, e foi, muita ingenuidade da professora, acreditar que seu comentário preconceituoso e impensado ficaria restrito às quatro paredes de uma sala de aula de JORNALISMO. Os alunos estão lá para aprender a discutir e difundir informação. Encontrar assuntos que interessem ao público. Claro, vazou. E agradecemos à tal professora, a oportunidade de usá-la como um conveniente bode expiatório para o exército de preconceituosos que anda por aí.<br />
“Não me venha com um documentário sobre gente com Down, porque podem até achar bonitinho, mas aquilo é horrível, não adianta, odeio ver! Agora, vem aí dez semanas de dr, Dráuzio Varella (no “Fantástico”) com este tema, um saco. Quem quer ver isso?!”<br />
Não contente de fazer um comentário criminoso, (Sim, discriminação é crime!)* ainda o faz frente a uma turma repleta de alunos. Logo ela que deveria estar formando pessoas está contribuindo para multiplicar seu olhar preconceituoso.<br />
Mas o que a incomoda tanto? O que a faz achar tão horrível olhar para outras pessoas com uma condição genética diferente da dela? Muito provavelmente está desprovida de humanidade.<br />
Felizmente um dos alunos teve a firmeza de levantar a voz e discordar da mestra. E a professora, não contente, ainda completa com mais uma frase preconceituosa e de profunda intolerância, dizendo:<br />
“Ah, então você quer um filho com síndrome de Down??”<br />
Como se escolhêssemos nossos filhos na prateleira de um supermercado. Como se escolhêssemos se terá olhos claros, pele morena ou seu tipo de cabelo. Filho é filho e a síndrome de Down faz parte de ser humano. É apenas mais um aspecto possível, que compõe as múltiplas características de uma pessoa.<br />
Penso também nos pais destes alunos. Sim porque certamente haverá inúmeros pais que realmente educam seus filhos de forma correta. Educam seus filhos para a vida em sociedade, esclarecendo sobre inclusão, racismo ou homofobia. Ensinando respeitar as pessoas pelo que são. Independente de suas opiniões, afetos ou capacidades. E esta senhora vem prestar um serviço de deseducação desta forma. Se isto é o que ela fala em público, tenho medo de imaginar que tipo de pensamento ela guarda apenas para si.<br />
Faço um convite a esta professora que ouça ao aluno que discordou dela. Ouça e se deixe educar por ele. Já que, ao menos em relação à humanidade ela não tem nada a ensinar. Quem sabe ela consegue aprender que quem tem síndrome de Down continua sendo gente. Gente bonita, feliz, às vezes rico, às vezes pobre, às vezes negro, às vezes branco, às vezes hétero, às vezes homossexual. Mas é preciso que sejam respeitados SEMPRE.<br />
*Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência: Pena &#8211; reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.<br />
Resposta da FACHA, <a href="https://www.facebook.com/FaculdadeFACHA/posts/1022362344481829">publicada </a>no Facebook:</p>
<div class="_5pbx userContent">&#8220;À Comunidade Acadêmica da FACHA,<br />
Quero expressar o meu mais profundo repúdio ao fato ocorrido em sala de aula, no dia de ontem, e envergonhado, com o comportamento, postura e conduta adotados por determinado professor, pedir desculpas a todos que, como eu, se sentiram ofendidos com pensamento tão preconceituoso e totalmente fora dos princípios éticos e morais que regem nossas ações há 44 anos.<br />
Ao longo de sua história de quase cinco décadas, a Facha tem pautado o seu trabalho acadêmico, baseado no respeito aos valores éticos e morais, jamais permitindo qualquer tipo de discriminação, seja ela qual for. O que ocorreu é absolutamente lamentável. Inacreditável.<br />
Lamento profundamente esse mais do que triste episódio e informo que o docente será chamado a se explicar, se é que existem explicações para fato tão repugnante.<br />
Quero, contudo, deixar claro que o pensamento do docente não reflete obviamente o pensamento dos dirigentes da Facha e que cada um responde por seu atos.<br />
Professor Paulo Alonso<br />
Diretor-Geral<br />
FACHA&#8221;</div>
<div></div>
<hr />
<h6>Por Carla Codeço e Carlos Figueiredo</h6>
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		<title>Faca na mochila: lealdade ou intolerância?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[facas]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância]]></category>
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		<category><![CDATA[limite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faca na mochila. Isso é a arma da lealdade ou da intolerância? Como explicar o episódio que envolveu quatro crianças, de 8 e 9 anos, do Colégio Cruzeiro – escola do Rio de Janeiro que fica, no quesito Enem, atrás apenas do São Bento? Num&#8230; <a class="continue" href="https://www.paratodos.net.br/faca-na-mochila-lealdade-ou-intolerancia/">Continuar lendo<span> Faca na mochila: lealdade ou intolerância?</span></a></p>
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<p>Faca na mochila. Isso é a arma da lealdade ou da intolerância? Como explicar o episódio que envolveu quatro crianças, de 8 e 9 anos, do Colégio Cruzeiro – escola do Rio de Janeiro que fica, no quesito Enem, atrás apenas do São Bento? Num desentendimento, um aluno teria se queixado com dois amigos de um terceiro, tendo expressado o desejo de se livrar do desafeto. Dores tomadas, facas de cozinha nas respectivas bolsas para o que seria uma emboscada perfeita. Que, no entanto, não se concluiu porque o reclamante teria se dado conta das consequências de seu desejo e, arrependido, fora contar o plano para aquele que seria a vítima de seus fiéis escudeiros. As informações são de <a title="Alunos levam facas à escola para agredir colega" href="http://oglobo.globo.com/rio/alunos-levam-facas-escola-para-agredir-colega-14632073?utm_source=Facebook&amp;utm_medium=Social&amp;utm_campaign=O+Globo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">reportagem</a> publicada no site do Globo.<br />
Estamos falando de crianças pequenas, de 8 e 9 anos de idade, filhos de uma tradicional classe média carioca. E não de meninos pobres, de escolas públicas, a quem muitos, pelo mesmo incidente, pregariam a redução da maioridade. Devem curtir Mario Bros ou Sonic, mergulhar na praia ou na piscina do clube, assistir a Ben10, ir ao cinema, viajar para Búzios ou Disney, jogar Minecraft, fugir para a cama da mamãe. Devem fazer inglês-judô-natação-futebol. E certamente devem adorar estar entre amigos. Nada muito diferente dos meus e do seus filhos.<br />
Mas, então, o que leva essas crianças tão típicas e tão comuns do Leme ao Pontal a levar facas para a escola? Lealdade ou intolerância? Lealdade ou intolerância? Lealdade ou intolerância? Lealdade aos amigos. Intolerância àquilo que é diferente de mim, do meu grupo, do que eu penso. Tudo isso somado a uma boa dose de falta de limite.<br />
Nem desconfio da razão para que uma criança queira se livrar de uma outra. Talvez uma rixa, uma brincadeira inadequada, uma gozação mal recebida, uma discordância&#8230; Tão pouco&#8230; Achar que isso é efeito de videogame, filmes do Homem Aranha ou da novela que viram quando passavam pela sala é achar que essas crianças estariam numa imersão completa no abstrato sem qualquer supervisão moral, mesmo que minimamente. Mas, de toda forma, alguns valores estariam equivocados, mesmo que minimamente.<br />
O que leva uma criança a defender a outra passa, sim, pelo sentimento forte de lealdade que advém de fortes laços de amizade. E também de identidade. Até aí tudo muito bonito. Mas (a intenção de) ferir um colega de classe, com uma faca, tem muito a ver também com intolerância – a um universo sem fim de coisas que nem ouso enumerá-las. Já não importa mais o que a suposta possível vítima teria feito ou agido ou seja: lidar com o diferente se mostrou impossível para o quarteto. Não há motivo, ainda mais quando se tem 8 ou 9 anos, que justifique o desejo de machucar, ou mesmo eliminar, uma outra pessoa. Nem mesmo um bullying ou uma zoação ou uma desavença tão corriqueiras entre crianças dessa idade.<br />
Estamos, não somente no Cruzeiro, mas em tantas outras escolas, com um sério problema de intolerância ao outro. Falhamos – pais e escolas – na hora de ensinar às nossas crianças a respeitar o colega que é diferente do próprio reflexo no espelho, assim como suas opiniões, seu jeito de ser e de viver, suas escolhas.  Pulamos a aula diversidade, da ética das relações e do respeito. E, assim, formamos jovens adultos cada vez mais egoístas, competitivos, arraigados a seus umbigos e totalmente incapazes de aceitar o outro do jeito que é. Que não sabem seguir regras, porque veem seus pais burlando sistemática e diariamente de leis de trânsito a normas do condomínio. Que não recebem “não” na hora certa, que não têm limites – e toda aquela velha retórica que faz parte do blá blá blá da culpa dos pais que trabalham de mais, mas que já não é mistério, nem desculpa,  para ninguém.<br />
Não é hora de culpar a criança A, B, C ou D. Tampouco é momento para passar a mão na cabecinha delas. Afinal, levar uma faca na mochila precisa ter consequências. É grave. Deixar esse incidente a cargo do tempo, do esquecimento, do crescimento e da maturidade, vai dar uma bela lição de impunidade. Vai ser mais uma manifestação de que não há limites para o que se quer e que a violência é a saída para os problemas. É preciso tocar no assunto, conversar com as crianças, com os alunos, com os pais. E entender, especificamente, o que se passa na cabecinha dessas quatro crianças &#8212; que certamente têm a ver com lealdade e muita, muita, muita intolerância.</p>
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