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	<title>Arquivos facas - Paratodos</title>
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		<title>Faca na mochila: lealdade ou intolerância?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 12:00:00 +0000</pubDate>
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<p>Faca na mochila. Isso é a arma da lealdade ou da intolerância? Como explicar o episódio que envolveu quatro crianças, de 8 e 9 anos, do Colégio Cruzeiro – escola do Rio de Janeiro que fica, no quesito Enem, atrás apenas do São Bento? Num desentendimento, um aluno teria se queixado com dois amigos de um terceiro, tendo expressado o desejo de se livrar do desafeto. Dores tomadas, facas de cozinha nas respectivas bolsas para o que seria uma emboscada perfeita. Que, no entanto, não se concluiu porque o reclamante teria se dado conta das consequências de seu desejo e, arrependido, fora contar o plano para aquele que seria a vítima de seus fiéis escudeiros. As informações são de <a title="Alunos levam facas à escola para agredir colega" href="http://oglobo.globo.com/rio/alunos-levam-facas-escola-para-agredir-colega-14632073?utm_source=Facebook&amp;utm_medium=Social&amp;utm_campaign=O+Globo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">reportagem</a> publicada no site do Globo.<br />
Estamos falando de crianças pequenas, de 8 e 9 anos de idade, filhos de uma tradicional classe média carioca. E não de meninos pobres, de escolas públicas, a quem muitos, pelo mesmo incidente, pregariam a redução da maioridade. Devem curtir Mario Bros ou Sonic, mergulhar na praia ou na piscina do clube, assistir a Ben10, ir ao cinema, viajar para Búzios ou Disney, jogar Minecraft, fugir para a cama da mamãe. Devem fazer inglês-judô-natação-futebol. E certamente devem adorar estar entre amigos. Nada muito diferente dos meus e do seus filhos.<br />
Mas, então, o que leva essas crianças tão típicas e tão comuns do Leme ao Pontal a levar facas para a escola? Lealdade ou intolerância? Lealdade ou intolerância? Lealdade ou intolerância? Lealdade aos amigos. Intolerância àquilo que é diferente de mim, do meu grupo, do que eu penso. Tudo isso somado a uma boa dose de falta de limite.<br />
Nem desconfio da razão para que uma criança queira se livrar de uma outra. Talvez uma rixa, uma brincadeira inadequada, uma gozação mal recebida, uma discordância&#8230; Tão pouco&#8230; Achar que isso é efeito de videogame, filmes do Homem Aranha ou da novela que viram quando passavam pela sala é achar que essas crianças estariam numa imersão completa no abstrato sem qualquer supervisão moral, mesmo que minimamente. Mas, de toda forma, alguns valores estariam equivocados, mesmo que minimamente.<br />
O que leva uma criança a defender a outra passa, sim, pelo sentimento forte de lealdade que advém de fortes laços de amizade. E também de identidade. Até aí tudo muito bonito. Mas (a intenção de) ferir um colega de classe, com uma faca, tem muito a ver também com intolerância – a um universo sem fim de coisas que nem ouso enumerá-las. Já não importa mais o que a suposta possível vítima teria feito ou agido ou seja: lidar com o diferente se mostrou impossível para o quarteto. Não há motivo, ainda mais quando se tem 8 ou 9 anos, que justifique o desejo de machucar, ou mesmo eliminar, uma outra pessoa. Nem mesmo um bullying ou uma zoação ou uma desavença tão corriqueiras entre crianças dessa idade.<br />
Estamos, não somente no Cruzeiro, mas em tantas outras escolas, com um sério problema de intolerância ao outro. Falhamos – pais e escolas – na hora de ensinar às nossas crianças a respeitar o colega que é diferente do próprio reflexo no espelho, assim como suas opiniões, seu jeito de ser e de viver, suas escolhas.  Pulamos a aula diversidade, da ética das relações e do respeito. E, assim, formamos jovens adultos cada vez mais egoístas, competitivos, arraigados a seus umbigos e totalmente incapazes de aceitar o outro do jeito que é. Que não sabem seguir regras, porque veem seus pais burlando sistemática e diariamente de leis de trânsito a normas do condomínio. Que não recebem “não” na hora certa, que não têm limites – e toda aquela velha retórica que faz parte do blá blá blá da culpa dos pais que trabalham de mais, mas que já não é mistério, nem desculpa,  para ninguém.<br />
Não é hora de culpar a criança A, B, C ou D. Tampouco é momento para passar a mão na cabecinha delas. Afinal, levar uma faca na mochila precisa ter consequências. É grave. Deixar esse incidente a cargo do tempo, do esquecimento, do crescimento e da maturidade, vai dar uma bela lição de impunidade. Vai ser mais uma manifestação de que não há limites para o que se quer e que a violência é a saída para os problemas. É preciso tocar no assunto, conversar com as crianças, com os alunos, com os pais. E entender, especificamente, o que se passa na cabecinha dessas quatro crianças &#8212; que certamente têm a ver com lealdade e muita, muita, muita intolerância.</p>
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