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	<title>Arquivos teatro - Paratodos</title>
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	<description>Por um mundo que ninguém fica para trás</description>
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		<title>Bronca de quê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 17:11:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fabiana Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Down]]></category>
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			<div><em>Por Fabiana Ribeiro</em></div>
<div></div>
<div style="text-align: left;">Quatro jovens &#8212; uma patricinha, uma certinha filha de pais liberais, um insatisfeito com a escolha profissional e outro que se vê angustiado pela pressão dos pais &#8212; resolvem se juntar a um protesto. Mesmo sem sequer saberem do que se tratava o movimento. Com suas demandas em cartazes, como Wi-fi livre e mais tolerância dos pobres com os ricos, o quarteto se vê como os únicos a participar da manifestação solitária de Guilherme, um jovem com síndrome de Down que deseja ser livre. Esse é o enredo de Bronca de quê? &#8212; peça que fica, em cartaz, no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, até início de agosto. Sob a direção de Ernesto Piccolo, a peça é voltada especialmente para o público jovem e toca em temas como inclusão, sexualidade, diferenças e família. No último domingo, o Paratodos organizou um grupo, de cerca de 40 pessoas, para assistir ao espetáculo.</div>
<div></div>
<div>Com texto simples e linguagem bastante acessível ao público jovem, a peça nos joga no colo estereótipos que carregamos o tempo todo conosco (e dos quais devemos nos livrar urgentemente). E o maior estereótipo é justamente desconstruído com Guilherme. Se a expectativa era de que Guilherme, por ter Síndrome de Down, fosse bobo, inconveniente e sem aptidões e maiores talentos, essa conjectura é frustrada. Para ele, os adjetivos se mostravam outros: irreverente, inteligente, bem articulado e totalmente consciente de seus direitos.</div>
<div></div>
<div>A peça é um convite ao debate. Toca na ferida da inclusão social. Pode se mostrar como início de uma conversa sobre diversidade, tolerância, amizade e solidão. E tantos outros temas que vem junto no pacote da deficiência. Enfim, pede uma pizza depois da sessão &#8212; o que o grupo organizado pelo Paratodos fez após o evento.</div>
<div></div>
<div>Há ainda uma desconstrução de estereótipos mais profunda do que a que vem pela ficção. E dessa vez não é Guilherme que nos afronta com nossas próprias convicções, mas o ator que o interpreta, Pedro Baião. Pedro, 24 anos, é prova viva que, sim, uma pessoa com deficiência pode ter uma profissão e se sair muito bem nela. Basta ter oportunidades. Oportunidades que começam, de pequeno, na escola. É uma escola inclusiva que permitirá que mais Pedros e Marias, seja lá como eles são, consigam ser aquilo que desejam ser.</div>
<div></div>
<div>Talvez assim, com mais diversidade nas escolas, com mais pessoas de todos jeitos chegando ao mercado de trabalho, nós não surpreendamos com a atuação de Pedro no tablado. Quem sabe nós não batamos palmas a cada aparição de Pedro no palco do teatro. Porque a salva de palmas a cada fim de cena sela o nosso preconceito. A cada &#8220;Uh, uh!&#8221; para Pedro fora de hora, estamos dizendo &#8220;nossa, ele consegue, bravo!&#8221;. E por que não conseguiria? Em vez disso, vamos valorizar o seu talento e não a sua síndrome. Enxergar a pessoa e não a sua deficiência.</div>
<div></div>
<div>Longa é a caminhada. Até lá, uma salva de palmas a Pedro. No fim do espetáculo. De pé. Porque, sim, sua atuação em todas as cenas merece homenagens.</div>

		</div> 
	</div> </div></div></div></div></div><div      class="vc_row wpb_row section vc_row-fluid " style=' text-align:left;'><div class=" full_section_inner clearfix"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">	<div class="vc_empty_space"  style="height: 32px" ><span
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