Acessibilidade

  1. As imagens decorativas devem ter um atributo alt vazio (alt=""). Porém, imagens não decorativas devem ter texto alternativo. Esse texto, é lido pelos leitores de tela (e também pelos motores de busca); ele deve fornecer informações relevantes sobre o conteúdo da imagem. Para saber se uma imagem é decorativa ou não, pergunte-se se o conteúdo ainda faria sentido se imagem fosse removida;
  2. O sublinhado de links é útil para usuários que têm dificuldade no discernimento de contraste;
  3. A estrutura de layout do documento (hierarquia de cabeçalhos — H1, H2,… Hx) é importante. Essa hierarquia é utilizada por certos programas para navegar dentro de um documento;
  4. Rolagem Parallax e animações pesadas podem causar náuseas ou mau estar. Use com precaução, ou permita desativar esses efeitos;
  5. Cuidado com animações infinitas, mesmo sutis. Elas podem ser consideradas uma distração para Pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
  6. Inclua um link “skip-to-content” no topo da página. Isso ajuda os usuários com leitores de tela a não terem de passar por todo o seu cabeçalho;
  7. Certifique-se que o espaçamento entre linhas é pelo menos 145-150% maior que o tamanho da fonte. A falta de espaçamento entre as linhas de texto (altura da linha) geralmente causa graves problemas de leitura;

PROJETANDO PARA TODOS

O fundamento teórico mais relevante para o conceito de acessibilidade é o Desenho universal, que é o desenvolvimento de produtos e ambientes para serem usáveis por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou desenho especializado [4]. A ideia principal contida no Desenho universal é que o mundo projetado deve se adaptar o melhor possível a todas as pessoas, ao invés de exigir destas um grande esforço de adaptação. Estão de acordo com o Desenho universal, por exemplo, os ambientes que possuem rampas de acesso, banheiros e bebedores adaptados, fraldários, pisos podotáteis, elevadores com áudio e painéis em Braille, etc. outro exemplo são os filmes que possuem audiodescrição, legendas e tradução para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Assim, o uso do Desenho universal significa um grande passo na direção de um mundo cada vez mais inclusivo, que se adapta cada vez mais às diferentes habilidades e necessidades das pessoas e que exige delas cada vez menos esforço individual adaptativo, o qual, como sabemos, acaba sempre por excluir muitas pessoas da participação na vida social e também por privar a sociedade da contribuição que poderia ser trazida por essas pessoas.

São sete os princípios do Desenho universal [12]:

  • Equiparação nas possibilidades de uso: pode ser utilizado por qualquer usuário em condições equivalentes.
  • Flexibilidade de uso: atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades individuais.
  • Uso simples e intuitivo: fácil de compreender, independentemente da experiência do usuário, de seus conhecimentos, aptidões linguísticas ou nível de concentração.
  • Informação perceptível: fornece de forma eficaz a informação necessária, quaisquer que sejam as condições ambientais/físicas existentes ou as capacidades sensoriais do usuário.
  • Tolerância ao erro: minimiza riscos e consequências negativas decorrentes de ações acidentais ou involuntárias.
  • Mínimo esforço físico: pode ser utilizado de forma eficiente e confortável, com um mínimo de fadiga.
  • Dimensão e espaço para uso e interação: espaço e dimensão adequados para a interação, o manuseio e a utilização, independentemente da estatura, da mobilidade ou da postura do usuário.

Ao se aplicarem à web os princípios do Desenho universal, conclui-se que os objetos e ambientes utilizados nos sítios devem ser projetados para serem utilizados, sem modificação ou assistência externa, pelo maior número de pessoas possível, independentemente de suas habilidades motoras, visuais, auditivas, táteis ou de qualquer outra condição que possa oferecer dificuldade na finalização de uma tarefa.

Os objetos e ambientes são veiculados na Internet por meio de códigos, que devem se adequar a certos padrões para permitir que tanto os controles de navegação quanto o conteúdo sejam compatíveis com a ampla variedade de dispositivos de acesso à web, e com toda a diversidade da tecnologia assistiva utilizada por pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Assim, todos os sítios web devem ser construídos de acordo com padrões, para que, quando reutilizados em escala, não ofereçam barreiras de acesso por toda ou parte da sociedade [13].

  • 3 Programas de computador que trabalham em conjunto para desempenhar uma função.
  • 4 A Iniciativa de Acessiblidade na Web do W3C (WAI) desenvolve estratégias, diretrizes e recursos que auxiliam a tornar a webacessível a pessoas com deficiência.

Assim, a partir de uma web acessível, muitos cenários aparentemente improváveis tornam-se possíveis, não só para pessoas com deficiência, mas também para qualquer categoria de usuário, tais como:

  • Uma mulher cega, utilizando um leitor de telas, pesquisa a restituição de imposto de renda no sítio da Receita Federal;
  • Um homem cego e sem braços procura sua ex-professora em um sistema de busca utilizando um programa de reconhecimento de voz para entrar comandos no computador e receber retorno a partir do leitor de telas;
  • Um homem com paralisia cerebral, com grandes dificuldades motoras e que só utiliza um dedo para teclar, atualiza seu perfil em uma rede social;
  • Um homem com deficiência motora, que usa um mouse adaptado, faz compras em uma loja virtual;
  • Uma jovem tetraplégica, utilizando apenas um ponteiro na cabeça, procura informações sobre células-tronco em sítios especializados;
  • Uma mulher com deficiência intelectual faz exercícios pela web para melhorar sua comunicação;
  • Um senhor surdocego namora pela web, utilizando um dispositivo que mostra em Braille as informações exibidas na tela;
  • Uma mulher com baixa visão procura informações sobre investimentos e a crise econômica mundial, utilizando um programa ampliador de tela;
  • Um programador daltônico testa uma aplicação na web, procurando erros;
  • Um jovem surdo ou com deficiência auditiva que faz um curso de inglês à distância.
  • Uma jovem com dificuldade de leitura, em virtude da combinação de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e dislexia, estudante do ensino médio, que gosta das aulas de literatura, complementa a leitura de livros e estudos por meio de aulas on-line. Ela utiliza um programa que realça o texto na tela, ao mesmo tempo em que é realizada uma leitura em voz alta [15].

Para ilustrar melhor a importância da acessibilidade em diferentes contextos de uso da web, a seguir são apresentados alguns cenários em que pessoas sem deficiência são beneficiadas e usuárias diretas da acessibilidade:

  • Homem destro, com tendinite, faz pesquisa na web para trabalho da faculdade, utilizando com dificuldades o mouse, mas navegando com a mão esquerda sem encontrar barreiras de teclado na página;
  • Mulher analfabeta funcional tenta tirar uma certidão no sítio da prefeitura da sua cidade, acessando informações representadas por ícones na página;
  • Casal de idosos, já com alguma dificuldade para ler textos pequenos e que possui pouca experiência com a Internet, amplia o tamanho do texto para comprar passagens aéreas em promoção para visitarem o filho em outro estado;
  • Leigo no uso de computadores vê-se obrigado a usar a Internet para realizar a matrícula escolar de seu filho, seguindo as orientações de um tutorial de uso do sistema;
  • Brasileiro, sem fluência no espanhol, procura informações sobre Buenos Aires em um sítio de língua espanhola acessando as galerias de fotos;
  • Criança, ainda com linguagem em desenvolvimento, procura um jogo na web em uma página com animações que identificam o jogo que ela procura;
  • Robôs de busca, como o Yahoo, Google, Bing etc., que só indexam texto, procuram sítios com informações sobre a Copa do Mundo no Brasil baseados na semântica dos documentos HTML;
  • Funcionário novo na empresa utiliza pela primeira vez um sistema de gerenciamento de projetos via web depois de assistir a um tutorial de uso do sistema;
  • Homem de meia-idade aumenta a fonte dos textos de um sítio ao navegar pelo seu netbook com tela de apenas 9 polegadas;
  • Utilizando conexão de baixa velocidade, mulher tenta comprar um eletrodoméstico em um sítio de comércio eletrônico construído e estruturado de forma a consumir pouca banda da Internet;
  • Usuário procura os horários da sessão de cinema em seu tablet com tela de 7 polegadas e aumenta e diminui o tamanho do texto conforme sua necessidade de navegação;
  • Mulher atrasada tenta fazer check-in pelo sítio da companhia aérea utilizando seu smartphone no táxi, a caminho do aeroporto, em um formulário simples e de fácil compreensão;
  • A caminho de uma reunião, utilizando seu smartphone, homem utiliza o sistema de busca de um sítio web para localizar o endereço da sede da empresa.

http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/cartilha-w3cbr-acessibilidade-web-fasciculo-I.html#capitulo2

 

ver tb:

https://medium.com/@oieduardorabelo/10-diretrizes-para-melhorar-sua-acessibilidade-na-web-6e35844f9859

https://www.adobe.com/accessibility/gettingstarted.html

https://www.pedrodias.net/biblioteca/o-que-e-usabilidade

https://www.google.com/accessibility/

Dicas para verificar a acessibilidade da sua página web